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Comportamento  |  17/07/2008 10h50min

Como são os direitos das mulheres pelo mundo

Injustiças ainda acontecem diariamente

Apesar dos avanços na luta por direitos iguais, as mulheres ainda lidam diariamente com injustiças, principalmente quando o assunto é carreira. No mundo, elas representam 40% da força de trabalho, mas chegam a ganhar até 60% menos do que homens no mesmo cargo. Também são elas que se desdobram para cuidar da vida profissional, e chegam a gastar até três vezes mais horas com os afazeres domésticos do que os homens.

Na semana passada, a escritora Wajeha Huwaider, da Arábia Saudita, iniciou uma campanha no mínimo inusitada no You Tube. Ela luta para que as mulheres sauditas ganhem permissão para dirigir. A Arábia Saudita é atualmente o único país onde as mulheres não podem tirar carteira de motorista.

AGÊNCIA O GLOBO
Os direitos das mulheres pelo mundo
Licença-maternidade
Enquanto as brasileiras comemoram a chegada da licença-maternidade de seis meses, as libanesas têm o direito de ficar apenas sete semanas com o recém-nascido e as egípcias, somente cinco. Por outro lado, em países europeus com crescente queda de fecundidade, entre eles a Suécia e a Noruega, é possível ficar um ano em casa com o bebê. Além da licença-maternidade, vários países europeus oferecem o baby bônus: uma série de incentivos econômicos aos casais que optam por ter mais de um filho.


No Estados Unidos e na Austrália, no entanto, não existe uma legislação que determine que o empregador deva remunerar a nova mãe no período de licença.
Direito ao voto
O primeiro país a permitir que as mulheres votassem foi a Nova Zelândia, em 1893. No Brasil, elas começaram a ter o direito ao voto em 1932. No Kuwait, as mulheres começaram a votar apenas em 2005 e no Quatar, somente ano passado.
Curiosidades
A tecnologia acabou trazendo algumas mudanças curiosas para as mulheres. No Egito, na Malásia e em Dubai já é possível validar um processo de divórcio via SMS. É que, de acordo com a lei islâmica, o casal precisa apenas dizer três vezes que quer o divórcio para que a separação aconteça.
Direitos femininos inexistentes
Desde 1996, mulheres que vivem sob o regime talibã no Afeganistão têm que seguir regras severas e não podem dirigir a palavra a homens que não sejam parentes próximos, e são proibidas de trabalhar e estudar. Usar jóias, maquiagem ou esmalte e ter cabelos curtos também não são hábitos permitidos, assim como amamentar em público ou até mesmo fazer qualquer barulho ao caminhar. A mulher que não cumprir as regras é punida com açoitamento e pode ter as pontas dos dedos cortadas.
Divulgação / 

Mulheres ainda lidam com injustiças pelo mundo todo
Foto:  Divulgação


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