Personalidades

Confira quem são as principais personalidades confirmadas para o evento:

Achin Vanaik, Índia – Jornalista, é coloborador de diversos jornais, entre eles o Times, da Índia. Especialista em assuntos nucleares, é autor de diversas publicações sobre a política de desenvolvimento atômico na Índia. Tem lutado para o desarmamento nuclear da Ásia.

Adolfo Perez Esquivel, Argentina – Prêmio Nobel da Paz argentino em 1980 pela atuação no movimento pacifista e de defesa dos direitos humanos na América Latina. Membro do Comitê Executivo da Assembléia Permanente das Nações Unidas sobre Direitos Humanos.

Adolfo Gilly, México – É historiador e escritor, autor de obras como El Cardenismo: Una Utopìa Mexicana. Nascido no ano de 1928 em Buenos Aires, Gilly tem nas revoluções da América Latina a temática de seus ensaios. Desde 1979, atua como professor da Faculdade de Ciências Políticas e Sociais da Universidade Nacional Autônoma do México (UFAM).

Ademar Bertucci, Caritas, Brasil

Aleida Guevara, Cuba – É a primeira dos cinco filhos de Ernesto Che Guevara com a companheira de guerrilha Aleida March, a segunda esposa. Nascida em 24 de dezembro de 1961 em Cuba, sagrou-se médica doutorada, com especialização em alergia, como o pai. Trabalha, atualmente, no Hospital de Havana.

Alessandra Mecozzi, FIOM, Itália – Pacifista, feminista, de 56 anos, sendo 30 dedicados à Federação e Empregados e Operários Metalúrgicos da Itália (Fiom), onde é responsável pelo escritório internacional.

Alfio Nicotra, Itália – Conselheiro da Associação Nacional para a Paz e representante nacional do Partido da Refundação Comunista

Andrej Grubacic – Membro da Rede de Movimentos socias das Balcãs

Ana Esther Ceceña, México – Professora da Universidade Autônoma do México

Anna Pizzo, Carta, Itália – jornalista italiana, trabalha na revista de esquerda Carta

Anuradha Mittal, Índia – Co-diretora do Instituto para o Controle da Alimentação e Desenvolvimento (Institute for Food and Development Policy), também conhecido como Food First (Comida Primeiro), entidade que atua no combate à fome. Além disso, coordenou a campanha Direitos Econômicos Humanos: Chegou a Hora!, que busca reduzir o aumento da pobreza e fome nos Estados Unidos.

Atila Roque, Brasil – o carioca é coordenador do Núcleo de Políticas Públicas e Globalização do Instituto Brasileiro de Análises Sociais e Econômicas (IBASE). Ele também atua no Observatório da Cidadania, fórum ligado à Associação Brasileira de Organizações Não-Governamentais.

Basile Mahan Gahe, Costa do Marfim – Escreveu o livro Mulheres nas Uniões de Comércio: Organizando o Desorganizado. É o atual presidente da Confederação Mundial do Trabalho.

Bernard Cassen, ATTAC, França – Um dos idealizadores do Fórum Social Mundial, o jornalista francês Bernard Cassen costuma dizer que prefere falar espanhol por "reflexo antiimperialista" e por amor à América Latina. Diretor do jornal francês Le Monde Diplomatique, que ajudou a fundar em 1973, Cassen, de 65 anos, presidiu a Associação pela Tributação das Transações Financeiras (Attac), movimento antiglobalização que chegou a ter o líder zapatista subcomandante Marcos entre seus simpatizantes. Professor na Universidade Paris VIII, doutor em Letras e especialista na obra da escritora inglesa Virginia Woolf, Cassen fundou em 1969 junto com outros amigos a Faculdade de Vincennes, uma vitrina experimental e ponto de encontro de inúmeros militantes de maio de 68. Filho de militantes de esquerda, ele próprio foi um ativista das barricadas de Paris, embora nunca tenha escondido a antipatia pelas inclinações esquerdistas do movimento. Em 1981 foi conselheiro ministerial de Jean-Pierre Chevènement, então ministro da Ciência e Tecnologia do governo socialista de François Mitterrand. Em 1983, foi nomeado secretário-geral da Casa da América Latina.

Beth Costa, Federação Nacional dos Jornalistas, Brasil – A carioca preside a Federação Nacional dos Jornalistas e participou da diretoria da Federação Internacional dos Jornalistas (FIJ). Formada em Letras, começou a carreira no final da década de 70. Atua na defesa pela obrigatoriedade do diploma de jornalista.

Beverly Keene, Argentina – Integrante do Jubileu Sul e coordenador do Diálogo 2000, coalizão de organizações de direitos humanos e outros grupos da Argentina.

Boaventura Souza Santos, Portugal – Nascido em Portugal, o sociólogo veio pela primeira vez ao Brasil no início da década de 70 para viver por alguns meses numa favela do Rio. Estudou as formas como a comunidade resolvia seus conflitos e se organizava. Utilizou essas informações na tese de doutorado que desenvolvia nos Estados Unidos. O trabalho de campo despertou em Boaventura um sentimento de solidariedade com os moradores da favela. Com a Revolução dos Cravos, que derrubou a ditadura salazarista em 1974 em Portugal, ele voltou para seu país e se integrou à Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, onde é professor até hoje. Desde então, tem se dedicado a uma intensa militância intelectual com inúmeros trabalhos sobre os excluídos do Brasil e do mundo.

Celita Echer, REPEM, Uruguai – Secretária Executiva da Rede de Educação Popular entre Mulheres (REPEM)

Citto Maselli, Itália – Cineasta e presidente da Federação Européia de Autores. Produziu o documentário Outro Mundo é Possível, em 2001. O filme retrata os protestos e violências cometidas pela polícia de Gênova, na Itália, durante reunião do G-8, em julho daquele ano. Em 2002, Maselli participou do Primeiro Fórum Mundial Audiovisual, atividade ocorrida dentro do 2º Fórum Social. No seminário foram debatidas alternativas a cultura imposta por Hollywood ao imaginário do cinema mundial.

Chinsung Chung, Coréia – Professora de Sociologia da Universidade Nacional de Seul, é uma das representantes fundadoras do Korean Council for the Women Drafted for Military Sexual Slavery by Japan (Conselho Coreano para mulheres recrutadas como escravas sexuais do exército japonês) e membro substituto da sub-comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas.

Demba Moussa Dembele, Senegal – escritora, economista e diretora do Fórum para Alternativas Africanas.

Dorval Brunelle, Canadá – professor da Universidade de Québec e especialista da Rede de Québec para a Integração Continental

Eduardo Fernandez, Uruguai – Secretário-geral da Coordenadoria de Centrais Sindicais do Cone Sul

Eduardo Galeano, Uruguai – Autor do livro As Veias Abertas da América Latina, é crítico feroz do processo de globalização. Nascido em Montevidéo, em 1940, tem um extensa carreira no jornalismo, iniciada aos 14 anos, e na literatura, com suas obras traduzidas em mais de 20 línguas. Foi diretor de jornais uruguaios, como Marcha e o Época. Preso pela ditadura, passou 12 anos no exílio, na Espanha. Voltou ao Uruguai em 1985, onde vive atualmente. É ganhador de vários prêmios, entre eles o Casa das Américas, Aloa dos editores dinamarqueses e o Prêmio à Liberdade da Cultura, da fundação Lannan, dos Estados Unidos.

Ely Ben-Gal, Israel – Filósofo e professor de História Judaica da Universidade de Bar-Ilan, em Israel, estará entre as seis personalidades convidadas para o seminário Diálogos pela Paz, que promete atrair a atenção do mundo durante o 3º Fórum Social Mundial. Serão três conferências - de 24 a 26 de janeiro - que colocarão frente a frente um israelense e um palestino dando seus testemunhos e propondo soluções pacíficas para o conflito no Oriente Médio. PhD em Sociologia e Estudos Políticos pela Universidade de Paris, o historiador e filósofo israelense é hoje um dos intelectuais de seu país mais reconhecidos na Europa. Tem uma forte ligação com o Brasil, onde morou na década de 60 e adquiriu fluência em português. Foi assistente pessoal do filósofo francês Jean-Paul Sartre de 1969 a 1972. Ben-Gal ainda editou a Enciclopédia Multimídia Anshei Segoula, da Universidade Ben-Gurion de Neguev, e foi diretor do Museu da Diáspora, em Tel-Aviv.

Emir Sader - Sociólogo brasileiro, professor de Sociologia da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), e membro do Conselho Latino-americano de Ciências Sociais (Clacso).

Eric Toussaint, Bélgica – Presidente do Comitê para a Anulação da Dívida do Terceiro Mundo (CADTM) e colaborador científico da Universidade de Liege, na Bélgica. Autor do livro A Bolsa ou a Vida: as Finanças contra os Povos, lançado em português no último Fórum. Membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

Eugênio Bucci, Brasil

Evo Morales, Bolívia – Evo Morales – Maior surpresa das eleições presidenciais de agosto do ano passado na Bolívia, Evo Morales, de 42 anos, quase tirou o folêgo da diplomacia americana. A ascensão política do líder dos indígenas produtores de coca enfureceu os Estados Unidos, que chegaram a ameaçar com a suspensão da ajuda econômica à Bolívia e o fechamento de seus mercados às exportações do país, caso Morales fizesse parte do novo governo. Considerado pelos EUA como "um grande inimigo da guerra contra as drogas", Morales deixou claro na campanha que, se eleito, revisaria uma polêmica lei que pune o cultivo da folha de coca - tradicional no país e não necessariamente ligado à produção de cocaína – em Chapare, região central da Bolívia. Deputado cassado em janeiro de 2002, acusado de incentivar o assassinato de três militares em um conflito com trabalhadores rurais, Morales "retribuiu" as acusações americanas, dizendo que "o dinheiro dos EUA só serve na Bolívia para alimentar a repressão e a corrupção". Durante a campanha, repetidas vezes disse que "o povo estava cansado da soberba e da prepotência da classe política dominante". Não admitiu nenhuma aproximação com partidos tradicionais, e foi a falta de alianças que acabou lhe tirando a presidência. O presidente Gonzalo Sánchez de Lozada foi reeleito.

Fernando Martinez Heredia, Centro Martin Luther King e Convergencia de los Movimientos de los Pueblos de las Americas, Cuba

Fernando Solanas, Argentina – O cineasta argentino é um dos ícones do cinema da América Latina. Após realizar uma série de curtas e documentários, se destacou com o filme Tangos – o exílio de Gardel. O longa-metragem recebeu o Prêmio Especial do júri em Veneza em 1985. Depois rodou Sur (1987), El Viaje (1992) e A Nuvem (1998).

Fifi Bernaboud, North-Sud, Algéria/Portugal

Flavio Lotti, Tavola de la Pace, Itália

Francisca Rodriguez (Pancha), Chile

Francisco Balkanyi, Uruguai – Ex-diretor-executivo da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Cuba (CIVES), entidade cujo objetivo é mobilizar empresários e profissionais liberais em favor do desenvolvimento da cidadania. A organização, segundo a própria definição, visa ao aperfeiçoamento da democracia, à defesa da justiça social e da ética.

Francisco de Oliveira, Brasil

Francisco Whitaker, Brasil – Arquiteto, secretário-executivo da Comissão Brasileira Justiça e Paz da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

François Houtart, From Mundial de Alternativas, Bélgica

Fred Azcarate, Jobs with Justice, Estados Unidos

Frei Betto, Brasil - Frei dominicano e escritor brasileiro.

Guillermo Kerber, Conselho Mundial de Igrejas (CMI), Uruguai/Suiça

Geneviève Jacques, Conselho Mundial de Igrejas (CMI), França/Suiça

Gilmar Mauro, MST/Landess Movement

Gladis Marin, PC, Chile

Grazia de Grazia, National Forum on Urban Reform, Brasil

Ignacio Ramonet, Espanha/França

István Mészaros, Inglaterra – Filósofo, é tido como um pensador radical por crer que a solução para os problemas da humanidade está no fim do capital. Apontado como profundo conhecedor da tradição marxista e de suas fontes filosóficas. É professor emérito da Universidade de Sussex (Inglaterra). Lançou no Brasil o livro Para Além do Capital, publicado pela Boitempo Editorial. Assina a autoria de textos clássicos da literatura marxista, como A Teoria da Alienação e O Poder da Ideologia.

François de Bernard, Groupe detudes et de recherche sur la mondialisation, França

Jean-François Olivier, Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Suíça

Jennifer Harbury, Estados Unidos – Advogada e ativista dos direitos humanos que examina o papel da Agência Central de Inteligência norte-americana (CIA) e do FBI em violações aos direitos humanos na América Latina, focalizando seu trabalho na Guatemala. Harbury investiga o desaparecimento e o assassinato de seu marido, Efraín Bámaca, dirigente da União Revolucionária Nacional da Guatemala (URNG), conhecido como Comandante Everardo, morto em 1992.

João Pedro Stedile, Brasil – Líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o economista gaúcho João Pedro Stédile, de 48 anos, é uma das estrelas do Fórum desde a primeira edição. Brilhou tanto em 2001, sempre como cicerone do agricultor francês José Bové – com o qual articulou a invasão de uma lavoura de soja transgênica em Não-Me-Toque –, que no ano passado foi aconselhado a ser mais discreto. O MST não desafina da maioria e está em lua-de-mel com Lula. Aceitou o pedido de paciência do presidente e aplaudiu a indicação de Miguel Rossetto para o Ministério do Desenvolvimento Agrário. Socialista, Stédile entende que a reforma agrária deve ser feita para que se amplie a produção cooperativada de alimentos para o mercado interno.

João Felício, CUT, Brasil

Jose Luiz del Roio, Punto Rosso, Itália

José Genoíno, PT, Brasil

Katarina Sehm Patomaki, NIGD

Ken Coates, Inglaterra – Ex-mineiro e professor especial no Departamento da Educação para Adulto da Universidade de Nottingham, é presidente da Fundação de Paz Bertrand Russell e editor do The Spokesman. De 1989 a 1999 foi membro do Parlamento Europeu, atuando durante cinco anos como presidente da subcomissão dos direitos humanos. Coates escreveu numerosos livros sobre assuntos relacionados com pobreza, filosofia política, socialismo democrático e humano.

Kiva Maidanick, Rússia

Kjeld Jakobsen, Hemispheric Social Alliance, Brasil

Laura Ruiz, Just Act, Estados Unidos

Leonardo Boff, Brasil – Com mais de 60 livros publicados, Leonardo Boff é considerado um dos mais importantes teólogos mundiais. Boff é considerado um dos “pais” da Teologia da Libertação, movimento que sacudiu a Igreja de Roma e determinou, a partir de 1993, seu afastamento das funções religiosas. O ex-padre franciscano, doutor honoris causa em Política pela Universidade de Turim e em Teologia pela Universidade de Lund, na Suíça, é professor de Ética, Filosofia da Religião e Ecologia da Universidade do Rio de Janeiro. Tem uma forte ligação com os grupos de libertação e de defesa dos Direitos Humanos. É, também, um militante engajado do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra no Brasil. Em 2001, recebeu o prêmio Right Livelihood, considerado como um Nobel Alternativo da Paz, por seu trabalho junto aos excluídos. Em 1992 ganhou o Prêmio Nacional de Direitos Humanos.

Leyla Daklhi, ARGH!

Lidy Nacpil, Filipinas

Lilian Celiberti, Articulación Feminista Marcosur, Uruguai

Lorette Picciano, Rural Coalition, México

Lori Wallach, Public Citizen, Estados Unidos

Louise Beaudoin, Ministro das Relações Exteriores/ Quebec, Canadá

Luciana Castellina, ARCI

Luciano Muhlbauer, Sin Cobas, Itália

Luís Fernando, ATTAC, Brasil

Magdalena Leon, REMTE, Equador

Maite Martinez, Red Mujer y Habitat, Espanha

Marc Le Glatin, Teatre de Chelles, França

Marcela Escribano, Alternatives, Canadá

Maria Betania Ávila SOS Corpo, Brasil

Marina Silva, Brasil – Ministra do Meio Ambiente do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Professora de história, foi eleita a senadora em 1994, a mais jovem da história da República. Nascida em Seringal Bagaço, a 70 quilômetros de Rio Branco. Forte aliada de Chico Mendes na luta pela preservação do meio ambiente, com quem fundou a CUT no Acre. Nas eleições municipais de 88, Marina foi a vereadora mais votada em Rio Branco e conquistou a única vaga da esquerda na Câmara. Em 1990 candidatou-se a deputada estadual e obteve novamente a maior votação.

Mark Weisbrot

Martin Khor, TWN, Malásia

Maude Barlow, Canadá – Presidente do Conselho de Cidadãos Canadenses e integrante do Projeto Planeta Azul, a pesquisadora canadense Maude Barlow estuda os impactos da globalização. Uma das suas últimas publicações aborda a questão da implantação da Alca e a ameaça aos programas sócio-ambientais e à justiça social nas Américas. Participou do Fórum em 2002. Além de seu trabalho na área da globalização, a pesquisadora luta pela preservação dos bens naturais. O Conselho de Cidadãos Canadenses, que reúne mais de 100 mil pessoas, é o maior grupo de defesa pública do Canadá.

Michel Albert, Znet, Estados Unidos

Michael Lowy, França – Sociólogo, pesquisador do Conselho Nacional de Pesquisa Científica (CNRS), membro do Spaces Marx

Michel Merlet, IRAM France en Reseau, França –

Michel Warchawsky, AIC, Israel

Muthoni Muriu, Oxfam International, Senegal

Muto Ichiyo, PARC/AMPO, Japão

Nancy Fraser, Estados Unidos

Niceta Lucero, WCL - CMT Regional Asia, Filipinas

Nilab Mobarez, Afeganistão - Médica afegã, deixou Cabul em 1989 para se exilar em Paris. Era professora cirurgiã da Universidade de Cabul. Participa do serviço de emergência cirúrgica do Centro Hospitalar de Pontoise.

Njoki N. Njehl, 50 Yars is Enough, Estados Unidos/Quênia

Noam Chomsky, Estados Unidos – Um dos maiores arautos da antiglobalização, o lingüista americano Avram Noam Chomsky, de 73 anos, já participou do Fórum Econômico Mundial, em Davos. Nascido em Filadélfia, Estado da Pensilvânia, nordeste dos EUA, Chomsky tornou-se conhecido ao se manifestar contra a Guerra do Vietnã (1965-1975). Revolucionou a lingüística com a tese de que a linguagem é uma estrutura embutida no sistema nervoso central dos seres humanos. Analista das relações entre nações e grupos econômicos, Chomsky acredita que os Estados Unidos e a Grã-Bretanha vão fazer o que estiver a seu alcance para voltar a controlar as reservas de petróleo do Iraque, segundo maior produtor mundial depois da Arábia Saudita.

Norman Solomon, Estados Unidos – É jornalista sindical de São Francisco. Escreve sobre a mídia e política. Já escreveu artigos para Washington Post, Newsday, The New York Times, Boston Globe, Miami Herald, Los Angeles Times, USA Today e Baltimore Sun. Solomon é diretor-executivo Institute for Public Accuracy.

Núria Molina, UBUNTU, Espanha

Patrick Viveret, Transversall

Paul Hofman

Paul Nicholson, Via Campesina, Espanha

Paulo Vieira, Portugal – Nascido na pequena Mealhada, uma vila distante 20 quilômetros de Coimbra com cerca de 4 mil habitantes, o geógrafo e jornalista Paulo Jorge Vieira, de 29 anos, é um dos dirigentes da ONG portuguesa Não Te Prives. O Grupo de Defesa dos Direitos Sexuais, que combate a discriminação contra mulheres e homossexuais foi criado em 14 de fevereiro do ano passado. Pela expectativa gerada entre a comunidade gay que circulará no Fórum, o ativista português pelos direitos dos homossexuais poderá se transformar numa das revelações do evento e inserir no vocabulário da esquerda mundial a sigla LGBT, que significa Movimento de Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transgêneros.

Percy Schmeiser, Canadá – Fazendeiro de canola, de Saskatchewan. Participa de uma disputa judicial com a Monsanto. É processado pela empresa por ter infringido a lei de patentes quando o pólen de uma planta geneticamente modificada teria contaminado a suas plantações. A Monsanto alega que ele teria roubado a sua semente.

Peter Wahl, Weed, Alemanha

Pierre Sané, França – O senegalês Pierre Sané é diretor-geral Adjunto da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) em Paris para as Ciências Sociais, Humanas, e Direitos Humanos. Tem participado de missões nos territórios ocupados pela Palestina. Liderou as delegações da UNESCO na terceira Conferência Mundial contra o Racismo em Durban, na África do Sul, em setembro de 2001, e também no Fórum de Desenvolvimento Mundial, em Porto Alegre, em fevereiro de 2002. Também é ex-secretário geral da Anistia Internacional.

Peter Rosset, México

Phumi Mtetwa, Dialogue South South, África do Sul

Piero Bernocchi, COBAS, Itália

Pierre Boudeaut, Alternatives, Canadá

Radha Kumar, Índia – Pesquisadora, diretora do projeto Etnia, Segregação e Reconstrução pós-conflito no Conselho de Relações Internacionais de Nova York. Anteriormente, trabalhou na Fundação Rockefeller, no Instituto Guerra e Paz da Universidade de Columbia, foi diretora executiva da Assembléia de Cidadãos de Helsinki, em Praga, e pesquisadora do Instituto para Estudos Econômicos de Helsinki. Publicou livros como Divide and Fall? Bosnia in the Annals of Partition (Verso: 1997,1999), A History of Doing: Women’s Movements in India from 1800-1990 (Kali for Women and Verso: 1993).

Raji Surani, Palestina

Roberto Bissio, Social Watch, Uruguai

Rosario Ibarra, México

Sally Burch, Equador

Samir Amin, França – Intelectual e economista egípcio, diretor do Fórum do Terceiro Mundo em Dakar (Senegal) e do Fórum Mundial das Alternativas, tem teses estudadas e debatidas no mundo todo, no campo da teoria do desenvolvimento econômico-histórico-sociológico-cultural e das ciências sociais. Amin expressa crítica fundamentada opondo-se à utopia reacionária da globalização neoliberal com a proposta de sistema mundial policêntrico. Entre suas obras, traduzidas em várias línguas, destacam-se O Desenvolvimento Desigual: Ensaio sobre as Formações Sociais do Capitalismo Periférico O Intercâmbio Desigual e a Lei do valor, Classes e Nações no Materialismo Histórico.

Samira Makhmalbaf, Teerã – Mais jovem conferencista do Fórum, a cineasta Samira Makhmalbaf nasceu em Teerã, no Irã, no dia 15 de fevereiro de 1980. Filha do também cineasta Moshen Makhmalbaf, realizador de Gabbeh, Samira teve seu precoce talento reconhecido internacionalmente com seu longa-metragem de estréia, A Maçã, em 1998. Seu interesse para o cinema foi despertado aos sete anos, quando fez o papel de uma cigana em um filme dirigido por seu pai, O Ciclista, de 1987. Depois de deixar a escola aos 15 anos, por achar os professores incompetentes, ela começou a fazer filmes, inspirada pelas obras do pai e por um curso de cinema feito em uma escola particular. Samira inicialmente dirigiu dois curtas-metragens em vídeo: um drama intitulado Desert e um documentário intitulado Style in Painting. Ela também foi assistente de direção de seu pai no filme O Silêncio (1998). No mesmo ano, dirigiu o aclamado A Maçã. O filme apresenta a história verdadeira de um pai que mantinha prisioneiras em casa as filhas gêmeas de 11 anos, utilizando como atores os personagens reais, o pai e as meninas. Em 2000, com seu segundo longa, Quadro-Negro, recebeu o prêmio do júri de melhor filme no Festival de Cannes. Seu mais recente projeto é 11'09''01 - Sept. 11, um filme composto por 11 curtas-metragens feitos por 11 diretores internacionais, cada um durando 11 minutos e 9 segundos, sobre o atentado de 11 de setembro. O episódio dirigido por Samira chama-se God, Construction, Destruction, sobre refugiados afegãos no Irã.

Samuel Ruiz, México

Sebastião Salgado, Brasil – Fotógrafo, de 58 anos, é formado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo, com pós-graduação em São Paulo e doutorado na França. Começou a trabalhar como repórter fotográfico em 1973 durante uma viagem pela África a serviço da Organização Internacional do Café. Desde lá dedica-se a retratar a miséria nos países do Terceiro Mundo. Sua marca são as fotografias em preto-e-branco que já mostraram refugiados africanos, garimpeiros, operários da Índia, sem-terra, imigrantes e bóias-frias. Salgado nasceu em Aimorés, Minas Gerais, e desde 1969 mora em Paris com a mulher, Lélia, e os filhos, Rodrigo e Juliano. Costuma chamar seu trabalho de "militância" e explica que fotografa somente em preto-e-branco para concentrar a emoção e permitir que a imagem seja interpretada pelo que é. Seus trabalhos lhe renderam dezenas de prêmios internacionais.


Sergio de Carvalho, Companhia do Latão, Brasil

Sergio Cofferati, Itália

Sergio Yahni, Israel – É diretor de um centro de integração e informação israelense-palestino e tem trabalhado na luta pelos direitos humanos e pela conscientização mundial sobre o que ocorre no Oriente Médio. Yahni foi homenageado, no ano passado, durante o lançamento da Agenda Mundial e Latino-americana, na sede do Parlamento Latino, em São Paulo, representando centenas de soldados israelenses que se recusam a guerrear contra os palestinos. Percorre diversos países, expondo o sofrimento do povo palestino e a luta de israelenses que, como ele, são contra a atual política de Israel.

Sherif Hetata, Egito

Silvia Saravia, Barrios de Pié, Argentina

Susanna George, Filipinas

Tarik Ali, Paquistão – O escritor Tariq Ali já definiu o Fórum Social Mundial como uma tentativa de "unir a geração de Seattle e a Velha Esquerda". Ele é indiscutivelmente um veterano da Velha Esquerda, mas sua longa militância antiguerra, iniciada nos anos 60 contra a intervenção americana no Vietnã, rendeu-lhe um vasto público entre os novos rebeldes. Nasceu em 1944, em Lahore, hoje no Paquistão e então parte da Índia britânica, de pais comunistas, numa família de latifundiários, políticos e militares. Envolvido no movimento estudantil radical e na mira da ditadura do general Ayub Khan, foi enviado para estudar em Oxford no início dos anos 60. Logo ocupou a linha de frente dos protestos contra o envolvimento americano no Vietnã e se tornou um dos mais jovens membros do Tribunal Bertrand Russell contra Crimes de Guerra, ao lado de personalidades como Jean-Paul Sartre e Isaac Deutscher. Seus debates com o secretário de Estado americano Henry Kissinger e com o ministro do Exterior britânico Michael Stewart alcançaram audiência nos Estados Unidos. Radicado em Londres, Ali é hoje romancista, dramaturgo e roteirista de cinema, além de manter uma copiosa produção de artigos para jornais e sites na Internet. Participa do comitê editorial da revista esquerdista New Left Review, que já teve o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso entre seus colaboradores nos anos 70.


Teivo Tevanien, NIGD – Network Institute for Global Democratization, Finlândia

Titi Soentoro, Solidaritas Perempuan, Indonésia

Thomas Coutrot, AC!, França

Victoria Tauli Corpuz, IIP, Filipinas

Vijay Patrap, Índia

Virginia Sitshedi, Anti-Privatization Forum, África do Sul

Willy Madisha, COSATU

Yashpal Tandon, Uganda

Yanelis Martinez, Oclae, Cuba