Economia | 19/12/2011 19h33min
A proposta do governo do Estado de reajuste de 14, 75% para o salário mínimo regional foi criticada nesta segunda-feira por entidades empresariais. Elas afirmam que as indústrias terão custos ainda mais elevados e dificuldades em competir com outros Estados e países.
O índice anunciado nesta segunda eleva o valor da primeira faixa salarial de R$ 610 para R$ 700 a partir de primeiro de março. O presidente da Fiergs, Heitor Muller, explica que o índice neste patamar pressiona o custo das empresas:
— Ele contamina todas as nossas negociações com os nossos sindicatos, gerando aumento de custos exagerado, porque sobre esses novos salários também se calcula o fundo de garantia, o INSS, todos os outros encargos.
Para não ficar com valor inferior ao mínimo nacional, que será reajustado em 14,26% em janeiro, o piso regional terá valor de R$ 624 nos primeiros dois meses de 2012.
Apesar de o índice ser próximo ao solicitado pelos sindicatos de trabalhadores, a CUT afirma que buscará elevar o reajuste. O presidente da entidade, Celso Woyciechowski, espera que o governo mantenha a aplicação de altos índices de reajuste nos próximos anos.
— Temos que ter uma política permanente de recuperação de valorização do sálário mínimo regional, em que estejam contemplados o crescimento econômico do nosso Estado e a recuperação desse piso regional, enfatizando uma política de distribuição de renda.
O projeto de reajuste será enviado nesta semana à Assembleia Legislativa.
Proposta do governo para o índice foi anunciada nesta segunda em reunião do secretariado
Foto:
Caroline Bicocchi
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Palácio Piratini/Divulgação
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