Itapema FM | 17/11/2010 09h27min
Norah Jones, que se apresenta amanhã, às 23h, em Porto Alegre, no Teatro do Bourbon Country (com ingressos já esgotados), foge ao comum porque sua música não se imprime num rótulo só. Tente tatuar um gênero musical na mão direita da pianista, tecladista, guitarrista, cantora e compositora nascida há 31 anos em Nova York.
Não vai dar.
Vai precisar dos cinco dedos para escrever jazz, country, pop, folk e blues. Um pouco de Billie Holiday, uma dose de Ray Charles, umas linhas de Willie Nelson, um rastro de emoção de Nina Simone. Quem ouve Norah nunca ouve uma só. Escuta uma seleção.
Como se Norah Jones precisasse de credenciais, aqui vão cinco motivos que tornam o show imperdível.
1- Norah Jones não é cantora pré-fabricada, que a moda usa e abusa e joga fora depois de dois anos, três CDs e mil escândalos. A americana tem pedigree, é filha de Ravi Shankar, um músico da Índia que os Beatles apresentaram ao mundo nos anos 1960. É uma cantora jovem que não revela a idade das suas músicas e tem poder para atrair público de diferentes idades.
2- Sabe o Grammy, o prêmio da música que corresponde ao Oscar? Norah tem uma fila de troféus na sala de estar. Você deve conhecer Don’t Know Why e Come Away with me. Já sofreu, sorriu e namorou com os dois hits. Pois saiba que, nessa turnê, quem abre o show (às 22h) é justamente Jesse Harris, autor de Don’t Know Why e parceiro de Norah em um punhado de canções.
3- No show em São Paulo, domingo passado, ela cantou 20 canções para 22 mil pessoas no Parque da Independência, no Ipiranga. Outras 18 mil ficaram de fora, tentando ver pelas laterais ou recorrendo ao telão. Quando 40 mil pessoas são atraídas por uma cantora...
4- A cantora gravou quatro CDs, faz excursões quase anualmente, toca em todas as grandes cidades do planeta, é uma das vozes mais influentes dos primeiros 10 anos do novo milênio. Em 2007, emprestou seu rosto ao cineasta Wong Kar-wai em Um Beijo Roubado. Como atriz, deixou saudade. Resta vê-la no palco.
5- The Fall, base do repertório do show (como a linda Chasing Pirates), anuncia um novo passo na carreira de 36 milhões de discos vendidos da cantora. O cabelo está mais curto (os vestidos também), a guitarra é opção para o piano e sua presença no palco está mais acelerada, vistosa, menos introspectiva, mais disposta a fazer o público participar. O espetáculo é dela, mas vai ser um pouco seu. Ela insiste que você cante e dance junto. Quem somos nós para recusar um convite de Norah Jones?
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