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Manual da Ex/Manual da Atual

Heloísa Noronha — Editora Rocco, 148 páginas

Divulgação

Toda atual é ex e pode voltar a ser. Este é o mantra da jornalista Heloísa Noronha, autora do livro Manual da Ex/Manual da Atual, lançado pela editora Rocco. Ela explica que a idéia de escrever o manual surgiu há dois anos, quando percebeu como os sites de relacionamento como o Orkut se tornaram combustível para as crises de ciúme das ex e das atuais namoradas. Em entrevista, ela explica por que manter o bom humor e rir de si mesma são sempre as melhores atitudes para superar as crises de insegurança.

Entrevista com a autora
Que tipos de atitudes são imperdoáveis para uma ex quando acaba a relação?
Depende do conceito de elegância. No livro eu trato de diversos tipos de ex e de atitudes extremas, como quebrar coisas, tentar agarrar o cara à força ou fazer joguinhos para tentar reconquistá-lo. Eu, particularmente, acho que no amor vale tudo - desde que haja ética. Não aprovo quem usa, por exemplo, os filhos para tentar atingir o ex, nem violência. Ah, golpe da barriga (engravidar para segurar o parceiro), então, é de quinta categoria...
Que tipo de ex sofre mais?
Eu acho que é aquela que tem baixa auto-estima. Há quem leve um tremendo pé na bunda e usa a raiva de maneira positiva, do tipo "Eu vou mostrar pra ele o meu valor!". É aquela mulher que muda o visual, procura os amigos com quem não fala há muito tempo, desenterra sonhos esquecidos e vai à luta. Muitas, no meio desse processo, se renovam, descobrem coisas diferentes e se esquecem do ex. Outras não, mas pelo menos se esforçam para tentar. As que têm baixa auto-estima ficam se culpando 100% pelo fim da relação. É importante, é claro, avaliar erros e acertos e, principalmente, não se deixar afundar na crença de que nunca mais vai amar na vida.
Dá para ser amiga do ex?
Acho que depois de um tempo. No meio da crise, a raiva e a decepção ainda estão muito presentes. E acho que a amizade só é possível se ambos, realmente, estiverem a fim só de amizade. Ou seja, o homem não pode dar esperanças à ex ou tratá-la como estepe. E ela também não deve cultivar o sonho de reconquistá-lo. Se há filhos, acho que precisa haver um esforço comum para se darem bem, pois eles não devem pagar por erros ou frustrações alheias.
Existe um medo comum a todas as ex?
O de nunca mais viver um relacionamento ou amar de novo. Outras sofrem com a síndrome da comparação e temem que as outras pessoas considerem a atual muito melhor do que elas. Bobagem, pois as pessoas são diferentes e todo mundo tem qualidades e defeitos.
O maior medo da atual é que ele volte para a ex?
Com certeza, principalmente se a ex ainda o ronda. As mulheres são ardilosas, né? Então, as atuais ficam com a pulga atrás da orelha, com medo de artimanhas da "inimiga", principalmente se o relacionamento foi muito longo, marcante ou se foi o cara que levou o chute...
Quem costuma sofrer mais, a ex ou a atual?
As duas, dependendo de como lidam com o ciúme e com a auto-imagem. Ex trocada por outra sofre muito, mas atual insegura também se esfola emocionalmente... Quando a situação fica muito pesada, é importante que o homem se posicione e deixe tudo as claras com as duas.
Que tipo de comportamento pode acabar sendo um tiro do pé para a atual?
No livro eu cito dez básicos: marcá-lo de maneira cerrada, permitir que a insegurança se instale, ser excessivamente boazinha, fazer joguinhos, perguntar demais, ter sangue de barata (quando a ex dá descaradamente em cima), absorver o mundo dele como se fosse seu, preocupar-se demais com sexo (não vale descuidar do afeto) e tentar mudar o parceiro. Desses, acho que perguntar demais sobre a ex logo no início não é uma boa idéia. Minha sugestão é ir "comendo pelas beiradas", rondando-o, prestando atenção em comentários de amigos e parentes... E aí tirar as próprias conclusões!
Aceitar ou não a amizade do namorado com a ex?
Depende da atitude de ambos. Se a ex for uma fofa, desencanada de tudo em relação ao ex, e a atual for com a cara dela, por que não? Ah, desde que ele não sinta mais nada por ela, é claro. Se os dois têm filhos, cordialidade é fundamental. Ninguém precisa passar Natal e Ano Novo junto e se amar loucamente, mas vivemos em um mundo (mais ou menos) civilizado, não? Ah, também acho o fim da picada a atual que direciona o ciúme para os filhos do namorado ou marido... Filhos são para sempre, se ela não segura a onda de aceitar isso, nem deveria ter começado a relação com um homem que tem família.
Agência O Globo
É possível existir uma boa relação entre a ex e a atual?
É como eu disse acima: se a ex for uma fofa, meiga, sincera, desencanada de tudo em relação ao ex, e a atual for com a cara dela, por que não? Mas, admito, isso tudo é muito bonito na teoria... Eu, particularmente, sempre quis distância e, lógico, que ele mantivesse uma distância como daqui... até o Afeganistão!
 
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