eleições 2008

 

 
21 de maio de 2022
 

| 09/06/2008 | 03h20min

Eleições 2008: gravações alteram planos em Porto Alegre

Onyx adiou a convenção que o lançaria candidato na terça-feira

Vivian Eichler | vivian.eichler@zerohora.com.br

A operação armada pelo vice-governador Paulo Feijó e que flagrou o então chefe da Casa Civil, Cézar Busatto, afirmando que historicamente o PP e o PMDB têm estatais como fonte de financiamento respingou nos planos dos candidatos à prefeitura de Porto Alegre.

O primeiro a sentir que os efeitos da crise no Palácio Piratini prejudicaria a campanha foi o deputado federal Onyx Lorenzoni, do DEM, mesmo partido do vice-governador. Padrinho de Feijó na sigla, Onyx adiou a convenção que o lançaria candidato na terça-feira, com a presença de grande parte da cúpula nacional do partido. A data foi postergada para o dia 26.

– A avaliação é de que, se a candidatura fosse lançada em meio a esse turbilhão, seria consumida por explicações sobre a ação de Feijó – disse um aliado.

O DEM enfrenta um segundo agravante. No centro da polêmica envolvendo as gravações, o PP (que ontem reafirmou sua participação no governo Yeda após a saída de Busatto) indicará o vice de Onyx.

– Faremos todo o esforço possível para mostrar que essa briga entre Feijó e Yeda é suprapartidária, é pessoal – declara o presidente estadual do PP, Jerônimo Goergen.

O episódio também se reflete na candidatura à reeleição do prefeito José Fogaça (PMDB). Como secretário municipal de Governança e Articulação Política, Busatto foi o principal articulador político de Fogaça durante mais de três anos. Mesmo distanciado pela funções na Casa Civil, Busatto investiu tempo para tentar impedir que o PPS se coligasse com a deputada Manuela D'Ávila.

Fogaça deve confirmar candidatura na quinta-feira Fogaça teria ficado abatido com a crise envolvendo seu amigo pessoal, o que contribui para retardar ainda mais o anúncio de sua candidatura _ que inicialmente estava prevista para ocorrer na sexta-feira. Ontem à noite, em reunião com líderes do PDT, na casa do vice-presidente municipal do PMDB, Ernesto Teixeira, ficou decidido que, após conversas com o PTB durante a semana, a candidatura de Fogaça deve ser admitida por ele na quinta-feira à tarde.

No encontro do PMDB e do PDT, ontem à noite, discutiu-se se também se uma possível aliança com o PSDB da governadora Yeda Crusius iria causar algum transtorno à imagem do prefeito. A decisão foi a de que a aliança seria bem-vinda.

A deputada Manuela D'Ávila, que se coligará com o PPS de Busatto, faz questão de ressaltar as diferenças de posição entre o ex-secretário e a ala que a apóia. Na pré-convenção do PPS, há uma semana, a tese de candidatura própria defendida por Busatto foi derrotada por 50 votos a seis. Antes, Busatto chegou a defender que, mesmo com a coligação com Manuela, filiados do PPS pudessem dividir palanque com Fogaça.

– Há um distanciamento de Busatto com o PPS. Ele tem um posicionamento distinto do meu e da maioria do PPS, que me apóia. Ele fez campanha interna e externa para Fogaça. Além do mais, a pessoa que será meu vice (Berfran Rosado) não aceitou entrar no governo Yeda Crusius por coerência _ diz a deputada, referindo-se ao fato de Berfran ter desistido de assumir a Secretaria de Planejamento pouco antes da posse de Yeda.

 

 

Arivaldo Chaves / 

Prefeito José Fogaça se reuniu na noite de domingo com representantes do PMDB e PDT

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