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AN Escola  |  02/02/2012 06h31min

Variação de preços do material escolar pode passar de 1.000% em SC

Confira as pesquisas do Procon em Florianópolis, Blumenau e Joinville

A duas semanas do início das aulas na rede estadual, começa a acelerar a corrida às lojas de material escolar. Pesquisar preços e tentar reaproveitar itens do ano anterior são boas medidas para amenizar o impacto no orçamento familiar.

Ainda mais quando a diferença de preços entre os itens mais baratos e mais caros da lista chegam a 1.000%. O Procon pesquisou os valores dos materiais em lojas de Blumenau, Joinville e Florianópolis. Confira as dicas para facilitar as suas compras.

A pesquisa levantou apenas o valor mais em conta de cada loja, sem considerar as marcas. Na Grande Florianópolis, foram oito lojas pesquisadas. Seis na Capital e duas em São José.

A maior variação encontrada foi de 966%, no item pasta com grampo. Enquanto a pasta mais barata de uma loja custou R$ 0,90, a de outra saiu por R$ 9,60. Empatados em segundo lugar, os itens folha de plástico para pasta e régua de 30 cm apresentaram 900% de variação, indo, igualmente, de R$ 0,20 na loja mais barata a R$ 2,00 na mais cara.

Variação de preços

Em vez de sair de loja em loja em busca dos melhores valores, a empresária Simone Helmbrecht esperou a divulgação da pesquisa do Procon Blumenau para ir às compras. Foram 26 itens avaliados em seis lojas do Centro.

O apontador foi motivo de desentendimento entre Simone e a filha Maria Eduarda, de sete anos, na hora de comprar a lista. Enquanto a filha queria um apontador de R$ 0,95 do Monster High, a mãe tentava convencê-la a pegar um modelo mais simples, que custava R$ 0,25.

O mesmo item foi o campeão de variação de valores na pesquisa divulgada em janeiro pelo Procon. O valor do apontador variou 1.233%, ou seja, 13 vezes mais de um estabelecimento para outro. Na loja mais barata custou R$ 0,12 e na mais cara saiu por R$ 1,60.

O segundo produto com maior variação foi a régua de 30 cm (entre R$ 0,20 e R$ 2,00). Em seguida vem a caixa de lápis de cor 24 cores, que foi de R$ 2,90 a R$ 22,90. Mas por que tanta variação de preço?

Impostos embutidos no valor final

O economista e professor do Instituto Ibes Sociesc de Blumenau Aurélio da Silva explica: o material escolar é um produto sazonal e tem muitos impostos embutidos no valor final.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, no preço da régua escolar, 44,65% é de impostos. Segundo Silva, justamente quando o lojista mais precisa, os preços estão mais altos já no atacado e o valor varia muito de um fornecedor para o outro.

— É a partir do fim do ano, quando o comerciante começa a se preparar para a venda de material escolar, que o preço sobe. Desde aí o valor já sai mais alto — explica o economista.


Pesquisa de preços do Procon em Florianópolis e São José

Pesquisa de preços do Procon em Joinville

Pesquisa de preços do Procon em Blumenau

:: Confira 5 maneiras de economizar na compras de material escolar

1. REAPROVEITAMENTO

Com a lista de material em mãos, faça uma busca em casa e veja o que sobrou do ano anterior e pode ser utilizado. No caso de cadernos em espiral, as folhas em branco podem ser desprendidas do caderno e encadernados novamente utilizando a espiral.

2. TROCA DE LIVROS

Na sua escola, procure pais cujos filhos já passaram do ano que seu filho está indo e veja se eles têm livros escolares que podem ser utilizados.

3. PESQUISA

Feita essas etapas, pegue a lista e pesquise em papelarias, lojas de departamento, supermercados e feiras de material escolar.

4. COMPRA DE GRUPO

Uma estratégia para negociar preços com descontos em lojas é compra em maior quantidade. Nesse caso, procure outros pais e pesquise quem oferece melhor preço e desconto para uma compra coletiva.

5. SEM ROYALTIES

Não deixe de explicar para a criança que nem sempre o caderno, lápis ou estojo que ela quer dá para comprar porque podem ser o mais caros. Mostre que modelos mais baratos também cumprem a mesma função.

DIÁRIO CATARINENSE
Jessé Giotti / Agencia RBS

Material escolar é um produto sazonal e tem muitos impostos embutidos no valor final
Foto:  Jessé Giotti  /  Agencia RBS


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