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Mundo  |  04/07/2009 12h

UE e Estados Unidos condenam mísseis da Coreia do Norte

Washington pede que Pyongyang não agrave as tensões com testes nucleares

Provoca reações pelo mundo o lançamento de pelo menos sete mísseis balísticos pela Coreia do Norte. A União Europeia considerou o ato uma "provocação", informou o escritório do alto representante para Política Externa e Segurança Comum do bloco, Javier Solana. Os projéteis foram lançados entre 8h e 16h10min local deste sábado (em Brasília, 20h de sexta-feira e 4h10min de sábado), da base militar de Gitdaeryong, próxima à cidade litorânea de Wonsan, situada ao sudeste da Coreia do Norte, e têm um alcance de entre 400 e 500 quilômetros, segundo a Coreia do Sul.

— A UE condena o lançamento de mísseis, considera uma provocação e exige que a Coreia do Norte volte à mesa de negociações — disse a porta-voz de Solana, Cristina Gallach.

Por sua vez, os Estados Unidos pediram à Coreia do Norte que não agrave as tensões e cumpra seus compromissos internacionais, para continuar com o plano de desnuclearização do país.

— A Coreia do Norte deve se abster de ações que agravem as tensões e se concentrar nas conversas para sua desnuclearização e a aplicação de seus compromissos da declaração conjunta de 19 de setembro de 2005 — disse o porta-voz do Departamento de Estado americano, Karl Duckworth.

Duckworth fez referência ao acordo assinado naquela data, no qual o regime de Pyongyang aceitou interromper seu programa nuclear em troca de ajuda energética e garantias de segurança.

Este teste ocorre dois dias depois de o regime norte-coreano ter disparado outros quatro mísseis de curto alcance de sua costa leste em direção ao Mar do Leste (Mar do Japão) e coincide com o Dia da Independência dos EUA. O porta-voz manifestou a "preocupação" dos Estados Unidos pelo lançamento de novos mísseis e disse que acompanham "de perto" as atividades da Coreia do Norte.

Duckworth considera necessário que o regime norte-coreano "cumpra suas obrigações internacionais e seus compromissos", mas afirma que, por enquanto, os Estados Unidos não acham que sejam necessárias novas sanções. Ele não quis revelar se a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, entrou em contato com seus colegas dos países que participam da mesa de negociações multilaterais, como fez em algumas vezes anteriores.

EFE

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