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A História Íntima do Orgasmo

Jonathan Margolis — Editora Ediouro, 368 páginas

Divulgação, Ediouro

Ele dura dez segundos. Somando, não chegamos a ter 12 minutos dele por ano. E, mesmo assim, o orgasmo é perseguido incansavelmente milhões de vezes por dia em todo o mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde, ocorrem mais de cem milhões de relações sexuais todos os dias no mundo.

Em A História Íntima do Orgasmo, o gozo é a chave para a compreensão de culturas, religiões e grupos sociais. O autor explora o assunto desde os primeiros homens a caminhar sobre a Terra até a invenção do Viagra, passando pelas épocas de repressão e a liberdade da década de 1970.

O livro dedica ainda muitas páginas ao orgasmo feminino, que parece ter se libertado do estigma de Freud. O pai da psicanálise considerava imaturo o orgasmo atingido através da manipulação do clitóris imaturo, só aceitando o orgasmo vaginal, com penetração – coisa que, muito provavelmente, nem sequer existe.

Com esse livro divertido e educativo, as mulheres podem desmistificar a busca pelo orgasmo, ao entenderem que ele faz parte da natureza humana. Uma ótima leitura para relaxar... e gozar!

Leia algumas passagens da obra
Das vantagens do orgasmo
“Diz-se que o orgasmo tem as mesmas vantagens mentais e físicas que uma corrida de oito quilômetros, graças ao incremento do ritmo cardíaco equivalente a um intenso exercício aeróbico. (¿) Aparentemente, os orgasmos melhoram a respiração, a circulação, o sistema cardiovascular, a força, a flexibilidade e a massa muscular. Diz-se também que produzem um brilho no olhar, no rosto e nos cabelos, além de aliviarem os sintomas de perturbações menstruais, osteoporose e artrite. Os orgasmos podem até ajudar a perder peso, uma vez que a adrenalina libertada durante o orgasmo reduz a glucose responsável pela acumulação de gorduras.”
Das mulheres pretensamente insaciáveis e multi-orgásticas, citando Donald Symons
“A mulher sexualmente insaciável encontra-se principalmente, se não mesmo exclusivamente, na ideologia feminista, nas esperanças dos rapazes e nos receios dos homens”
Das idéias puritanas sobre o “excesso” de atividade sexual
“(Sylvester) Graham (o americano dos flocos de aveia) acreditava (¿) que a masturbação reduzia a esperança e vida e conduzia à insanidade mental, e que os casais com excesso de atividade sexual seriam atacados de ‘languidez, lassidão, distensão muscular, debilidade e obesidade gerais, depressão de espíritos, perda de apetite, indigestão, desmaios e inanição, susceptibilidades acrescidas da pele e dos pulmões a todas as alterações atmosféricas, debilidade circulatória, calafrios, dores de cabeça, melancolia, hipocondria, histeria, debilidades de todos os sentidos, estrabismo, perda de visão, debilidade respiratória, tosse convulsa, redução pulmonar, perturbações hepáticas e renais, dificuldades urinárias, perturbações dos órgãos genitais, doenças da coluna, perda de memória, epilepsia, insanidade mental, apoplexia, abortos, partos prematuros, debilidade extrema, predisposições mórbidas e uma morte precoce dos filhos”
Da obsessão anti-masturbação
“O Treatment of Masturbation, de 1900, da autoria do Dr. Sturgis, incentivou o uso de uma espécie de cinto de castidade masculino: ‘puxa-se o prepúcio bem para a frente, introduz-se o indicador esquerdo profundamente até à base da glande e, do exterior, perfurando a pele e a membrana mucosa, insere-se um alfinete de segurança revestido a níquel, atravessando horizontalmente em um centímetro até encontrar o dedo indicador do outro lado. Finalmente, coloca-se outro alfinete, pelo lado oposto do prepúcio, que se ajusta ao anterior. Qualquer tentativa de ereção provocará um dor intensa que tem um efeito dissuasor da masturbação”
 
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