| 08/10/2008 12h10min
A previsão para próxima safra de grãos é de 142,03 milhões a 144,55 milhões de toneladas, uma elevação de 1,2% a 2,7% em comparação com o resultado de 2007/2008, quando 143,8 milhões de toneladas foram colhidas. É o que indica o primeiro levantamento da safra de grãos, ciclo 2008/2009, da Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). A estimativa foi anunciada nesta quarta, dia 8, pelo ministro da Agricultura Pecuária e Abastecimento, Reinhold Stephanes.
Segundo ele, o setor de alimentos deve ser o último afetado pela crise financeira internacional, porque ninguém deixará de comprá-los, e o produtor não deixará de vendê-los, mesmo com preços mais baixos.
O ministro disse que não faltará crédito para a agricultura, pois o governo já antecipou R$ 5 bilhões para o setor. Além disso, de acordo ele, a redução dos depósitos compulsórios que os bancos fazem no Banco Central deverá ajudar a resolver o problema de crédito na rede de bancos privados.
Stephanes explicou que o governo, além de antecipar R$ 5 bilhões dos recursos do crédito agrícola, está estudando outras ações. Uma delas seria a reivindicação de mais R$ 5 bilhões para os bancos privados. Outra alternativa é uma possível ajuda às tradings.
– As tradings que também antecipavam recursos ou faziam aquisições futuras pararam de fazer isso porque não tem recursos. Já houve uma reunião com elas, então está se estudando uma fórmula de como dar maior liquidez a essas tradings.
Para o ministro, a escalada da cotação do dólar estimula quem exporta e não vai influenciar o custo da safra. Segundo Stephanes, a moeda americana não deve se manter acima de R$ 2.
– Esse é o nervosismo do mercado e que leva a uma situação dessas, mas isso tende a se colocar em outro nível rapidamente.
Stephanes lembrou que a Conab sempre faz previsões mais conservadoras, ou seja, prevê safras menores do que realmente acaba sendo colhido, como ocorreu no ano passado e pode se repetir na próxima safra.
– Em função exatamente dos preços da soja, preços futuros estarem sinalizando uma maior rentabilidade e também pela soja ter maior liquidez em relação ao milho, principalmente no mercado interno, então, nesse momento, os produtores estão fazendo uma opção destinando parte da produção para a soja em detrimento ao milho – explica o diretor de Logística da Conab, Sílvio Porto.
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