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Mundo  |  23/05/2009 11h44min

Ex-presidente da Coreia do Sul se joga de montanha e morre

Político estaria envolvido em um escândalo de suborno

O ex-presidente da Coreia do Sul Roh Moo-hyun, 62 anos, morreu neste sábado ao se jogar de uma montanha. O ex-governante escalava a montanha em Bongha, no sul do país, onde tinha uma casa de campo, quando se lançou em um precipício. Ele estaria envolvido em corrupção e deixou uma carta de suicídio.

No último dia 30, Roh compareceu ao escritório da Promotoria de Seul para depor sobre seu suposto envolvimento num escândalo de suborno. O ex-presidente, que já havia pedido "perdão por ter decepcionado" a população, admitiu que sua mulher, Kwon Yang-sook, aceitou dinheiro de Park Yeon-cha, diretor de uma fábrica de calçados sul-coreana e detido por subornar altos funcionários do Executivo.

O sul-coreano, que concluiu seu mandato em fevereiro do ano passado, após ter chegado à presidência com uma popularidade de quase 50%, era um homem que despertava paixões, tanto para o bem como para o mal. Ele liderava o partido progressista Uri (Nosso Partido), e também recaía sobre ele a suspeita de que tinha conhecimento do pagamento de US$ 5 milhões feito por Park a seu filho, Roh Gun-ho, e a seu sobrinho, Yeon Cheol-ho.

Os seguidores do ex-presidente dizem que, em cinco anos de mandato, ele conseguiu modernizar um país que, em menos de duas décadas de democracia, se tornou a décima economia mundial. Já seus detratores o acusam de ser o responsável pelo aumento da inflação e por promover tratados de livre-comércio que prejudicam os agricultores.

Roh Moo-hyun tentou a todo custo uma reconciliação com a Coreia do Norte durante o seu mandato (2003-2008), mas não atingiu o objetivo. Em negociações com o chefe de Estado norte-coreano, Kim Jong-il, Roh buscou avanços "pragmáticos" que pudessem derivar em uma declaração de paz definitiva na península coreana e, assim, abrir caminho para a unificação dos dois países, divididos desde a guerra de 1953, terminada após a assinatura de um armistício.

Os dois líderes coreanos chegaram a participar de uma cúpula em Pyongyang (Coreia do Norte), em outubro de 2007. Nela, decidiram impulsionar a "paz permanente" em uma declaração histórica a favor da desnuclearização da península, de uma maior cooperação econômica e de um tratado de paz.

AP E EFE

Comentários

antivirus

Denuncie este comentário23/05/2009 13:06

Imagina se cada plolitico envolvido em escandalo fizesse isso no brasil? Tô tendo um orgasmo só de imaginar?

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Yonhap, EFE  / 

Sul-coreanos acompanham a notícia pela televisão
Foto:  Yonhap, EFE


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