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Comumente encontrado em antiquários, com madeira entalhada e cores sóbrias, o pequeno oratório pode ganhar versão atualizada para virar peça de destaque na decoração de espaços para jovens. Utilizando como base uma capela em MDF, a artista plástica Malu Soeiro ensina a criar um modelo fashion, com cores vibrantes e acessórios.
— As meninas não querem mais uma santa com cara de coisa antiga. Agora, o oratório virou uma peça contemporânea. Então, para ganhar o público jovem, o legal é usar as cores da moda, como o roxo ou o rosa-pink, e decorar a capelinha com fitas, pedrarias ou florzinhas — explica a profissional, que sugere a peça como presente em festas de 15 anos ou em formaturas.
Para este passo-a-passo, Malu elegeu a Santa Clara como a personagem principal das orações — escolha que pode ser feita de acordo com a padroeira preferida do autor. O rosa-pink dá personalidade à santa em gesso, pintada no mesmo tom do interior da capela. Fuxicos em diferentes estampas aplicados com as flores de tecido e com as continhas dão charme ao oratório, pronto para decorar e receber a reza das jovens fiéis.
Professora de arte decorativa, Marbel Andrade tem voltado suas produções temáticas para uma técnica que, na verdade, serve de base para tantas outras que gosta de aplicar transformando assim, um trabalho em dois. Depois de um dia envolvida com a papietagem para dar forma a cúpulas de abajures, não poupa os recursos que aprendeu ao longo dos anos dedicados à arte: reveste as peças com tecidos, aplicações de pedrarias, découpages craquelês e outras técnicas e materiais.
Assim, montou uma série com assumida proposta romântica. Para o modelo de estilo infanto-juvenil, a medida usada é de 61cm de largura x 36cm de altura. Ao longo dos passos, é preciso atenção para as medidas especiais, como os centímetros a mais em determinados pontos, para garantir o acabamento perfeito.
Poucos segundos separam o susto do riso quando este brinquedo entra em ação. Batizado pelas artesãs Luciane Mancuso e Denise Costa como assoprão, o dragão com corpo de garrafa plástica de refrigerante e recheio de bolinhas de isopor é um dos modelos ensinados nas aulas ministradas pela dupla, em um ateliê voltado apenas para crianças. Quando a pessoa assopra na abertura da garrafa, protegida por tecido de tule, as bolinhas se agitam e garantem a diversão dos alunos, distribuídos em grupos de 10 guris e gurias, para um melhor aproveitamento das técnicas.
Entre os pupilos, está Luisa Cheffe, de sete anos, pequena artesã há um ano e uma das fãs do assoprão. Uma vez por semana, a estudante cria brincando — e vice-versa. E para estimular novos colegas, ensina os passos para a execução de um dócil dragão, com formas de E.V.A.
No mês em que se comemora o Dia das Crianças, o quarto da gurizada pode ganhar um ajudante na organização. Com recortes de MDF, tecidos, tintas PVA e arame, a artesã Luiza Fernandez ensina a confeccionar este porta-trecos para guardar material escolar.
— Acho que a mistura do tecido com a madeira dá um charme ao urso, que serve tanto de enfeite quanto de utilitário – diz Luiza, que aprimorou a técnica dos bonequinhos em cursos em São Paulo e Curitiba.
No modelo acima, a profissional usa a pintura folk para delinear as feições do boneco. O corpo de pano cede lugar aos recortes de MDF, que ganham flexibilidade com os fios de arame.
— Os recortes têm que apresentar furos, para encaixar o arame, que faz a conexão do corpo com os membros — salienta a artesã.
Quando não está envolvida com as turmas entre 5ª e 8ª séries do ensino fundamental de uma escola do Estado, a professora de Educação Física Belmari Fonseca ministra ainda mais aulas. Porém, séries de corridas, jogos de vôlei e treinos de futebol são substituídos por tintas e pincéis, nos grupos aos quais ensina arte decorativa. Entre peças de gesso, uma de suas técnicas favoritas, a profissional desenvolve sousplats em discos de vinil.
— Adoro uma mesa bem arrumada e tenho muitas louças coloridas. Comecei a trabalhar o vinil com découpage e também já utilizei tecidos, que ganham impermeabilização com verniz — explica a professora.
Em tons fortes, a peça acima teve inspiração nas viagens de Belmari ao Nordeste, destino de férias freqüente da porto-alegrense que se aprimorou na feitura dos trabalhos artesanais durante o período em que morou em São Paulo. Mas aprendeu a técnica com a irmã Marbel Andrade.
Não há limites decorativos quando o assunto é a personalização de uma festa. Para a semana de comemoração aos 10 anos do caderno Casa&Cia, a designer de velas Claudia Schmitz reuniu alguns exemplares de sua coleção — também usada como pesquisa — e criou a estampa para uma de suas peças artesanais.
Com aproximadamente 15 cadernos intencionalmente desorganizados sobre a mesa, e a parceria do designer Ricardo Bernardi Ferreira na composição, Claudia fotografou a montagem e trabalhou a imagem no computador.
A impressão, feita em papel ofício comum, na impressora caseira da profissional, é um estímulo para quem não abre mão do charme da festa produzida em casa. A temática, é claro, fica por sua conta.
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