Geral | 28/12/2011 10h39min
A demanda mundial por energia aumentará em um terço entre 2010 e 2035, apesar do cenário de crise internacional, e a China continuará sendo o maior consumidor mundial, usando 70% a mais de energia do que os Estados Unidos (EUA), segundo colocado nesse ranking. Apesar de ocupar a primeira posição, a China, no que se refere ao consumo per capita, representa menos da metade do que é registrado nos EUA. Os dados fazem parte da edição 2011 do anuário World Energy Outlook, divulgado em 02/12/2011, pela Agência Internacional de Energia (AIE).
Segundo o documento, a procura mundial por energia primária registrou um salto "notável" de 5% em 2010. Isso, de acordo com a agência, provoca "um novo pico das emissões de dióxido de carbono (CO2)". Preocupante também é o fato de as taxas de crescimento do consumo de energia na Índia, na Indonésia, no Brasil e no Oriente Médio aumentarem "a um ritmo ainda mais rápido do que o da China".
Avanços significativos
A diretora executiva da AIE, Maria van der Hoeven, avalia que o Brasil tem avançado significativamente no conhecimento e no desenvolvimento em diferentes campos de tecnologia. "Apesar de não ser um país membro, o Brasil tem parcerias bastante positivas com nossa agência", lembrou a diretora, citando, entre as tecnologias, a de veículos bicombustíveis.
No entanto, a diretora pondera que, no Brasil, a demanda primária de energia crescerá 78% entre 2009 e 2035. "É o segundo crescimento mais rápido, atrás apenas da Índia", enfatiza. Segundo a diretora, está previsto também, para o país, um aumento "considerável" do consumo de gás. Essa tendência teve início em 2010.
No contexto mundial, Maria van der Hoeven demonstrou preocupação com os recordes que têm sido batido nas emissões de gás carbônico. "A energia global crescerá um terço entre 2010 e 2035, sendo a China e a Índia responsáveis por metade disso".
Fonte: Planeta Sustentável
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