Vestibular | 01/10/2009 13h08min
O inquérito para investigar o vazamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está aberto e correrá em São Paulo. A afirmação é do ministro da Educação, Fernando Haddad, que em entrevista coletiva na manhã desta quinta-feira declarou que serão revistas as normas de segurança do exame.
— Posso te garantir que os termos de segurança desse ano são melhores que os do ano passado. É um processo contínuo. A cada ano os técnicos tentam preencher lacunas, onde pode furar o processo — disse o ministro.
— Vamos avaliar à tarde para aumentarmos a segurança do processo. Temos de ouvir o consórcio para saber o que eles acham disso (do vazamento). O inquérito já está na Polícia Federal, terá superintendência em São Paulo e a partir dali as
investigações vão ocorrer — completou Haddad.
O ministro
indicou que a prova cancelada será disponibilizada para os 4,1 milhões de participantes e poderá ser uma espécie de simulado. Foi evasivo, apenas, em relação à nova data do exame — que seria realizado neste sábado e domingo.
— Provavelmente em novembro a prova seja realizada — resumiu.
A investigação analisará o processo de impressão e logística da prova. Segundo Haddad, o Inep, responsável pela realização do teste, e o gabinete do ministério estarão focados não apenas na efetividade da nova prova, mas na "revista dos procedimentos".
— Não há como imprimir a prova nas normas do Inep sem se passar por uma gráfica. A minha consideração é: como que essa pessoa tem acesso à prova impressa? — questionou o ministro.
Chamando os homens que tentaram vender ao jornal o exemplar da prova de criminosos, Fernando Haddad se mostrou surpreso com a maneira com que eles tentaram usufruir do material.
— Eles estão se expondo,
elas aparentemente não estão preocupados com sua exposição,
tanto que encontraram a jornalista em um local público. Entendo que possamos chegar aos autores em pouco tempo — concluiu.
Entenda o caso
A informação sobre o vazamento da prova foi revelada em reportagem do site do jornal O Estado de São Paulo. Um homem teria ligado para a redação pedindo R$ 500 mil em troca da cópia da prova. Após consultar o material para checar sua veracidade, sem se comprometer com sua compra, as infomações foram repassadas por telefone e e-mail para o ministro, e a fraude foi confirmada por técnicos do Inep, órgão responsável pelo Enem.
O que me surpreendeu foram as declarações sem nexo do sr. ministro e do presidente do inep, com caras de bobos da corte, não sabiam responder e mais perdidos nas declarações. Mas me deixou um quastionamento: SÓ UMA EMPRESA, se habilitou para imprimir as provas? ninguém mais tinha interesse em mais de R$30 milhões de reais para imprimir as provas? Onde está a OPOSIÇÃO que não percebe cheiro de falcatrua nisso? ficou muito evasiva as respostas sobre essa questão aí das provas. Abram o olho brasileiros...
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