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Livros

Uma obra à prova de rótulosRodrigo Celente
Mario Quintana sobreviveu aos passadistas escandalizados com o verso livre, aos modernistas que vaiavam o soneto, aos concretistas alérgicos ao discurso, aos épicos que odiavam o lirismo, aos românticos chocados com a crueza.

O poeta enfrentou também os engajados que confundiam ironia com alienação, os pretensos cosmopolitas que o acusavam de provincianismo, além dos entendidos que procuraram segurar o anjo pelas asas, quando tentaram enquadrá-lo num xadrez historicista, estruturalista, marxista, reacionário ou simplesmente pedante.

Afinal,como Mario dizia: "Poeta não é profissão. É um estado de espírito, ou de coma".

Livros publicados
A Rua dos Cataventos (1940)
Sua estréia na poesia é com um livro de sonetos. Versa sobre as coisas simples da vida com um lirismo ímpar e com uma fina ironia e sarcasmo. Sem se filiar a nenhuma corrente literária, Quintana cultivou versos tradicionais.

Canções (1946)
Poesias de sentimentos e emoções singelas. Apresenta também uma visão de mundo espiritualista ou neo-simbolista. Na obra, Quintana afina os instrumentos formais: técnica poética, recursos poéticos e revela um humor mais sutil. Também um certo desencanto e melancolia fazem parte da obra.

Sapato Florido (1948)
Poemas em Prosa. Obra que privilegia a informalidade e uma gama de utilezas verbais, de soluções rítmicas e rímicas. Aqui,aparecem um entrelaçado de sentidos, duplos, alusões, elipses e subentendidos.

O Batalhão de Letras (1948)
Uma grande brincadeira. Destinada ao público infantil. Quintana faz travessuras com as letras do alfabeto.

O Aprendiz de Feiticeiro (1950)
A maturidade poética de Mario Quintana. Uma simples plaquete, mas de grande repercussão. Afloram poesias impregnadas de antíteses e paradoxos.

Espelho Mágico (1951)
Obra encomendada por Monteiro Lobato, que assinou a orelha do livro. Aqui, é mais intensa a transcendência poética dos versos do poeta.

Inéditos e Esparsos (1953)
Livro publicado pela Editora Cadernos de Extremo Sul, de Alegrete, terra natal de Mario. Estão presentes temas como a valorização da imaginação, existência, o carinho e o aconchego.

Poesias (1962)
Reunião em um único volume dos livros A Rua dos Cataventos, Canções, Sapato Florido, Espelho Mágico e O Aprendiz de Feiticeiro. Trata-se de uma visão panorâmica sobre a obra de Mario Quintana: multifacetada, ora com características românticas, ora realistas, outras surrealistas e outras ainda com visão irônica em relação à vida sem sentido do homem contemporâneo. Tudo isso, no entanto, com uma criatividade desconcertante através de textos marcados por enganadora simplicidade.

Antologia Poética (1966)
Poemas de cronistas. O livro, composto por 60 poesias inéditas, foram selecionados por dois dos maiores cronistas do Brasil: Rubem Braga e Paulo Mendes Campos. Ironia, humor, sutileza e lirismo são a tônica das poesias.

Do Caderno H (1973)
Aqui estão os pensamentosdo autor sobre poesia, literatura e as coisas pequenas da vida. Mario Quintana fez a seleção das crônicas, breves, que fundem poesia e prosa. Escritos desde os anos 40 no jornal Correio do Povo, os textos foram selecionados pelo autor.

Pé de Pilão (1975)
Com introdução de Erico Verissimo, o poema lírico e engraçado mostra a maldade de uma bruxa, que transforma um personagem em pato e sua avó, linda fada, virar uma enrugada velhinha.

Apontamentos de História Sobrenatural (1976)
Coletânea de 146 poemas que versam sobre o cotidiano (simplicidade) até as musas do poeta como a atriz Greta Garbo. O livro contém uma nota introdutória de Quintana, na qual esclarece alguns aspectos da organização do livro.

Quintanares (1976)
A obra foi composta para ser distribuída aos clientes da empresa de publicidade e propaganda MPM.

A Vaca e o Hipogrifo (1977)
Textos ora em verso ora em prosa. A única característica que se mantém é: humor refinado, detalhes sobre o dia a dia, a existência, o carinho, o mundo infantil e reflexões acerca das nossas emoções. Tudo sob a pena do lirismo e ternura.

Na Volta da Esquina (1979)
Coletânea de crônicas que constitui o quarto volume da Coleção RBS.

Esconderijos do Tempo (1980)
Poemas que denunciam com refinada ironia as mesquinharias da vida bem-comportada. Seus temas mais freqüentes como valorização da imaginação, o sonho, a fantasia, a humanidade, a existência, o carinho, o aconchego, a pureza, a canção e o mundo infantil (escapismo da realidade) e a própria poesia também aparecem.

Nova Antologia Poética (1981)
Reúne poemas selecionados pelo próprio Quintana e que foram escolhidos por Paulo Mendes Campos e Rubem Braga para a edição precedente, de 1966.

Lili Inventa o Mundo (1983)
As poesias foram selecionadas por Mery Weiss de textos publicado em Letras & Livros e outras obras do autor.

Nariz de Vidro (1984)
Textos também escolhidos por Mery Weiss. Poemas para crianças da 5ª a 8ª série.

O Sapo Amarelo (1984)
Poesias selecionadas por Mery Weiss para o público infanto-juvenil. Muito bom humor e sutileza poética.

Prosa e Verso (1985)
Textos paradidáticos organizados por Maria da Glória Bordini. São contos, sonetos, frases, versos livres e haicais. Tudo com uma pitada de lirismo e ironia.

80 Anos de Poesia (1986)
Homenagem aos 80 anos do poeta. Com organização de Tânia Carvalhal, a obra contém poemas que mostram as várias facetas de Mario Quintana.

Baú de Espantos (1986)
Os poemas contidos neste livro, 99, todos inéditos, foram escritos entre 1982 e 1986.

Da Preguiça como Método de Trabalho (1987)
Crônicas coletadas da coluna Do Caderno H com a marca de Quintana: mistura de prosa e poesia. Textos curtos, mas de profunda transcendência lírica, poética.

Preparativos de Viagem (1987)
Reflexões do poeta acerca do mundo. Os poemas foram organizados pelo próprio autor.

Porta Giratória (1988)
Brevíssimas crônicas, algumas de até duas linhas, que tratam do cotidiano, do tempo, da infância e da morte. Tudo com muita perspicácia e habilidade verbal.

A Cor do Invisível (1989)
Reunião de sonetos de adolescência,  pequenos versos de livros anteriores, novas versões de outros poemas e inéditos.

Velório sem Defunto (1990)
Livro composto por poemas inéditos. Todos ainda com a tradicional verve de Mario Quintana: ironia refinada, humor aguçado e muito lirismo.

A Rua dos Cataventos (1992)
A editora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) reedita a obra, em comemoração aos 50 anos de sua primeira publicação.

Sapato Furado (1994)
Antologia infanto-juvenil de poemas e prosas poéticas.

Antologia Poética (1997)
Textos selecionados pelo escritor Sérgio Faraco.

Água. Os últimos textos de Mario Quintana (2001)
Edição trilingüe português/espanhol/inglês. São os últimos textos de Mario Quintana, aprovados pelo autor para publicação. Os 12 textos têm como tema a água, a partir de suas impressões.

Mario Quintana: Poesia Completa (2005)
Reunião pela primeira vez, os 15 livros de poesia publicados em vida por Mario Quintana, o livro póstumo Água e os cinco livros de poema para a infância.