Conteúdo: portal-social | 08/12/2009 09h30min
A troca de emails entre pesquisadores da Universidade de East Anglia ganhou destaque na abertura da conferência do clima, na Dinamarca. As mensagens pessoais que vazaram para a imprensa foram usadas por céticos para diminuir a gravidade das mudanças climáticas e a importância da COP15. O cientista chefe do Painel Intergovernamental para Mudanças Climáticas (IPCC) defendeu a validade dos estudos feitos até agora e que são usados como referência nas negociações para um acordo contra o tão temido aquecimento global.
O prêmio Nobel da Paz Rajendra Pachauri defendeu seu grupo de trabalho, formado por dezenas de milhares de cientistas: “Os relatórios do IPCC passam por longas e repetidas revisões, realizadas por experts e por governos. No relatório de 2007 foram mais de 2,5 mil cientistas fazendo a revisão”.
Se os céticos das mudanças climáticas já são minoria mundo afora, dentro da conferência de Copenhague eles são uma raridade. Os negociadores parecem ter prestado pouca atenção ao episódio dos emails.
A ministra da Dinamarca para mudanças climáticas, Connie Hedegaard, que está na presidência da COP15, disse que o vazamento dos emails não tem chance de atrapalhar ou desacelerar as negociações. “Nossas negociações não vão sair dos trilhos por causa de qualquer email que tenha vazado. Quanto mais nós adiarmos as decisões contra o aquecimento global, mais severas serão as consequências econômicas”.
Os milhares de negociadores, jornalistas e ativistas que abarrotaram o centro de conferências deram exemplo já na chegada. A maioria dos visitantes usou o transporte público.
Mais de 34 mil pessoas pediram inscrição. Para evitar superlotação, a ONU parou a contagem chegou aos 15 mil. Deste total, pelo menos 700 fazem parte da delegação oficial brasileira. Todos querem mostrar que o Brasil pode ser um bom parceiro de negócios na economia de baixo carbono do século 21.
Fonte: Diário Catarinense
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