| 10/06/2008 21h03min
A resolução do Conselho Monetário Nacional (CMN) que veta o crédito a produtores que desmatam a Amazônia está mantida e entrará em vigor no dia 1º de julho, reafirmou nesta terça-feira o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc:
— Apesar das tentativas de desfigurar e derrubar a resolução, ela está mantida. O crédito é o oxigênio para produzir, mas também para desmatar. Acabou o crédito para desmatamento.
A regra, editada dia 28 de fevereiro, traz exigências adicionais para a concessão de crédito rural na Amazônia.
Os bancos públicos e privados terão de cobrar do produtor na hora da concessão de empréstimos documentos que comprovem a regularidade ambiental e fundiária de sua atividade.
Estudos de órgãos oficiais e organizações não-governamentais (ONGs) mostraram que as facilidades de crédito oferecidas para o setor de pecuária, contribuíram para o desmatamento da floresta.
Segundo o último relatório do
Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o desmatamento na
Amazônia aumentou. Em abril, segundo o órgão, foram derrubados 1.123 km² de mata.
— Vamos trabalhar duro para reverter esse índice — afirmou o ministro.
Lista
Minc também deu um prazo de dois meses para que as grandes indústrias apresentem a lista de seus fornecedores de produtos derivados da Amazônia. Assim, quando for identificado um crime ambiental, toda a cadeia produtiva será responsável.
Minc participou de um encontro com empresários na Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp). O presidente da Fiesp, Paulo Skaff, apoiou a medida, segundo informações do Jornal Nacional.
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