| 07/10/2008 13h57min
O vice-presidente José Alencar recomendou um exame criterioso dos casos de necessidade de recursos, de modo a evitar “juízo precipitado". Segundo ele, a demanda da atividade produtiva e dos exportadores por crédito e isso tem de ser examinada caso a caso.
Alencar lembrou que a crise no sistema hipotecário norte-americano, que acabou se estendendo para outros setores e se alastra no mundo, começou com a liberação de financiamentos sem a devida garantia.
Para ele a crise é de confiança no sistema bancário. Alencar afirmou que no Brasil o segmento vai muito bem, e não trabalha com os abusos que se viu nos Estados Unidos.
– Podemos passar por isso sem grandes problemas – garantiu.
Sobre os possíveis cortes no orçamento para que o país gaste menos, Alencar sugeriu reduzir a taxa básica de juros para reduzir os gastos do governo.
– A rubrica mais importante no Orçamento é relativa aos juros com que o país rola suas dívidas. Temos gastado muito. Nos oito anos de governo, vamos chegar a R$ 1,2 trilhão. Nos primeiros quatro anos, gastamos R$ 600 bilhões. A taxa [de juros] brasileira é muito alta. Na maioria do mundo é um sexto dessa – reafirmou.
Para Alencar, reduzir os juros básicos “será uma grande economia que o país fará”. O vice-presidente também defendeu o fim do superávit primário. José Alencar falou com jornalistas depois de participar da cerimônia de comemoração dos 20 anos da Constituição, no Congresso Nacional.
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