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Terapeuta Virtual

Psicólogas abrem este espaço para tirar as dúvidas sobre tudo o que envolve a vida em casa, desde a educação dos filhos até os problemas entre casais.

Categoria: Família(24 perguntas e respostas)
 

Estou vivendo há 1 ano e 6 meses com minha tia, vim do interior para Porto Alegre para fazer um curso superior, mas não nos damos bem, pois ela sempre morou sozinha e não consegue se acostumar à morar com alguém, e isto está se estendendo desde o início, então resolví que eu iria embora no final 01/11, e falei ao meu chefe, e minha supervisora ficou sabendo e me demitiu.Fiquei muito triste, pois nunca passei por uma demissão, é bem complicado.Enfim, ando irritada com tudo e todos, não me reconheço mais.Preciso de ajuda, pois não sei o que fazer.

Enviado em 09/06/2011 às 16h01
por ana carine, 18 - Porto Alegre (RS)
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Essas “estreias” com as coisas densas da vida são difíceis mesmo. Precisa procurar seguir com outros encaminhamentos, outro trabalho e lugar para morar. O mundo não é justo mesmo, nem o das relações pessoais, nem profissionais. Precisa pensar no teu objetivo maior que é tua opção de mudança de vida, que começou pela cidade para estudar. Aos poucos vai conhecendo outras pessoas que podem ir te ajudando na indicação de alternativas para essas mudanças. Mesmo sendo difícil é possível, depende do teu empenho, pois deve conhecer outras pessoas que já fizeram esse percurso e sobreviveram.

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Bom dia! Sou filha única e meus pais moram em Canoas RS, minha mãe passou a sofrer muito com a distância depois que mudei de cidade, noto que ela se sente muito triste, reclama de meu pai, briga com ele e principalmente não se valoriza, não tem vida própria. Preciso muito de ajuda, necessito saber como proceder, como ajudá-la. Obrigada!

Enviado em 14/06/2011 às 09h42
por Jackie, 28 - Jaraguá do Sul (SC)
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Carla Melani
 

Tem limite o teu papel de filha, mesmo se estivesse próxima fisicamente da tua mãe. Certamente tem coisas que se movimentam com tua mãe e com o casal na tua saída de casa. O que não garante que tua estada em casa economizasse essas cenas. Cuidar de ti te ocupa já, e eles ficam com margem para se resolverem de algum jeito, perto ou longe. Não cabe só a ti fazer que eles se sintam felizes, assim como está se encorajando na autonomia, eles também precisam viver isso!

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Sou reservada, às vezes tímida, dependendo da pessoa me solto bastante mas tem outras vezes que travo na hora. Também tem a questão familiar, conversar com a família... Não sei o que é, mas tenho dificuldade de me relacionar com a minha própria família. Não tenho paciência de conversar com minha mãe, por exemplo. Gostaria de saber se existe algum tratamento ou algo para ser mais espontânea e extrovertida.

Enviado em 20/01/2011 às 10h47
por Manu, 22 - Goiania (GO)
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Carla Melani
 

É normal que com algumas pessoas se tenha mais liberdade para conversar, seja com amigos ou família. Importante é que tenha essas pessoas, mesmo que demore um tempo de convivência para se sentir mais a vontade para alguns assuntos. Você pode sim procurar um Psicólogo na sua cidade mesmo, e trabalhar esse desejo de avançar nas trocas principalmente com a família e com tua espontaneidade com outras convivências. Na sua vida profissional, acadêmica e social isso pode ir aparecendo como impedimento de oportunidades em alguns momentos e você pode fazer diferente. Ao trabalho!

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Vou me casar em julho próximo na igreja e farei um jantar com a ajuda dos nossos pais. Pedi algumas sugestões para minha cunhada que é acostumada a fazer festas e é casada com um homem de família rica. O problema é que agora tanto ela quanto minha sogra estão interferindo demais em tudo e estão impondo algumas coisas que não estamos com vontade de fazer. A minha cunhada chegou ao ponto de me chamar de mão-de-vaca porque eu não quero fazer um tipo de lembrança que ela acha que é "chique". Não temos condição de fazer algo muito caro e estou me sentido mal com essa situação. O que faço para não criar um atrito com elas?

Enviado em 13/01/2011 às 10h32
por Clarice Sampaio, 28 - Brasilia (DF)
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Ana Anele Schames
 

Oi, Clarice. Antes de mais nada, parabéns pelo casamento e muitas felicidades. Nós sabemos que o casamento é uma festa aonde os familiares dão muito papite e se sentem casando junto com a gente. Ou seja, é normal isso que está acontecendo. Você só precisa colocar um pouco de limites. A minha sugestão é você abrir o jogo para a sua sogra e cunhada dizendo que você agradece a ajuda delas, afinal você mesmo disse que queria que elas te ajudassem e que elas são muito boas nisso, mas que você está um pouco constragida uma vez que seus pais também estão te ajudando e que você não acha justo ter tantos gastos com a festa de casamento.O que você acha? Boa sorte.

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Meu pai é uma pessoa muito difícil de lidar. Ele vive gastando dinheiro, fazendo dívidas porque ele sabe que minha mãe vai lá e paga tudo. Não dá bola para os filhos e quando acontece alguma coisa ele sempre coloca a culpa em minha mãe. Ele é uma pessoa muito desequilibrada, até está fazendo tratamento mas não resolve nada porque ele não admite que precisa de ajuda e precisa mudar. Minha mãe quer se separar e ele não admite isso, pois sabe que sozinho não irá conseguir se sustentar. O que posso fazer? Gostaria de uma ajuda.

Enviado em 02/12/2010 às 09h43
por Yasmin, - blumenau (SC)
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Carla Melani
 

Não sei que idade tens, mas parece ter maturidade para perceber que apesar de ter pais assim, um que não faz por si e outro que tampona tudo, pode fazer diferente com tua vida. Não cabe a ti o controle dessa situação do casal de pais. Te empenhe nas tuas escolhas  para seguir uma vida melhor. E anuncie isso aos teus pais, converse com cada um, deve saber algum momento que eles bem te escutam e conte a eles como está vivendo essa função deles e como é para ti estar nesse lugar de filha. E a tua tarefa não passa de poder apoiar eles nas boas decisões.

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Estou morando sozinha há 5 anos, porém sofro muito toda vez que volto de uma visita à casa da minha familia que mora a 650km de distância de mim. Sempre fui muito apegada com minha mãe e sofremos muito com minha saída de casa, porém tive que sair em busca de um futuro melhor. Não queria ter que procurar um especialista e tomar remédios, mas acho que não tenho outra opção. Gostaria de saber o que tu achas sobre isso.

Enviado em 09/09/2010 às 08h14
por Mari, 22 - Porto Alegre (RS)
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Clarissa Santos Leitune
 

Olá, Mari! A saída da casa dos pais para o início da vida adulta pode ser um processo difícil dependendo dos vínculos de apego que desenvolvemos ao longo de nossas vidas. Se tu sempre foste muito apegada a tua mãe, é claro que esta separação, ainda mais com uma distância de tantos quilomêtros, não será fácil. Porém, não é impossível sobreviver e muito bem. Tu precisas passar por uma adapatação e criar novos vínculos afetivos que supram os afetos deixados com a saída de casa. Como está tua vida social? Tens amigos, colegas de trabalho? Namorado? ou seja pessoas com as quais conviver e ter uma troca afetiva. Este é o primeiro passo para ajudar na falta que estas pessoas da família fazem. Tente investir nisso!!! Boa sorte!    

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Namoro com um garoto de 16 anos (meus pais aprovam). Mas de um tempo pra cá, os meus sogros resolveram se separar. Está sendo a maior barra pro meu namorado porque eles estavam casados há 21 anos. Meu namorado é filho unico do casal e não aceita de forma alguma a separação. Gosto muito da minha sogra, meu medo é que a depressão dela volte diante dessa situação. Como devo ajudá-lo? Tenho medo de estar me intrometendo demais na vida dele!

Enviado em 23/08/2010 às 19h43
por Marina, 14 - São Mateus (ES)
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Carla Melani
 

Tem limite sim no que você e o teu namorado podem interferir nessa situação toda, tanto na separação dos pais dele, quanto na depressão da mãe. Manter esse “faz de conta” também tem um preço para todos e pelo que você relata acompanhar, parece que a separação acontecerá. Teu namorado precisa ir amadurecendo no trato dessa situação, pois não cabe a ele a decisão. E vocês dois precisam cuidar da relação de vocês, que se desgasta com essas funções todas. Estar perto e apoiar não é fazer por ninguém, alguns sofrimentos cabem a cada um em particular. Retoma essa conversa com teu namorado!

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Estou casada há 10 anos e brigo muito com meu marido por causa da família dele. Eles não me aceitam, não gostam de mim, mas querem o filho e a neta presentes na vida deles sem fazer nenhuma questão da minha presença. Gostaria de algumas dicas de como lidar com essa situação. Fico no aguardo de uma resposta!

Enviado em 26/07/2010 às 14h32
por ALL, 27 - POA (RS)
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Clarissa Santos Leitune
 

Olá. Estas questões familiares são realmente difíceis. Existe uma forma de tratar esta situação para que tu te sintas melhor. É imprescindível que tu converse com teu marido sobre isso e tente explicar como tu te sentes. Se ele puder entender e te apoiar nesta situação, ele poderá te ajudar a se sentir mais incluída na família de origem dele. Afinal, vocês construiram uma nova família com esta filha e agora precisam se apoiar mutuamente, perante a vida como um todo e isso inclui as famílias de origem de cada um.

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Meus pais são separados desde que eu tenho 5 anos de idade. Hoje estou com 22. Nunca cheguei a sentir falta 100% do meu pai, já que minha mãe se doou muito pra mim. Porém, de uns tempos para cá, isso tem afetado muito meus pensamentos. Fico pensando por que teve que ser assim... e me deprimo. O que posso fazer?

Enviado em 07/07/2010 às 07h45
por mari, 22 - Porto Alegre (RS)
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Carla Melani
 

Em muitos momentos retomamos questionamentos em relação as funções parentais, mesmo para aqueles que não possuem pais separados. É natural pensarmos em como seria se o contexto familiar fosse diferente. Pronunciado por ti, em relação a falta do teu pai, talvez esteja também pensando em ter contato com ele, mesmo tendo uma mãe bem presente, mas agora por ti mesma e como resgate também da tua história. E talvez possa conversar melhor com tua mãe sobre isso, pois é um movimento que mexe com a vida, memória e fantasia de todos, exigindo maturidade para cada um.

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tenho 42 anos, e minha irmã 47. Ela é muito bem sucedida - e eu nem tanto. A minha personalidade é calma, ela é nervosa e agressiva, porém é uma pessoa justa, trabalhadora, boa mãe. Ela me agride sempre que pode e faz ameaças tolas.Já conversei e pedi que me trate com respeito, porque ela também é madrinha do meu filho. Hoje, de novo, por uma besteira ela me agrediu verbalmente. Não sei se paro de conviver ou converso de novo. Não entendo de onde sai tamanha agressividade. Para ela eu sou burra, meu marido um desclassificado. O que a gente faz com uma irmã dessas?

Enviado em 27/06/2010 às 22h53
por grasiela, 42 - caxias do sul (RS)
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Carla Melani
 

Provavelmente nem tua irmã saiba nada além do que isso que você fala (o que ela acha sobre você). Você pode situá-la novamente em relação ao teu sofrimento, na forma como sente as agressões dela, mas sem muita garantia de uma mudança na convivência que dependa somente de ti, como vem acontecendo. Tem coisas que escapam a vontade deliberada, de ambas, que sãs as construções e manifestações inconscientes. As repercussões podem ser essas que se refere, as agressões, que causam um certo estranhamento quando se apresenta, afinal, é entre pessoas onde existe afeto. Talvez ela não perceba da mesma forma que você e nem precisem viver tão perto, para manter alguma convivência nem sempre o grau de parentesco determina o melhor amigo e confidente. Não precisa se afastar totalmente, mas uma distância que não provoque tanto assunto entre vocês.

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