Quase sempre assintomática, a osteoporose atinge três milhões de brasileiras e é uma das principais causas de morte na terceira idade.
– O grande problema da osteoporose são as fraturas, já que a doença não tem sintomas. E as fraturas são perigosíssimas, principalmente na terceira idade. Só para se ter uma ideia, 25% das idosas morrem após uma fratura no fêmur por causa de complicações decorrentes da queda. Pela primeira vez, os médicos identificaram os principais fatores de risco e agora sabem também que com mudanças de hábito, boa alimentação e medicação correta é possível diminuir o risco de fraturas em 60% a 70% – explica o médico Jaime Danowski, presidente da Sociedade de Metabolismo Ósseo do Rio de Janeiro.
A osteoporose evolui lentamente e se caracteriza pela redução da quantidade e da qualidade da massa óssea. Antes da osteoporose, os pacientes podem ser diagnosticados com osteopenia, quadro em que os ossos já se encontram enfraquecidos mas ainda não precisam ser tratados com medicação. Nestes casos, a indicação de remédios depende do especialista e, para a grande maioria dos portadores, os médicos preferem indicar apenas exercícios físicos, mudanças na alimentação e no estilo de vida.
– As principais fraturas ocorrem na coluna, no quadril e nos pulsos, e podem levar a complicações, como dores crônicas, dificuldade para locomoção e, consequentemente, deterioração da qualidade de vida do paciente – explica o médico João Francisco Marques Neto, presidente da Sociedade Brasileira de Osteoporose.
A perda óssea dos portadores de osteoporose é de 3% a 4% ao ano, e as fases críticas são na pós-menopausa, para mulheres, e após os 65 anos, para ambos os sexos. Exames como a densitometria óssea e a análise do histórico familiar ajudam a identificar pessoas com um risco maior de sofrer da doença.
– Quem tem pais ou avós que se fraturaram deve se precaver desde cedo. Na verdade, o ideal é começar a se cuidar desde a infância, privilegiando uma alimentação rica em laticínios, verduras e peixes, todos ricos em cálcio, praticando exercícios físicos com regularidade e evitando alimentos que aceleram a perda de cálcio no organismo, entre eles os refrigerantes e as proteínas em excesso – ensina Danowski.
| Fatores de risco |
| Agência O Globo |
| Além da genética, outros fatores podem contribuir para o aparecimento da doença. O fumo é apontado como um dos principais vilões pelos estudos mais recentes, assim como os alimentos ricos em fosfato, como os refrigerantes, que aceleram a eliminação de cálcio ou impedem que o organismo absorva a substância corretamente. A baixa ingestão de cálcio e de vitamina D também piora o problema. Quem tem intolerância à lactose ou não gosta de laticínios deve redobrar os cuidados alimentares, ingerindo folhas escuras, peixes e oleaginosas. Suplementos só devem ser tomados com orientação médica. Magreza excessiva (ter um índice de massa corporal abaixo de 20) e menopausa precoce aumentam as chances de ossos fracos. Medicamentos como corticoides, antiepiléticos e fórmulas de emagrecimento podem acelerar a perda óssea. Exercícios aeróbicos, como a caminhada e a corrida, ajudam a fortalecer a ossatura, assim como a musculação. O ideal, segundo Jaime Danowski, é se exercitar no mínimo quatro vezes por semana durante 30 minutos. |
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