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Vestibular  | 01/10/2009 21h30min

Distribuição de provas do Enem é feita em carros-forte, informa Inep

Em algumas cidades, testes são armazenados em delegacias

O presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), Reynaldo Fernandes, detalhou nesta quinta todo o processo de preparação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A distribuição das provas aos polos regionais e municípios, por exemplo, é feita em carros-fortes ou em caminhões acompanhados por batedores. Em algumas cidades, os testes são armazenados nas delegacias de polícia.
Ao Inep cabe elaborar a prova. Em um banco com cerca de 2 mil itens, 180 são selecionados a partir do nível de dificuldade e dos conteúdos cobrados. Um arquivo foi transportado por dois funcionários do Inep, de avião, a São Paulo, onde está a gráfica responsável pela impressão.

A partir da entrega do arquivo das provas, a responsabilidade passa a ser da empresa contratada por licitação para fazer a aplicação e distribuição das provas. Em 2009, a instituição contratada foi o Consórcio Nacional de Avaliação e Seleção (Connasel). Nos últimos quatro anos, as instituições responsáveis eram o Cespe e a Cesgranrio.

Durante o processo de impressão, dois funcionários do Inep acompanham todo o processo. A gráfica conta com câmera de segurança em todos os ambientes e vigilância armada. Segundo o Inep, para entrar no espaço, o funcionário precisa trocar de roupa para que não haja risco de que algum exemplar seja levado.

Logo que as provas são impressas, elas passam para a área responsável pela montagem. Esse processo é feito no Rio de Janeiro e é chamado de mixagem. Cada prova é colocada em um envelope lacrado com o nome do aluno. Em seguida todos os envelopes de uma sala são colocadas em um pacote também lacrado. Há ainda um terceiro envelope, também protegido, que reúne todos os testes que vão para um mesmo local de provas.

Se o processo for de violação seria detectado na ponta porque vai faltar prova, explicou Fernandes. Depois da mixagem os exames seguem para os polos regionais, responsáveis pela distribuição para os municípios. Chegando lá, as provas podem ser armazenadas nos locais de prova - se houver segurança na escola - ou mesmo na delegacia, segundo explicou Reynaldo.

Agora à noite haverá uma reunião entre o ministro da Educação, Fernando Haddad, o presidente do Inep e um representante do consórcio para reorganizar a logística do exame.

Confira a prova que vazou

O Ministério da Educação e Cultura disponibilizou, na noite desta quinta-feira, em seu site, a prova do Exame Nacional de Ensino Médio que foi oferecida a um jornal de grande circulação. O episódio causou o cancelamento da prova, que aconteceria no próximo final de semana.

Entenda o caso

A informação sobre o vazamento da prova foi revelada em reportagem do site do jornal O Estado de São Paulo. Um homem teria ligado para a redação pedindo R$ 500 mil em troca da cópia da prova. Após consultar o material para checar sua veracidade, sem se comprometer com sua compra, as infomações foram repassadas por telefone e e-mail para o ministro, e a fraude foi confirmada por técnicos do Inep, órgão responsável pelo Enem.

AGÊNCIA BRASIL
 
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