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 | 24/04/2008 15h05min

Perfume-se

Amor pelas frangrâncias atravessa todas as épocas da história

Cristina Wagner  |  cristina.wagner@rbsonline.com.br

A história das fragrâncias é também a história da vaidade, dos cuidados com a higiene e das crenças de homens e mulheres, desde os primórdios da humanidade. No livro Brasilessência – A Cultura do Perfume, Renata Ashcar conta os usos e costumes que marcaram a jornada das fragrâncias até os dias de hoje.

Confira alguns destes registros históricos e curiosidades:

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 O perfume através dos tempos
 
>> No Antigo Egito, o perfume era item obrigatório das homenagens às divindades. Dentro dos templos, havia laboratórios para preparação de fragrâncias e ungüentos, alguns guardados em vasos de alabastro. De acordo com a crença, os pedidos e orações chegariam mais rápido aos deuses se fossem elevados ao céu na carona de nuvens aromáticas de incensos, óleos etc. Também os gregos associavam deusas e aromas: a Ilíada, de Homero, narra como as divindades recorriam a perfumes para fascinar homens ou mesmo outros deuses.
>> A rainha egípcia Cleópatra (69aC.–30aC.) soube fazer uso do perfume. Além de usar óleos essenciais em pontos estratégicos do corpo, ela também impregnava as velas de seu barco com cheiro de rosas para que, içadas ao céu, elas exalassem o aroma. A sedução perfumada teria surtido efeito com Marco Antônio e Júlio César.
>> No período imperial, houve uma grande valorização dos produtos aromáticos entre os romanos. Mirra e olíbano, muito apreciados, eram importados da Arábia: só no século I, cerca de 500 toneladas de mirra e 250 de olíbano chegaram a Roma pelo mar. Havia o costume de perfumar até os cavalos.
>> Por volta do século 10, Avicena, um famoso médico árabe, descobriu a destilação dos óleos essenciais das rosas, e assim criou a ainda hoje famosa Água de Rosas.
>> A rainha francesa de origem italiana Catarina de Médici (1519–1589) mandava fazer seus perfumes em uma pequena cidade francesa, Grasse, centro de excelência de perfumistas. No século seguinte, também era de lá que vinham as fragrâncias preferidas de Luís XIV (1638–1715), o Rei Sol, que tinha um perfume para cada dia da semana.
>> Conta-se que o imperador francês Napoleão Bonaparte (1769–1821) teria o costume de despejar sobre a cabeça, diariamente, um frasco de água de colônia, como ficou conhecida a água perfumada vinda de Colônia, na Alemanha, que atravessaria gerações. Dizem até que Napoleão levava um frasco consigo, enfiado na bota, mesmo nas batalhas. O imperador preferia as fragrâncias refrescantes,enquanto sua amada, Josephine, gostava mais das intensas, como o almíscar, que ele não suportava. Então, quando Napoleão a deixou para se unir a Maria Luísa, da Áustria, Josephine teria impregnado os aposentos imperiais com almíscar como vingança.
>> No Brasil, o hábito de usar perfume chegou com a corte portuguesa, que veio fugida do exército de Napoleão, em 1808. Os nobres lusos também aderiram a um costume local, aprendido com os escravos negros: banhar-se com ervas e flores para afastar maus espíritos e manter um corpo saudável.
>> Virgulino Ferreira (1900 – 1938), o temido Lampião, teria sido um grande consumidor de creme perfumado para cabelos. Contam que cada vez que seu bando promovia um saque a uma cidade, acabavam-se os estoques do produto.
>> Um dos primeiros sucessos da perfumaria brasileira teve início em 1929, fabricado na garagem do seringalista Francisco Olympio de Oliveira: o Leite de Rosas, que, segundo o slogan da época, era o “preparado que dá it”.
 
Julio Cordeiro, Banco de Dados - 22/01/2007 / 

Paixão pelas fragrâncias atravessa épocas e estilos
Foto:  Julio Cordeiro, Banco de Dados - 22/01/2007


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