Conteúdo: portal-social | 09/12/2009 17h29min
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Mais do que ninguém, a equipe da Instituição Nossa Senhora de Fátima - berçário e creche -, localizada na Vila Chácara da Fumaça I, Bairro Mário Quintana, em Porto Alegre, sabe a importância de proteger as crianças, fazendo com que suas infâncias não sejam negligenciadas, nem perdidas nas ruas. Sabem, ainda, que o acolhimento que tiverem agora, resultará em seres humanos melhores, no futuro. Elas defendem que nenhuma criança tem que passar a infância na rua, correndo riscos e expostas a perigos. E que, ainda que não possam modificar o destino de todas, que possam defender e praticar o amor pleno pelos bebês que lhe são confiados.
Tudo isso é uma prática diária na Mundo Novo, resultado da inspiração e transpiração de muitos, mas, principalmente do sonho de líder comunitário Marco de Oliveira, que soube reunir um grupo que foi à luta em busca de um espaço para que as mães pudessem deixar os filhos para trabalhar. Mais que isso, um lugar de acolhimento que tirasse as crianças da rua e do caminho das drogas.
Esse espaço se constitui no Clube de Mães Novo Mundo, que há 13 anos acolhe e atende bebes com muito amor e profissionalismo. Crianças que foram cuidadas na creche e berçário, hoje deixam seus filhos e netos com a mesma confiança que aprenderam a perceber. Hoje, com o Sase (Serviço de Apoio Sócioeducativo) a idade ampliou e crianças de seis a 14 anos estão sendo beneficiadas.
Marco deixou a comunidade, mas não os ideais que o inspiraram e que parecem impregnar, ainda hoje, as paredes e as mentes da equipe coordenada pela Coordenadora Geral, a professora Saionara Rangel.
Mês a após mês, elas continuam suas tarefas e seu caminho de aperfeiçoamento. Marcos não é só uma inspiração. Sua liderança continua na filha Tábata, que está presente na instituição no Sase. “Aprendemos a aceitar as coisas que não podíamos modificar, mas a lutar para que nada tenha sido em vão”, acentua Saionara.
Cláudia Regina dos Santos Ambrozia, 34 anos, suspira aliviada quando fala no emprego que mantém, de caixa operadora em um supermercado, graças à permanência de seu filho Kauê, três anos, na creche. “Mesmo quando eu achei que não conseguiria, e quis desistir, em função de uma doença minha, a Saionara insistiu e me mostrou que tudo daria certo”, explica. Vera Lúcia Ramos da Luz, 38 anos, mãe de quatro filhos, de 22, 13, 9 e 4 anos, mantém na creche a pequena Vitória, que ela própria busca, no final da tarde. Isso permite que ela trabalhe como doméstica na parte da manhã e pegar o ônibus para o retorno. “Eu tenho muita tranqüilidade aqui. Já tive outros filhos na creche quando eram pequenos”, diz Vera.
Os sonhos da Mundo Novo são tão grandes quanto sua
inquietação e busca de melhoria
e capacitação dos funcionários. Por essa razão, o Clube de Mães inscreveu o projeto de captação de recursos para a construção de uma mini-cancha de esportes. Com o orçamento e projeto aprovados falta agora, a realização de eventos para mobilizar mais verba e a liberação burocrática da área que pertence à instituição.
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