| 11/11/2009 03h49min
Acidentes, semáforos desligados, assaltos e falta de informação deixaram São Paulo mergulhada no caos desde as 22h15min, quando a cidade ficou às escuras. O transporte público e o trânsito pararam.
O prefeito Gilberto Kassab (DEM), em reunião com seu secretariado, decidiu suspender o rodízio de veículos no período da manhã, entre 7 horas e 10 horas. As autoridades avaliavam a possibilidade de suspender também as aulas na rede municipal, caso a falta de luz persistisse. Às 2h, porém, parte da cidade já tinha a energia restabelecida.
Tumultos foram registrados na Estação Brás da CPTM e no cruzamento da Avenida Paulista com a Rua da Consolação. Na Polícia Militar, apenas um gerador estava funcionando para atender aos chamados do 190, o telefone de emergência. A rede da Polícia Civil ficou fora do ar. Ninguém conseguiu registrar boletim de ocorrência. Somente os rádios de rede funcionavam, à base de gerador.
Os trens do Metrô pararam, os
pontos de ônibus estavam superlotados e os
táxis eram disputados a tapa nos locais mais movimentados, como na porta das estações do Metrô. Para piorar, o trânsito parou nas principais vias da cidade — a Paulista estava congestionada nos dois sentidos às 23h30min.
No litoral e no interior de SP, momentos de apreensão
O apagão atingiu o litoral e o interior paulistas. Em Santos, o problema começou às 22h15min de terça e se estendeu por toda a cidade, assim como as vizinhas Guarujá, Praia Grande e São Vicente. No Porto de Santos, as operações de embarque e desembarque funcionaram normalmente graças a uma hidrelétrica própria, a Usina de Itatinga.
Em Jundiaí, no Interior, toda a cidade ficou apagada. Segundo informou a Polícia Militar, até a meia-noite, nenhuma ocorrência grave havia sido registrada. Na rua, porém, pessoas comentavam sobre o medo da violência, que poderia ser facilitada pela falta de energia.
— No mês passado, policiais de Jundiaí
e de São Paulo invadiram a favela do Jardim São Camilo. Vai
que os bandidos resolvem aproveitar o escuro e responder à represália — disse o comerciante André Luiz Vieira dos Santos, referindo-se à megaoperação que a polícia realizou há pouco tempo.
Em Campinas, a interrupção de energia foi parcial. O coordenador da defesa civil regional, Sidnei Furtado, disse que também chegaram reclamações sobre o sistema de telefonia nas duas cidades.
— Foram mais ligações de pessoas assustadas do que registrando ocorrências.
Em Rio Claro, toda a cidade ficou sem energia, mas a luz foi restabelecida 10 minutos depois. Logo em seguida houve novo apagão.
Em gráfico, saiba mais sobre o blecaute:
Grupo RBS Dúvidas Frequentes | Fale Conosco | Anuncie | Trabalhe no Grupo RBS - © 2012 clicRBS.com.br Todos os direitos reservados.