clicRBS

Notícias

Saúde  |  22/07/2008 10h26min

Camisinha e pílula são os métodos anticoncepcionais preferidos das brasileiras

Menos de 30% das mulheres exigem o uso do preservativo na maioria das relações sexuais

Apesar de bem informadas, as brasileiras ainda resistem aos novos métodos contraceptivos e se protegem pouco contra as doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). É o que indica dados do Ministério da Saúde, que mostram que quase 99% das mulheres do país garantem que sabem se proteger de uma gravidez indesejada e das DSTs, mas menos de 30% delas exigem o uso do preservativo na maioria das relações sexuais.

>> Leia mais: Cresce número de mulheres que iniciam vida sexual antes dos 15 anos

Uma pesquisa do ProSex, o Projeto de Sexualidade do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, também mostra que as brasileiras estão pouco cuidadosas com a saúde sexual. Quase metade das mulheres do país não usa nenhum tipo de contraceptivo e rejeita métodos de introdução como a camisinha feminina, o anel vaginal, o diafragma e o dispositivo intra-uterino (DIU). 

– As brasileiras ainda ficam receosas de adotar qualquer método que tenha que ser inserido no organismo. Algumas rejeitam inclusive o absorvente interno. É a falta de informação aliada a medos infundados. Assim a mulher acaba excluindo uma série de formas que ajudariam a proteger sua saúde e acaba ficando muito na mão do homem, que nem sempre quer usar camisinha ou fazer exames para provar que não tem uma DST – avalia a psiquiatra Carmita Abdo, coordenadora da pesquisa.

Dados do Ministério da Saúde divulgados no início do mês mostram que 81% das mulheres em uma relação estável usam algum tipo de anticoncepcional. A camisinha masculina é o método preferido das mulheres mais jovens (33%), seguido da pílula (25%). Os hormônios injetáveis são o método escolhido por 4% das mulheres. O DIU ainda tem uma procura baixa, apenas 2% delas aderiram ao contraceptivo. Conheça todos os métodos contraceptivos no Guia da Saúde Feminina.

Antes de escolher seu anticoncepcional, o ideal é conversar com o ginecologista. Isto porque os métodos estão cada vez mais modernos e, muitas vezes ajudam a controlar variações hormonais e funcionam melhor em fases específicas da vida da mulher.

Que método contraceptivo você usa? Responda aqui

A ginecologista Simone Nogueira, especialista em reprodução pela Universidade Federal do Rio de Janeiro, lembra que apesar das pílulas de baixa dosagem estarem em alta nos consultórios, as com doses específicas de hormônios ajudam a tratar quadros como ovário policístico e acne e não devem ser esquecidas.

– Há também as pílulas com efeito diurético, indicadas para mulheres que retém muito líquido, e as com uma pequena dose de hormônio nos comprimidos feitos para os dias de descanso – ensina.

Ela lembra que, apesar da variedade de métodos disponíveis, apenas as camisinhas masculina e feminina protegem contra as doenças sexualmente transmissíveis.

– A mulher que está em uma relação estável e quer parar de usar o preservativo deve fazer exames para sífilis, HIV, hepatite B e C, e clamídia. O teste do HPV também é imprescindível, já que é a DST mais comum e a que evolui para o câncer. Mas é importante frisar que mesmo com os testes, nada garante que a mulher vai ficar 100% livre de doenças, já que existe sempre a possibilidade de traição ou da janela imunológica, que é quando o teste dá um falso negativo – lembra a médica.

AGÊNCIA O GLOBO
Os novos métodos mais indicados pelos ginecologistas
Anel vaginal
Feito de plástico, o anel deve ser inserido na vagina e permanecer no corpo por 21 dias. Além de não causar as variações hormonais típicas da pílula, ele não incomoda e não costuma ser sentido pelo parceiro durante as relações sexuais. Em alguns casos, pode sair da vagina e, se ficar fora por mais de três horas, é necessário usar um método de apoio no resto do ciclo.
Adesivo
Indicado para mulheres que sofrem com os efeitos colaterais da pílula, o adesivo deve ser usado por três semanas seguidas do mês. Como os hormônios entram diretamente na corrente sangüínea, não causa enjôos. Algumas mulheres rejeitam o método por causa da aparência e da cola, que costuma reter resíduos da roupa. Não sai com suor, água ou umidade.
DIU de progesterona
Indicado para mulheres que já tiveram filhos, o dispositivo intra-uterino é de plástico, não de cobre, e libera doses de hormônios apenas no útero. Na maioria das mulheres, interrompe a menstruação. Dura até cinco anos e pode causar infecções tubárias em quem ainda não engravidou. Deve ser colocado no consultório médico e a inserção é dolorida, por isso muitos médicos optam por sedar a paciente para o procedimento.
Pílula de baixa dosagem
Costumam ter entre 15 a 20 microgramas de estradiol, quase um terço dos hormônios das pílulas mais antigas. Causam menos efeitos colaterais do que as de média e alta dosagem e algumas ajudam a aliviar os sintomas da tensão pré-menstrual. Também podem melhorar a acne de fundo hormonal. Em algumas mulheres, pode causar um sangramento de escape no meio do ciclo, náuseas fortes e enxaqueca.
Agência O Globo, Divulgação  / 

Adesivos são rejeitados devido a aparência
Foto:  Agência O Globo, Divulgação


Veja mais em Saúde e Beleza
Comente esta matéria

Notícias Relacionadas

09/07/2008 10h58min
Cirurgia robótica facilita o tratamento de doenças ginecológicas
07/07/2008 13h38min
Depressão pós-parto: quando a maternidade não traz felicidade
04/07/2008 09h41min
Raio X da saúde da brasileira
05/06/2008 12h28min
Reposição hormonal deve ser feita apenas em alguns casos
04/06/2008 15h26min
Passe tranqüilamente pelo pós-parto
27/05/2008 15h14min
Meninas precoces sofrem mais com TPM

Grupo RBS  Dúvidas Freqüentes | Fale Conosco | Anuncie | Trabalhe no Grupo RBS - © 2008 clicRBS.com.br • Todos os direitos reservados.