| 19/05/2008 12h33min
A senadora Marina Silva (PT-AC), que deixou na última semana o Ministério do Meio Ambiente, disse nesta segunda-feira ter saído com a sensação de ter feito tudo o que estava ao seu alcance e avaliou que a legislação ambiental do Brasil é boa e não precisa ser aperfeiçoada, nem mesmo no caso das concessões de licenças ambientais, criticadas pela morosidade.
— Não devem ser feitas mudanças na lei e tenho absoluta certeza de que, com a biografia que tem o ministro Carlos Minc, ele vai compreender assim que chegar ao cargo — afirmou, em entrevista à Rede Eldorado de Rádio.
A ex-ministra destacou como principal conquista da sua gestão a diminuição do desmatamento da Amazônia, de 27 mil km quadrados em 2004 para 11,2 mil km quadrados no ano passado. Marina Silva atribuiu sua saída à falta de sustentação para fazer as mudanças na política ambiental integrada:
— Você vem percebendo ao longo de um processo que sua presença não está mais tendo a devida
sustentação para fazer as ações que
precisam ser feitas.
— Diante da impossibilidade de continuar trabalhando a agenda de forma vigorosa, entendi que minha saída poderia criar um novo acordo político, para que o presidente Lula e o novo ministro (Carlos Minc foi convidado a ocupar o cargo) ganhassem sustentação na sociedade nos diferentes setores para implementar e dar continuidade às medidas — acrescentou.
Ao ser questionada se sentiu-se desautorizada quando a coordenação do Plano da Amazônia Sustentável (PAS) foi destinado ao ministro de Assuntos Estratégicos, Mangabeira Unger, a senadora desconversou:
— Não quero ficar satanizando o doutor Mangabeira.
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