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A Educação Precisa de Respostas  | 03/09/2012 13h29min

Escola de Florianópolis aposta em educação integral para virar o jogo

Com coral, esportes, e outras atividades o colégio Luiz Cândido da Luz melhorou o clima entre alunos

Júlia Antunes Lorenço  |  julia.antunes@diario.com.br

Uma mudança moldada por música, arte e esportes. Apostando na educação integral, a escola municipal Luiz Cândido da Luz, em Florianópolis, tem transformado o clima do local, que já sofreu com casos de violência e pouco envolvimento dos estudantes e da comunidade.

À frente destas mudanças está a diretora Marcela de Leon. O trabalho, que começou na gestão anterior, foi intensificado por ela. O colégio tem dois projetos de ensino integral, um do Ministério da Educação, chamado Mais Educação de sete horas por dia na escola e outro da própria instituição.



Nele, o aluno fica nove horas no colégio, com um currículo que mescla disciplinas regulares e oficinas. Dos 740 estudantes, cerca de 500 passam mais tempo no colégio. A pesar de a educação integral ser um diferencial, a diretora observa que não será a salvação: 

— Depende de políticas públicas, formação dos professores, incorporação das novas tecnologias.

Aos alunos são oferecidos oficinas de violão, dança, jiu-jitsu, capoeira, karatê, dança, futsal, percussão, desenho, basquete e vôlei.

Há ainda o coral, que coloca os estudantes em contato com a música popular brasileira. A iniciativa, que começou com 33 alunos, hoje tem 53 e já foi premiada pela prefeitura, justamente por ajudar a promover estas transformações na escola.

A professora Jaqueline Rosa sente que as aulas melhoram a confiança dos alunos, que se apresentam fora da escola. Ainda desperta a responsabilidade e comprometimento. O estudante não pode falta e precisar ir bem em sala de aula.

As mudanças não param no envolvimento dos estudantes. A diretora também percebeu que os pais não iam à escola. Para garantir a presença dos responsáveis, as avaliações são entregues aos sábado, junto com um café, onde cada professor leva um prato.

Além disso, a unidade promove alguns eventos, como festa junina, que neste ano foi aberta à comunidade. Marcela comemora o fato de não ter sido registrado nenhuma briga ou confusão. Ela não nega que é um trabalho difícil, mas afirma, sem pestanejar, que é possível.


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