Quer ouvir o tão esperado pedido de casamento? É simples, seja dura com seu parceiro. Pelo menos esta é a fórmula ensinada pela americana Sherry Argov, autora do Por que os Homens se Casam com as Manipuladoras – Um Guia para Deixar os Homens a seus Pés, livro que está há mais de seis meses entre os mais vendidos nos Estados Unidos e acaba de ser lançado no país.
A idéia da americana é simples: se os homens conseguem manipular a relação para que ela nunca se torne algo mais sério, por que as mulheres não podem tomar certas atitudes que vão fazer o parceiro implorar por compromisso?
É aí que entram as regras da americana, que nada mais são do que uma série de conselhos que vivem sendo repetidos pelos especialistas em relacionamento: cuide bem da sua autoestima, perca o hábito de querer sempre agradar e não acredite que um casamento vai preencher um vazio causado por outros problemas.
– Ninguém quer se relacionar com uma pessoa que acredita que o amor é a solução para todos os problemas. Quando pergunto aos homens o que falta nas mulheres, eles invariavelmente respondem que são poucas as que têm confiança em si mesma – explica a autora na introdução do livro.
Em vez de gastar energia esperando a ligação do dia seguinte, ela sugere que as mulheres ocupem o tempo avaliando três questões: qual a vantagem de ter este homem por perto, como ela se sente depois de uma noite com ele e o que ela ganha com este relacionamento.
– Nenhum homem quer uma mulher perfeita, uma Barbie. Também não quer uma parceira que faça todas as suas vontades. É essa a principal mensagem que tento passar – completa.
Os homens sempre vão querer testar o seu limite, garante Sherry. Por isso, nada de aceitar algumas situações apenas porque você acha que assim ele vai gostar mais de você. Para ela, é um erro investir em manobras sexuais mirabolantes e em acessórios eróticos, passar duas horas diárias na academia ou deixar de sair com as amigas por causa dele.
A sexóloga Regina Navarro Lins também acredita que as mulheres seriam muito mais felizes se deixassem de lado a necessidade de agradar o homem e passassem a pensar no próprio prazer.
– As mulheres só serão felizes quando se sentirem realmente livres. Não adianta viver para corresponder às expectativas dos outros – avalia Regina.
Toda relação é um jogo de forças
O psicanalista Joel Birman, especialista em terapia de casal, não acredita que jogos ajudem no relacionamento, mas lembra que toda relação – no trabalho, na família e com os amigos – envolvem um jogo de forças. Por isso, nada impede que a mulher (ou o homem) reconheça e use a informação a seu favor.
– Mesmo que de forma inconsciente, as pessoas passam o dia todo lidando com jogos de poder. E é um jogo extremamente fálico e excitante. O problema é que, no jogo da conquista, adotar um comportamento que não é o seu pode ser perigoso. Além de o namoro começar com base em uma mentira, você pode perder boas oportunidades justamente porque se anulou. Uns gostam de ser dominados, outros de dominar. Regras não funcionam no amor – acredita Birman.
Alguns homens preferem, sim, as boazinhas, garante o psicanalista. E, de acordo com ele, o excesso de agressividade feminina na hora da conquista é um fator que tem deixado os homens cada vez mais inseguros e confusos.
– Talvez por uma reação a centenas de anos de dominação masculina, as mulheres de hoje costumam agir de forma exagerada quando querem provar que não são mais submissas. Muito se fala da mulher e de como ela tem que agir no inicio da relação, mas o fato é que os homens também estão perdendo a noção de qual é o papel deles. Os códigos, que antigamente eram tão claros, estão bastante confusos hoje em dia. Por isso que acredito que conversar é sempre melhor do que representar – completa.
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