Conteúdo: portal-social | 14/12/2009 10h02min
A Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais (Apadev), de Caxias do Sul (RS), atende gratuitamente 180 pessoas com deficiência visual. Localizada no bairro Panazzolo, remodelada e com ótima infraestrutura para ajudar na inclusão social de deficientes visuais, a Apadev completou 26 anos em 2009. A entidade passa por um período de reestruturação. No final de 2008, as notícias não eram as melhores. Demissões, bate-boca pela imprensa, portões fechados de cadeados e ameaças de paralisação dos trabalhos por parte de funcionários dominaram as notícias.
“Foi um período de turbulência. Na verdade, algumas pessoas não entenderam que, para funcionar e atender às demandas, a gestão da Apadev precisava ser como a de uma empresa”, afirma o presidente da entidade, Claudio Biasio.
No comando da Apadev desde 1993, Biasio é um entusiasta. Voluntário, assim como um grupo de pessoas que apoiam a causa desde a fundação, ele tem uma resposta pronta para uma pergunta que costuma responder muitas vezes.
“Faço pelos meus filhos (uma jovem de 28 anos e um rapaz de 25 anos). Eles são perfeitos, enxergam bem, é por isso que não desisto da causa”, enfatiza.
Com a experiência à frente da entidade, Biasio destaca que é preciso tratar o cego como um todo, porque ele geralmente apresenta outras fragilidades. “E temos de oferecer oportunidade, inserir o usuário não apenas na sociedade, no trabalho, mas também fazer com que a família dele se envolva nos projetos. Carinho, solidariedade e crescimento são três pilares que embasam nosso projeto”, afirma o presidente.
Revista – Para marcar seus 26 anos e como uma forma de mostrar à sociedade o trabalho realizado, a Apadev lançou recentemente uma revista onde detalha o trabalho feito na instituição. Todas as fotografias que ilustram a publicação são de usuários. Três mil exemplares foram impressos. Na capa, aparecem três crianças e uma frase: “Enxergar é mais do que ver a luz”.
Além de mostrar o trabalho na instituição, a revista serve como apelo às pessoas para que se engajem na causa. Os serviços prestados pelo centro educacional que funciona junto à entidade são mantidos com doações mensais da iniciativa privada, comunidade e de recursos provenientes de convênios e programas.
A entidade, que tem 23 funcionários e três professores cedidos pelo município, custa cerca de R$ 50 mil mensais. A prefeitura de Caxias repassa R$ 16 mil mensalmente.
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