Conteúdo: portal-social | 09/12/2009 17h32min
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Aos poucos a cantiga infantil “o sapo não lava o pé, não lava porque não quer”, vai enchendo as salas da Escola Infantil Lupicínio Rodrigues, cantada alegremente por 20 crianças de três e quatro anos. Elas integram uma das quatro turmas da escolinha, que há 25 anos ajuda a contar uma nova história para a comunidade da antiga vila Ilhota. Num dos horários as crianças aprendem música, com um professor de música, formando em musicoterapia.
Tiago, educador, ensina música como forma de trabalho, também, a auto-estima das crianças, o desenvolvimento motor, psicossocial e a convivência. Dá para ver que pela compenetração e alegria, elas já sabem ocupar seu espaço e gostam da própria voz.
A Escola Infantil Lupicínio Rodrigues é um projeto social da Comunidade Evangélica de Porto Alegre. Aqui o nome dado é diaconia que procura dar uma prática ao evangelho, transformando a fé em obra social, ao atender as necessidades de comunidades carentes em todo o mundo. Nessa linha, a Escolinha comemora a implantação, a partir do próximo ano, de berçário para crianças de zero a dois anos.
O projeto – que incluiu a construção de quatro novas salas – foi possível graças a doação de voluntários e à parceria com a Secretaria de Justiça, Desenvolvimento Social e Cidadania, à Gerdau e à Fundação Maurício Sirotsky Sobrinho. Embora comece a funcionar em janeiro, a inauguração foi em novembro. A administradora Juliana conta que o tema da festa será os sonhos. Nada mais justo para quem vê se concretizar os sonhos da instituição ajudando a comunidade, que luta contra o estigma de vila de tráfico.
Juliana conta que as mães participam do dia a dia da instituição, acompanham também o desenvolvimento de seus filhos e ajudam a resolver os problemas deles.
Os sonhos da Escolinha Lupicínio Rodrigues não param aí. As salas precisam de novos equipamentos, desde redes para janelas e portas até mesinhas e cadeiras pequenas. Além disso, a manutenção de um berçário custa muito, razão pela qual Juliana já está fazendo estoque de fraldas, entre outras coisas, que serão necessárias para os bebês. Outros sonhos estão a caminho, como a capacitação de novos educadores. Para isso contam com a comunidade luterana, os moradores das vilas do entorno e grupo de pessoas da própria paróquia e diaconia.Uma solidariedade que ultrapassa, aliás, as fronteiras do próprio país. Prova disso são os voluntários: o japonês Migiwa Nakashima e a gaúcha Manuela Santos, que vivem em Paris há muitos anos. Eles estão em Porto Alegre e se increveram para ajudar voluntariamente as educadoras, nos cuidados e acolhimento das crianças da Escolinha.
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