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Achin Vanaik, Índia Jornalista, é coloborador
de diversos jornais, entre eles o Times, da Índia.
Especialista em assuntos nucleares, é autor de diversas publicações
sobre a política de desenvolvimento atômico na Índia. Tem
lutado para o desarmamento nuclear da Ásia.
Adolfo Perez Esquivel, Argentina Prêmio
Nobel da Paz argentino em 1980 pela atuação
no movimento pacifista e de defesa dos direitos humanos na
América Latina. Membro do Comitê Executivo da
Assembléia Permanente das Nações Unidas
sobre Direitos Humanos.
Adolfo Gilly, México É historiador
e escritor, autor de obras como El Cardenismo: Una Utopìa
Mexicana. Nascido no ano de 1928 em Buenos Aires, Gilly
tem nas revoluções da América Latina a temática de seus ensaios.
Desde 1979, atua como professor da Faculdade de Ciências Políticas
e Sociais da Universidade Nacional Autônoma do México (UFAM).
Ademar Bertucci, Caritas, Brasil
Aleida Guevara, Cuba É a primeira dos
cinco filhos de Ernesto Che Guevara com a companheira de guerrilha
Aleida March, a segunda esposa. Nascida em 24 de dezembro
de 1961 em Cuba, sagrou-se médica doutorada, com especialização
em alergia, como o pai. Trabalha, atualmente, no Hospital
de Havana.
Alessandra Mecozzi, FIOM, Itália Pacifista,
feminista, de 56 anos, sendo 30 dedicados à Federação
e Empregados e Operários Metalúrgicos da Itália (Fiom), onde
é responsável pelo escritório internacional.
Alfio Nicotra, Itália Conselheiro da
Associação Nacional para a Paz e representante nacional do
Partido da Refundação Comunista
Andrej Grubacic Membro da Rede de Movimentos
socias das Balcãs
Ana Esther Ceceña, México Professora
da Universidade Autônoma do México
Anna Pizzo, Carta, Itália jornalista
italiana, trabalha na revista de esquerda Carta
Anuradha Mittal, Índia Co-diretora do
Instituto para o Controle da Alimentação e Desenvolvimento
(Institute for Food and Development Policy), também conhecido
como Food First (Comida Primeiro), entidade que atua no combate
à fome. Além disso, coordenou a campanha Direitos Econômicos
Humanos: Chegou a Hora!, que busca reduzir o aumento da pobreza
e fome nos Estados Unidos.
Atila Roque, Brasil o carioca é coordenador
do Núcleo de Políticas Públicas e Globalização do Instituto
Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE). Ele também
atua no Observatório da Cidadania, fórum ligado à Associação
Brasileira de Organizações Não-Governamentais.
Basile Mahan Gahe, Costa do Marfim Escreveu
o livro Mulheres nas Uniões de Comércio: Organizando o Desorganizado.
É o atual presidente da Confederação Mundial do Trabalho.
Bernard Cassen, ATTAC, França Um dos
idealizadores do Fórum Social Mundial, o jornalista
francês Bernard Cassen costuma dizer que prefere falar
espanhol por "reflexo antiimperialista" e por amor
à América Latina. Diretor do jornal francês
Le Monde Diplomatique, que ajudou a fundar em 1973, Cassen,
de 65 anos, presidiu a Associação pela Tributação
das Transações Financeiras (Attac), movimento
antiglobalização que chegou a ter o líder
zapatista subcomandante Marcos entre seus simpatizantes. Professor
na Universidade Paris VIII, doutor em Letras e especialista
na obra da escritora inglesa Virginia Woolf, Cassen fundou
em 1969 junto com outros amigos a Faculdade de Vincennes,
uma vitrina experimental e ponto de encontro de inúmeros
militantes de maio de 68. Filho de militantes de esquerda,
ele próprio foi um ativista das barricadas de Paris,
embora nunca tenha escondido a antipatia pelas inclinações
esquerdistas do movimento. Em 1981 foi conselheiro ministerial
de Jean-Pierre Chevènement, então ministro da
Ciência e Tecnologia do governo socialista de François
Mitterrand. Em 1983, foi nomeado secretário-geral da
Casa da América Latina.
Beth Costa, Federação Nacional dos Jornalistas,
Brasil A carioca preside a Federação Nacional dos
Jornalistas e participou da diretoria da Federação Internacional
dos Jornalistas (FIJ). Formada em Letras, começou a carreira
no final da década de 70. Atua na defesa pela obrigatoriedade
do diploma de jornalista.
Beverly Keene, Argentina Integrante do Jubileu
Sul e coordenador do Diálogo 2000, coalizão
de organizações de direitos humanos e outros
grupos da Argentina.
Boaventura Souza Santos, Portugal Nascido em
Portugal, o sociólogo veio pela primeira vez ao Brasil
no início da década de 70 para viver por alguns
meses numa favela do Rio. Estudou as formas como a comunidade
resolvia seus conflitos e se organizava. Utilizou essas informações
na tese de doutorado que desenvolvia nos Estados Unidos. O
trabalho de campo despertou em Boaventura um sentimento de
solidariedade com os moradores da favela. Com a Revolução
dos Cravos, que derrubou a ditadura salazarista em 1974 em
Portugal, ele voltou para seu país e se integrou à
Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde é
professor até hoje. Desde então, tem se dedicado
a uma intensa militância intelectual com inúmeros
trabalhos sobre os excluídos do Brasil e do mundo.
Celita Echer, REPEM, Uruguai Secretária Executiva
da Rede de Educação Popular entre Mulheres (REPEM)
Citto Maselli, Itália Cineasta e presidente
da Federação Européia de Autores. Produziu o documentário
Outro Mundo é Possível, em 2001. O filme retrata os
protestos e violências cometidas pela polícia de Gênova, na
Itália, durante reunião do G-8, em julho daquele ano. Em 2002,
Maselli participou do Primeiro Fórum Mundial Audiovisual,
atividade ocorrida dentro do 2º Fórum Social. No seminário
foram debatidas alternativas a cultura imposta por Hollywood
ao imaginário do cinema mundial.
Chinsung Chung, Coréia Professora de
Sociologia da Universidade Nacional de Seul, é uma
das representantes fundadoras do Korean Council for the Women
Drafted for Military Sexual Slavery by Japan (Conselho Coreano
para mulheres recrutadas como escravas sexuais do exército
japonês) e membro substituto da sub-comissão
de Direitos Humanos das Nações Unidas.
Demba Moussa Dembele, Senegal escritora, economista
e diretora do Fórum para Alternativas Africanas.
Dorval Brunelle, Canadá professor da
Universidade de Québec e especialista da Rede de Québec para
a Integração Continental
Eduardo Fernandez, Uruguai Secretário-geral
da Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul
Eduardo Galeano, Uruguai Autor do livro As
Veias Abertas da América Latina, é crítico feroz do processo
de globalização. Nascido em Montevidéo, em 1940, tem um extensa
carreira no jornalismo, iniciada aos 14 anos, e na literatura,
com suas obras traduzidas em mais de 20 línguas. Foi diretor
de jornais uruguaios, como Marcha e o Época.
Preso pela ditadura, passou 12 anos no exílio, na Espanha.
Voltou ao Uruguai em 1985, onde vive atualmente. É ganhador
de vários prêmios, entre eles o Casa das Américas, Aloa dos
editores dinamarqueses e o Prêmio à Liberdade da Cultura,
da fundação Lannan, dos Estados Unidos.
Ely Ben-Gal, Israel Filósofo e professor
de História Judaica da Universidade de Bar-Ilan, em
Israel, estará entre as seis personalidades convidadas
para o seminário Diálogos pela Paz, que promete
atrair a atenção do mundo durante o 3º
Fórum Social Mundial. Serão três conferências
- de 24 a 26 de janeiro - que colocarão frente a frente
um israelense e um palestino dando seus testemunhos e propondo
soluções pacíficas para o conflito no
Oriente Médio. PhD em Sociologia e Estudos Políticos
pela Universidade de Paris, o historiador e filósofo
israelense é hoje um dos intelectuais de seu país
mais reconhecidos na Europa. Tem uma forte ligação
com o Brasil, onde morou na década de 60 e adquiriu
fluência em português. Foi assistente pessoal
do filósofo francês Jean-Paul Sartre de 1969
a 1972. Ben-Gal ainda editou a Enciclopédia Multimídia
Anshei Segoula, da Universidade Ben-Gurion de Neguev, e foi
diretor do Museu da Diáspora, em Tel-Aviv.
Emir Sader - Sociólogo brasileiro, professor
de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e
da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e membro
do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso).
Eric Toussaint, Bélgica Presidente do
Comitê para a Anulação da Dívida
do Terceiro Mundo (CADTM) e colaborador científico
da Universidade de Liege, na Bélgica. Autor do livro
A Bolsa ou a Vida: as Finanças contra os Povos,
lançado em português no último Fórum.
Membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.
Eugênio Bucci, Brasil
Evo Morales, Bolívia Evo Morales
Maior surpresa das eleições presidenciais
de agosto do ano passado na Bolívia, Evo Morales, de
42 anos, quase tirou o folêgo da diplomacia americana.
A ascensão política do líder dos indígenas
produtores de coca enfureceu os Estados Unidos, que chegaram
a ameaçar com a suspensão da ajuda econômica
à Bolívia e o fechamento de seus mercados às
exportações do país, caso Morales fizesse
parte do novo governo. Considerado pelos EUA como "um
grande inimigo da guerra contra as drogas", Morales deixou
claro na campanha que, se eleito, revisaria uma polêmica
lei que pune o cultivo da folha de coca - tradicional no país
e não necessariamente ligado à produção
de cocaína em Chapare, região central
da Bolívia. Deputado cassado em janeiro de 2002, acusado
de incentivar o assassinato de três militares em um
conflito com trabalhadores rurais, Morales "retribuiu"
as acusações americanas, dizendo que "o
dinheiro dos EUA só serve na Bolívia para alimentar
a repressão e a corrupção". Durante
a campanha, repetidas vezes disse que "o povo estava
cansado da soberba e da prepotência da classe política
dominante". Não admitiu nenhuma aproximação
com partidos tradicionais, e foi a falta de alianças
que acabou lhe tirando a presidência. O presidente Gonzalo
Sánchez de Lozada foi reeleito.
Fernando Martinez Heredia, Centro Martin Luther King e
Convergencia de los Movimientos de los Pueblos de las Americas,
Cuba
Fernando Solanas, Argentina O cineasta argentino
é um dos ícones do cinema da América Latina. Após realizar
uma série de curtas e documentários, se destacou com o filme
Tangos – o exílio de Gardel. O longa-metragem recebeu
o Prêmio Especial do júri em Veneza em 1985. Depois rodou
Sur (1987), El Viaje (1992) e A Nuvem
(1998).
Fifi Bernaboud, North-Sud, Algéria/Portugal
Flavio Lotti, Tavola de la Pace, Itália
Francisca Rodriguez (Pancha), Chile
Francisco Balkanyi, Uruguai Ex-diretor-executivo
da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Cuba (CIVES), entidade
cujo objetivo é mobilizar empresários e profissionais liberais
em favor do desenvolvimento da cidadania. A organização, segundo
a própria definição, visa ao aperfeiçoamento da democracia,
à defesa da justiça social e da ética.
Francisco de Oliveira, Brasil
Francisco Whitaker, Brasil Arquiteto, secretário-executivo
da Comissão Brasileira Justiça e Paz da Conferência
Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).
François Houtart, From Mundial de Alternativas,
Bélgica
Fred Azcarate, Jobs with Justice, Estados Unidos
Frei Betto, Brasil - Frei dominicano e escritor brasileiro.
Guillermo Kerber, Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Uruguai/Suiça
Geneviève Jacques, Conselho Mundial de Igrejas
(CMI), França/Suiça
Gilmar Mauro, MST/Landess Movement
Gladis Marin, PC, Chile
Grazia de Grazia, National Forum on Urban Reform, Brasil
Ignacio Ramonet, Espanha/França
István Mészaros, Inglaterra Filósofo,
é tido como um pensador radical por crer que a solução
para os problemas da humanidade está no fim do capital. Apontado
como profundo conhecedor da tradição marxista e de suas fontes
filosóficas. É professor emérito da Universidade de Sussex
(Inglaterra). Lançou no Brasil o livro Para Além do Capital,
publicado pela Boitempo Editorial. Assina a autoria de textos
clássicos da literatura marxista, como A Teoria da Alienação
e O Poder da Ideologia.
François de Bernard, Groupe detudes et de recherche
sur la mondialisation, França
Jean-François Olivier, Comitê Internacional
da Cruz Vermelha, Suíça
Jennifer Harbury, Estados Unidos Advogada e
ativista dos direitos humanos que examina o papel da Agência
Central de Inteligência norte-americana (CIA) e do FBI em
violações aos direitos humanos na América Latina, focalizando
seu trabalho na Guatemala. Harbury investiga o desaparecimento
e o assassinato de seu marido, Efraín Bámaca, dirigente da
União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), conhecido
como Comandante Everardo, morto em 1992.
João Pedro Stedile, Brasil Líder
do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o economista
gaúcho João Pedro Stédile, de 48 anos,
é uma das estrelas do Fórum desde a primeira
edição. Brilhou tanto em 2001, sempre como cicerone
do agricultor francês José Bové
com o qual articulou a invasão de uma lavoura de soja
transgênica em Não-Me-Toque , que no ano
passado foi aconselhado a ser mais discreto. O MST não
desafina da maioria e está em lua-de-mel com Lula.
Aceitou o pedido de paciência do presidente e aplaudiu
a indicação de Miguel Rossetto para o Ministério
do Desenvolvimento Agrário. Socialista, Stédile
entende que a reforma agrária deve ser feita para que
se amplie a produção cooperativada de alimentos
para o mercado interno.
João Felício, CUT, Brasil
Jose Luiz del Roio, Punto Rosso, Itália
José Genoíno, PT, Brasil
Katarina Sehm Patomaki, NIGD
Ken Coates, Inglaterra Ex-mineiro e professor
especial no Departamento da Educação para Adulto da Universidade
de Nottingham, é presidente da Fundação de Paz Bertrand
Russell e editor do The Spokesman. De 1989 a 1999 foi
membro do Parlamento Europeu, atuando durante cinco anos como
presidente da subcomissão dos direitos humanos. Coates escreveu
numerosos livros sobre assuntos relacionados com pobreza,
filosofia política, socialismo democrático e humano.
Kiva Maidanick, Rússia
Kjeld Jakobsen, Hemispheric Social Alliance, Brasil
Laura Ruiz, Just Act, Estados Unidos
Leonardo Boff, Brasil Com mais de 60 livros
publicados, Leonardo Boff é considerado um dos mais importantes
teólogos mundiais. Boff é considerado um dos “pais” da Teologia
da Libertação, movimento que sacudiu a Igreja de Roma e determinou,
a partir de 1993, seu afastamento das funções religiosas.
O ex-padre franciscano, doutor honoris causa em Política pela
Universidade de Turim e em Teologia pela Universidade de Lund,
na Suíça, é professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia
da Universidade do Rio de Janeiro. Tem uma forte ligação com
os grupos de libertação e de defesa dos Direitos Humanos.
É, também, um militante engajado do Movimento dos Trabalhadores
Rurais Sem Terra no Brasil. Em 2001, recebeu o prêmio Right
Livelihood, considerado como um Nobel Alternativo da Paz,
por seu trabalho junto aos excluídos. Em 1992 ganhou o Prêmio
Nacional de Direitos Humanos.
Leyla Daklhi, ARGH!
Lidy Nacpil, Filipinas
Lilian Celiberti, Articulación Feminista Marcosur,
Uruguai
Lorette Picciano, Rural Coalition, México
Lori Wallach, Public Citizen, Estados Unidos
Louise Beaudoin, Ministro das Relações Exteriores/
Quebec, Canadá
Luciana Castellina, ARCI
Luciano Muhlbauer, Sin Cobas, Itália
Luís Fernando, ATTAC, Brasil
Magdalena Leon, REMTE, Equador
Maite Martinez, Red Mujer y Habitat, Espanha
Marc Le Glatin, Teatre de Chelles, França
Marcela Escribano, Alternatives, Canadá
Maria Betania Ávila SOS Corpo, Brasil
Marina Silva, Brasil Ministra do Meio Ambiente
do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Professora de história,
foi eleita a senadora em 1994, a mais jovem da história da
República. Nascida em Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de
Rio Branco. Forte aliada de Chico Mendes na luta pela preservação
do meio ambiente, com quem fundou a CUT no Acre. Nas eleições
municipais de 88, Marina foi a vereadora mais votada em Rio
Branco e conquistou a única vaga da esquerda na Câmara. Em
1990 candidatou-se a deputada estadual e obteve novamente
a maior votação.
Mark Weisbrot
Martin Khor, TWN, Malásia
Maude Barlow, Canadá Presidente do Conselho
de Cidadãos Canadenses e integrante do Projeto Planeta Azul,
a pesquisadora canadense Maude Barlow estuda os impactos da
globalização. Uma das suas últimas publicações aborda a questão
da implantação da Alca e a ameaça aos programas sócio-ambientais
e à justiça social nas Américas. Participou do Fórum em 2002.
Além de seu trabalho na área da globalização, a pesquisadora
luta pela preservação dos bens naturais. O Conselho de Cidadãos
Canadenses, que reúne mais de 100 mil pessoas, é o maior grupo
de defesa pública do Canadá.
Michel Albert, Znet, Estados Unidos
Michael Lowy, França Sociólogo,
pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa Científica
(CNRS), membro do Spaces Marx
Michel Merlet, IRAM France en Reseau, França
Michel Warchawsky, AIC, Israel
Muthoni Muriu, Oxfam International, Senegal
Muto Ichiyo, PARC/AMPO, Japão
Nancy Fraser, Estados Unidos
Niceta Lucero, WCL - CMT Regional Asia, Filipinas
Nilab Mobarez, Afeganistão - Médica afegã,
deixou Cabul em 1989 para se exilar em Paris. Era professora
cirurgiã da Universidade de Cabul. Participa do serviço de
emergência cirúrgica do Centro Hospitalar de Pontoise.
Njoki N. Njehl, 50 Yars is Enough, Estados Unidos/Quênia
Noam Chomsky, Estados Unidos Um dos maiores
arautos da antiglobalização, o lingüista
americano Avram Noam Chomsky, de 73 anos, já participou
do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Nascido
em Filadélfia, Estado da Pensilvânia, nordeste
dos EUA, Chomsky tornou-se conhecido ao se manifestar contra
a Guerra do Vietnã (1965-1975). Revolucionou a lingüística
com a tese de que a linguagem é uma estrutura embutida
no sistema nervoso central dos seres humanos. Analista das
relações entre nações e grupos
econômicos, Chomsky acredita que os Estados Unidos e
a Grã-Bretanha vão fazer o que estiver a seu
alcance para voltar a controlar as reservas de petróleo
do Iraque, segundo maior produtor mundial depois da Arábia
Saudita.
Norman Solomon, Estados Unidos É jornalista
sindical de São Francisco. Escreve sobre a mídia e política.
Já escreveu artigos para Washington Post, Newsday,
The New York Times, Boston Globe, Miami Herald,
Los Angeles Times, USA Today e Baltimore
Sun. Solomon é diretor-executivo Institute for Public
Accuracy.
Núria Molina, UBUNTU, Espanha
Patrick Viveret, Transversall
Paul Hofman
Paul Nicholson, Via Campesina, Espanha
Paulo Vieira, Portugal Nascido na pequena Mealhada,
uma vila distante 20 quilômetros de Coimbra com cerca
de 4 mil habitantes, o geógrafo e jornalista Paulo
Jorge Vieira, de 29 anos, é um dos dirigentes da ONG
portuguesa Não Te Prives. O Grupo de Defesa dos Direitos
Sexuais, que combate a discriminação contra
mulheres e homossexuais foi criado em 14 de fevereiro do ano
passado. Pela expectativa gerada entre a comunidade gay que
circulará no Fórum, o ativista português
pelos direitos dos homossexuais poderá se transformar
numa das revelações do evento e inserir no vocabulário
da esquerda mundial a sigla LGBT, que significa Movimento
de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros.
Percy Schmeiser, Canadá Fazendeiro de
canola, de Saskatchewan. Participa de uma disputa judicial
com a Monsanto. É processado pela empresa por ter infringido
a lei de patentes quando o pólen de uma planta geneticamente
modificada teria contaminado a suas plantações. A Monsanto
alega que ele teria roubado a sua semente.
Peter Wahl, Weed, Alemanha
Pierre Sané, França O senegalês
Pierre Sané é diretor-geral Adjunto da UNESCO (Organização
das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura)
em Paris para as Ciências Sociais, Humanas, e Direitos Humanos.
Tem participado de missões nos territórios ocupados pela Palestina.
Liderou as delegações da UNESCO na terceira Conferência Mundial
contra o Racismo em Durban, na África do Sul, em setembro
de 2001, e também no Fórum de Desenvolvimento Mundial, em
Porto Alegre, em fevereiro de 2002. Também é ex-secretário
geral da Anistia Internacional.
Peter Rosset, México
Phumi Mtetwa, Dialogue South South, África do Sul
Piero Bernocchi, COBAS, Itália
Pierre Boudeaut, Alternatives, Canadá
Radha Kumar, Índia Pesquisadora, diretora
do projeto Etnia, Segregação e Reconstrução pós-conflito no
Conselho de Relações Internacionais de Nova York. Anteriormente,
trabalhou na Fundação Rockefeller, no Instituto Guerra e Paz
da Universidade de Columbia, foi diretora executiva da Assembléia
de Cidadãos de Helsinki, em Praga, e pesquisadora do Instituto
para Estudos Econômicos de Helsinki. Publicou livros como
Divide and Fall? Bosnia in the Annals of Partition
(Verso: 1997,1999), A History of Doing: Women’s Movements
in India from 1800-1990 (Kali for Women and Verso: 1993).
Raji Surani, Palestina
Roberto Bissio, Social Watch, Uruguai
Rosario Ibarra, México
Sally Burch, Equador
Samir Amin, França Intelectual e economista
egípcio, diretor do Fórum do Terceiro Mundo em Dakar (Senegal)
e do Fórum Mundial das Alternativas, tem teses estudadas e
debatidas no mundo todo, no campo da teoria do desenvolvimento
econômico-histórico-sociológico-cultural e das ciências sociais.
Amin expressa crítica fundamentada opondo-se à utopia reacionária
da globalização neoliberal com a proposta de sistema mundial
policêntrico. Entre suas obras, traduzidas em várias línguas,
destacam-se O Desenvolvimento Desigual: Ensaio sobre as Formações
Sociais do Capitalismo Periférico O Intercâmbio Desigual e
a Lei do valor, Classes e Nações no Materialismo Histórico.
Samira Makhmalbaf, Teerã Mais jovem
conferencista do Fórum, a cineasta Samira Makhmalbaf
nasceu em Teerã, no Irã, no dia 15 de fevereiro
de 1980. Filha do também cineasta Moshen Makhmalbaf,
realizador de Gabbeh, Samira teve seu precoce talento reconhecido
internacionalmente com seu longa-metragem de estréia,
A Maçã, em 1998. Seu interesse para o
cinema foi despertado aos sete anos, quando fez o papel de
uma cigana em um filme dirigido por seu pai, O Ciclista,
de 1987. Depois de deixar a escola aos 15 anos, por achar
os professores incompetentes, ela começou a fazer filmes,
inspirada pelas obras do pai e por um curso de cinema feito
em uma escola particular. Samira inicialmente dirigiu dois
curtas-metragens em vídeo: um drama intitulado Desert
e um documentário intitulado Style in Painting.
Ela também foi assistente de direção
de seu pai no filme O Silêncio (1998). No mesmo
ano, dirigiu o aclamado A Maçã. O filme
apresenta a história verdadeira de um pai que mantinha
prisioneiras em casa as filhas gêmeas de 11 anos, utilizando
como atores os personagens reais, o pai e as meninas. Em 2000,
com seu segundo longa, Quadro-Negro, recebeu o prêmio
do júri de melhor filme no Festival de Cannes. Seu
mais recente projeto é 11'09''01 - Sept. 11,
um filme composto por 11 curtas-metragens feitos por 11 diretores
internacionais, cada um durando 11 minutos e 9 segundos, sobre
o atentado de 11 de setembro. O episódio dirigido por
Samira chama-se God, Construction, Destruction, sobre
refugiados afegãos no Irã.
Samuel Ruiz, México
Sebastião Salgado, Brasil Fotógrafo,
de 58 anos, é formado em Economia pela Universidade
Federal do Espírito Santo, com pós-graduação em São Paulo
e doutorado na França. Começou a trabalhar como repórter fotográfico
em 1973 durante uma viagem pela África a serviço da Organização
Internacional do Café. Desde lá dedica-se a retratar a miséria
nos países do Terceiro Mundo. Sua marca são as fotografias
em preto-e-branco que já mostraram refugiados africanos, garimpeiros,
operários da Índia, sem-terra, imigrantes e bóias-frias. Salgado
nasceu em Aimorés, Minas Gerais, e desde 1969 mora em Paris
com a mulher, Lélia, e os filhos, Rodrigo e Juliano. Costuma
chamar seu trabalho de "militância" e explica que fotografa
somente em preto-e-branco para concentrar a emoção e permitir
que a imagem seja interpretada pelo que é. Seus trabalhos
lhe renderam dezenas de prêmios internacionais.
Sergio de Carvalho, Companhia do Latão, Brasil
Sergio Cofferati, Itália
Sergio Yahni, Israel É diretor de um
centro de integração e informação israelense-palestino e tem
trabalhado na luta pelos direitos humanos e pela conscientização
mundial sobre o que ocorre no Oriente Médio. Yahni foi homenageado,
no ano passado, durante o lançamento da Agenda Mundial e Latino-americana,
na sede do Parlamento Latino, em São Paulo, representando
centenas de soldados israelenses que se recusam a guerrear
contra os palestinos. Percorre diversos países, expondo o
sofrimento do povo palestino e a luta de israelenses que,
como ele, são contra a atual política de Israel.
Sherif Hetata, Egito
Silvia Saravia, Barrios de Pié, Argentina
Susanna George, Filipinas
Tarik Ali, Paquistão O escritor Tariq
Ali já definiu o Fórum Social Mundial como uma
tentativa de "unir a geração de Seattle
e a Velha Esquerda". Ele é indiscutivelmente um
veterano da Velha Esquerda, mas sua longa militância
antiguerra, iniciada nos anos 60 contra a intervenção
americana no Vietnã, rendeu-lhe um vasto público
entre os novos rebeldes. Nasceu em 1944, em Lahore, hoje no
Paquistão e então parte da Índia britânica,
de pais comunistas, numa família de latifundiários,
políticos e militares. Envolvido no movimento estudantil
radical e na mira da ditadura do general Ayub Khan, foi enviado
para estudar em Oxford no início dos anos 60. Logo
ocupou a linha de frente dos protestos contra o envolvimento
americano no Vietnã e se tornou um dos mais jovens
membros do Tribunal Bertrand Russell contra Crimes de Guerra,
ao lado de personalidades como Jean-Paul Sartre e Isaac Deutscher.
Seus debates com o secretário de Estado americano Henry
Kissinger e com o ministro do Exterior britânico Michael
Stewart alcançaram audiência nos Estados Unidos.
Radicado em Londres, Ali é hoje romancista, dramaturgo
e roteirista de cinema, além de manter uma copiosa
produção de artigos para jornais e sites na
Internet. Participa do comitê editorial da revista esquerdista
New Left Review, que já teve o ex-presidente Fernando
Henrique Cardoso entre seus colaboradores nos anos 70.
Teivo Tevanien, NIGD Network Institute for Global
Democratization, Finlândia
Titi Soentoro, Solidaritas Perempuan, Indonésia
Thomas Coutrot, AC!, França
Victoria Tauli Corpuz, IIP, Filipinas
Vijay Patrap, Índia
Virginia Sitshedi, Anti-Privatization Forum, África
do Sul
Willy Madisha, COSATU
Yashpal Tandon, Uganda
Yanelis Martinez, Oclae, Cuba
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