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A Educação Precisa de Respostas  | 06/09/2012 13h10min

Brasileiros estão entre os mais otimistas em relação ao futuro da educação, mostra pesquisa

Levantamento entrevistou mais de 22 mil pessoas em 18 países da região da América

Nos países das Américas Central e do Sul, a população acredita que a educação irá melhorar na próxima década, mas muitos cidadãos ainda dão 'nota vermelha' para os sistemas locais de ensino. É o que aponta a pesquisa Olhares sobre a Educação Ibero-Americana, divulgada nesta quinta-feira pela Organização dos Estados Ibero-Americanos para a Educação, a Ciência e a Cultura (OEI).

O levantamento entrevistou mais de 22 mil pessoas em 18 países da região, incluindo o Brasil. Os brasileiros estão entre os mais otimistas em relação ao futuro da educação no país nos próximos dez anos. Para 62% dos entrevistados, a educação vai melhorar, 26% acreditam que ficará no mesmo patamar e 9% avaliam que irá piorar. Apenas o Paraguai tem um resultado melhor: naquele país, 64% esperam avanços na área. Já os hondurenhos são os que menos acreditam no futuro do sistema educacional de seu país: só 26% acham que a situação irá melhorar, enquanto 37% acreditam que ficará no mesmo nível e 23% preveem piora.

Em todos os países, o percentual de pessoas que avaliam de forma positiva o futuro da educação é superior ao daquelas que têm uma percepção negativa.

— Esse otimismo do cidadão é um fator de enorme pressão aos sistemas educativos. Expectativas positivas contribuem fortemente para que a educação funcione — avalia o secretário-geral da OEI, Álvaro Marchesi.

Por outro lado, os brasileiros estão entre os que têm a pior avaliação sobre a qualidade do ensino público no seu país. A nota atribuída pelos entrevistados, em uma escala de 0 a 10, foi 5,2 pontos, a quarta mais baixa entre os países pesquisados, ao lado de Honduras. O país que, na avaliação dos entrevistados, tem o pior sistema de ensino é o Chile, cuja nota foi 4,6. Os mais satisfeitos são os costa-riquenhos e os nicaraguenses, que atribuíram nota 7 à educação.

O relatório destaca, entretanto, que os resultados devem ser analisados com prudência, já que a percepção dos cidadãos está ligada às circunstâncias sociais, econômicas e políticas de cada país no momento em que a pesquisa foi feita.

— Estamos analisando expectativas e não indicadores concretos, que muitas vezes não correspondem às opiniões da população — destacou Marchesi.

Os entrevistados também elegeram o que consideram prioridades para a educação avançar. Em primeiro lugar, aparece melhorar a qualidade das instalações, com 45% das respostas. Na sequência, estão melhorar a formação do professor (41%), melhorar o salário do professor (29%) e incorporar as novas tecnologias no ensino (28%). Só 9% acham que aumentar a jornada escolar diária é importante para fortalecer a aprendizagem. Cada entrevistado pôde marcar mais de uma opção.

O Brasil foi o país que registrou o maior o percentual de pessoas que consideram o aumento dos salários dos professores uma medida prioritária para melhorar a educação: 57% marcaram essa opção, contra 29%, considerando a média das respostas de todos os países latino-americanos. O percentual de brasileiros que avaliam como bom ou muito bom o nível de conhecimento dos professores sobre os temas que lecionam foi 81%, acima da média da região (77%). Os professores mais mal avaliados foram os do Chile (58%). Na outra ponta, estão os da Colômbia (90%). O relatório completo está disponível, em espanhol, na página da OEI na internet.

AGÊNCIA BRASIL

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