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Vida Profissional  |  30/10/2008 07h50min

Um quarto das mães abandona carreira pelos filhos

Pesquisa americana constata nível elevado de desistência da vida profissional

Cerca de 25% das mulheres com bebês pequenos decidem não voltar a trabalhar após o nascimento dos filhos, indica pesquisa feita pelo grupo Catalyst, uma das maiores empresas de recursos humanos dos Estados Unidos. Pesquisadores entrevistaram quase duas mil novas mães com idades entre 20 e 44 anos em três países – Estados Unidos, Canadá e Suécia – e concluíram que a desistência, na maioria das vezes, tem a ver com a dificuldade de equilibrar o avanço na carreira com o convívio com os pequeninos.

O excesso de interferência do trabalho na vida pessoal foi o que mais pesou na decisão das novas mães, de acordo com os dados do Catalyst. Segundo 43% delas, o impacto da vida profissional passou a interferir "moderadamente" na relação familiar, deixando um ambiente pesado em casa. Para 83% das avaliadas, o nascimento dos filhos fez elas perceberem que manter uma vida em família equilibrada é mais importante do que progredir na carreira a todo custo, e 68% das mulheres admitiram não querer alcançar o sucesso profissional se isto fosse comprometer o bem-estar das crianças. Apenas 21% disse ter como maior sonho ganhar muito dinheiro.

Pelo direito de parar

A pesquisa da Catalyst foi divulgada no mesmo mês em que duas outras mulheres publicaram estudos polêmicos sobre mães que trabalham. O primeiro, feito pela inglesa Jo Brewis, da Universidade de Leicester, enfatiza que as empresas não são obrigadas a se adaptar às mudanças biológicas da mulher – menstruação, gravidez, pós-parto e menopausa – e por isso o sexo feminino deveria se perguntar se quer mesmo seguir a idéia de que para ter sucesso na vida é preciso "conquistar tudo".

Seguindo o mesmo caminho de Brewis, a americana Kathleen Parker lançou o livro "Save the males", que prega que homens e mulheres devem parar de competir e entender que cada um tem o seu papel na sociedade. Mas o principal ponto polêmico do livro é o de que as mulheres devem sim abrir mão, pelo menos em parte, da obsessão pelo sucesso profissional enquanto os filhos são pequenos. No texto, ela cita sua própria trajetória. A escritora parou de trabalhar em horário integral quando o filho nasceu e só voltou a perseguir sonhos profissionais quando ele completou 18 anos.

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AGÊNCIA O GLOBO

Comentários

Ana Mafezzoni

Denuncie este comentário03/12/2008 22:11

Acredito sim, que a maioria das mulheres, pode parar de trabalhar quando tem os filhos, porém após eles estarem um pouco mais crescidos, é possivel voltar a trabalhar e até mesmo estudar. Tudo é uma questão de Educação, se voce´dá atenção, carinho quando pequenos, aos pucos voce consegue com diálogo, voltar as suas atividades, e colocar responsabilidades para eles. Eu Acredito que responsabilidade, se ensina desde pequeno, para quando crescer,evitar "aqueles" probleminhas de aborrecência.


Laura

Denuncie este comentário26/11/2008 13:50

Uma pesquisa nos Estados Unidos, Canadá e Suécia não representa a situação nacional dum país subdesenvolvido.

Divulgação / 

Maioria das mulheres percebe que manter uma vida em família equilibrada é mais importante do que progredir na carreira a todo custo
Foto:  Divulgação


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