| 06/05/2009 20h58min
A prefeitura de Chapecó criou na quarta-feira uma comissão municipal que vai acompanhar a implantação da Universidade Federal da Fronteira Sul.
De acordo com o prefeito João Rodrigues, a comissão, formada por seis pessoas escolhidas entre representantes de 26 entidades, vai reforçar o trabalho da comissão de implantação da universidade, nomeada pelo Ministério da Educação.
Entre os temas que devem ser tratados está a escolha da área de 100 hectares para instalação do campus. Já existem três locais que devem ser doados, dois no distrito de Sede Figueira e um na saída para Guatambu.
Outra preocupação é com um espaço físico para o início das aulas, previstas para março de 2010. O local deve ter espaço para 900 alunos, que iniciarão nos 11 cursos já definidos.
O presidente da Associação Comercial de Chapecó, Vincenzo Mastrogiacomo, que foi nomeado coordenador da comissão municipal, disse que fará o primeiro contato com a comissão de
implantação.
— A sociedade chapecoense
quer participar desse processo e agilizar o que for possível — disse.
A secretária-executiva do Movimento Pró-Universidade, a vereadora Luciane Carminatti, disse que é importante democratizar o debate. No entanto ela ressaltou que alguns pontos como os cursos oferecidos já foram definidos e não há como alterar, sob pena de atrasar o início das aulas.
O cronograma prevê a aprovação da lei que cria a universidade no Congresso Nacional ainda no mês de maio. Até o final do mês também deve ser definida a área de terra. Em junho abre o edital para contratação de 900 docentes e servidores. A inscrição para o processo seletivo é em setembro, com provas em dezembro.
A Universidade Federal da Fronteira Sul terá a reitoria em Chapecó, dois campi no Rio Grande do Sul (Cerro Largo e Erechim), e dois no Paraná (Laranjeiras do Sul e Realeza). Todos com início das aulas em 2010 e cerca de 1,8 mil vagas no total.
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