Conteúdo: portal-social | 09/12/2009 17h16min
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Uma história de perdas pessoais e superação marca a vida da professora Gilsiani Soares que tem por característica transformar os obstáculos em vitórias, graças à sua tenacidade e perseverança. Hoje ela comemora a participação no Portal Social, que deu visibilidade à instituição que dirige, a Canto dos Anjos. Com este apoio, as obras de ampliação e melhoria do atendimento das 49 crianças se tornaram realidade, de quatro meses a seis anos de idade, da creche, localizada na rua Felisberta Maia, no Bairro Mário Quintana, em Porto Alegre, se tornaram realidade.
Dentro do projeto, Gilsiani está conseguindo equipar a cozinha, arrumou o telhado e pintou a casa. Conseguiu banheiros adaptados para o tamanho dos pequeninos e pagou contas atrasadas. Ela explica que a presença no Portal Social deu maior visibilidade para a Escola de Educação Infantil Canto dos Anjos e, em conseqüência, mais fôlego para a busca de novos parceiros. O recente convênio com a Secretaria Municipal de Educação também está permitindo ampliar as salas do maternal.
Localizada no Bairro Mário Quintana, a Canto dos Anjos tem uma demanda grande, da própria região, da Vila Dique, no Porto Seco, e, mais recentemente, da transferência dos moradores da vila “Chocolatão”. Gilsiani não pára de sonhar: quer construir uma sala de espelhos para a realização de oficinas de dança, de música, e cursos para a comunidade. Quer, enfim ampliar a escola, quando tiver condições de adquirir um novo terreno nas proximidades.
A Canto dos Anjos se confunde com a história pessoal de Gilsiani, que administrava uma creche e tinha concluído curso de pedagogia. No dia em que concluiu a ampliação da creche, Gotinha de Amor, num novo espaço, na Restinga e se preparava para buscar sua mãe na Rodoviária, um acidente, em Guaíba, com um ônibus, levou sua mãe, marido e filha de 15 anos.
As perdas provocaram uma mudança, com o tempo, em Gilsiani, que se desapegou das coisas, mas não da vida. Com o filho, Gabriel, então com sete anos, ela decidiu reconstruir a creche, mas em outro lugar e, por acreditar que nada acontece por acaso, ela seguiu em frente: “Eu vim para uma missão e tenho que me elevar, através das crianças”, explica. “Eu aprendo e cresço com elas”, continua.
Por essa razão ela diz que, se antes acreditava que não tinha nenhum apego, agora reconhece que seu apego, emocional, são as crianças. Essa crença renovada é transferida para sua equipe de trabalho, que ela procura que seja formada por funcionários compromissados. Nadir Dias Patichel, 38 anos, é funcionária há sete meses da escolinha, onde é responsável pela cozinha, mas seu filho, de sete anos, está desde bebê na Canto dos Anjos. Ela sempre gostou do atendimento ao seu filho e hoje, como funcionária, se sente feliz em poder colaborar e ajudar a todas as crianças.
Crianças como Robinson, 7 anos, Isadora, 5 anos e Cássia, 6 anos. Elas aprendem, desde muito cedo, o prazer e o direito de brincar, de serem cuidadas, e de estarem em segurança. Por isso, não negam o pedido para que mostrem os dons de cantores e ensaiam a música de sucesso na televisão, e a música de todas as infâncias, das brincadeiras de roda e que diverte a criançada, como a que conta a história do sapo, que não lava o pé.
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