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Tecnologia  | 11/05/2011 06h10min

Uma parada feita de plástico

Resíduo que teria o aterro sanitário como destino vira parada de ônibus no interior do Rio Grande do Sul

Letícia Barbieri  |  leticia.barbieri@zerohora.com.br

O plástico sujo, sem valor comercial, que antes virava lixo e tinha o aterro como destino passou a ser transformado em Estância Velha (RS). As duas toneladas produzidas diariamente no município passam agora a ganhar forma em um processo de transformação do plástico em uma tábua ecológica para as paradas de ônibus da cidade.

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As floreiras e as lixeiras ao redor delas também. Na semana passada, prefeitura de Estância Velha, Braskem e Suzuki Recicladora assinaram um protocolo de intenções com a expectativa de que a iniciativa vire modelo para todo o Estado.

No processo, o governo municipal pretende trocar as 500 paradas de ônibus construídas com estrutura de concreto e telhas de amianto por produtos de plástico reciclado que imitam a madeira. Dois protótipos já foram inaugurados na praça central da cidade.

- Queremos mostrar que nossos resíduos serão usados adequadamente, não mais aterrados ou jogados em arroios - avisa o prefeito José Waldir Dilkin (PSDB).

Secretário municipal da Indústria, Comércio e Turismo, Rudi Müller explica que a durabilidade dos produtos será maior:

- Um material que não termina, pode durar 400 anos.

A madeira de plástico, produzida com o uso de resíduos reciclados, imita ripas em cortes rústicos. O que era lixo passa a ser insumo que reverte em benefícios para a comunidade.

- A Braskem como parte produtora tem o objetivo de incentivar. Com essa iniciativa, podemos reciclar qualquer tipo de plástico. Hoje, o lixo é um valor. Tudo pode ser reaproveitado e gerar renda - afirma Daniel Fleischer, analista de Relações Institucionais da Braskem.

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O passo a passo da transformação


1) Em vez de ir para o aterro, o plástico é moído, iniciando o processo que vai transformá-lo em tábuas ecológicas.

2) Na sequência, segue para o processo de aglutinação, onde uma máquina esquenta o plástico até derreter, a uma temperatura de 100 a 150 graus.

3) A mesma máquina dá um choque térmico no material com água fria e ele vira granulado. São necessários dois litros de água para cada 15 quilos de plástico.

4) Em forma de granulado ele segue para o processo de extrusão, onde é novamente derretido a uma temperatura de 220 graus dentro de um canhão.

5) Nesse canhão, ocorre o derretimento ao mesmo tempo em que se injeta o material em uma forma. O procedimento leva em torno de sete minutos.

6) As tábuas seguem para a marcenaria e montagem. A cor marrom é do pigmento dado para imitar a madeira, mas pode ser feito de qualquer outra coloração.

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