eleições 2008

 

 
3 de dezembro de 2021
 

Municípios do RS | 04/06/2008 | 20h23min

Ex-prefeito Casarotto e vereador Ballardin lideram chapas para eleição em São Marcos

Adversários históricos, PP e PMDB se enfrentarão na cidade mais uma vez neste ano

Roberto Carlos Dias

A disputa pelo comando de São Marcos a partir de 2009 colocará PP e PMDB na linha de frente nas eleições deste ano. As nominatas à majoritária já estão definidas, restando apenas a homologação dos nomes nas convenções partidárias. O ex-prefeito Adair Casarotto será o nome do PP para tentar manter o partido à frente da prefeitura que administra há 12 anos. O candidato a vice-prefeito na chapa de situação será o vereador Robson Castilhos, também do PP. Os progressistas vão coligar com o PTB somente na eleição à Câmara de Vereadores.

Do lado da oposição, o vereador Evandro Ballardin (PMDB) terá a missão de liderar a aliança de todas as legendas adversárias ao governo do prefeito Demétrio Lazzaretti (PP) e tentar interromper um ciclo de três mandatos consecutivos do PP.

Para compor a chapa, Ballardin terá como vice uma mulher: Rosa Nicoletti Fontana (PSDB). Os peemedebistas e tucanos contarão ainda com o PDT e o PT.

— A nossa chapa está definida. Só falta a homologação dos nomes de Casarotto e Robson Castilhos. Agora, só falta marcarmos a data da convenção — sentencia o presidente do PP, vereador Eri Zanella.

O dirigente dos peemedebistas, Serafim Quisini, também não acredita em alteração no quadro eleitoral.

— Só falta o PT resolver essa questão de aliança, mas se não for possível coligar estará nos apoiando. O povo está pedindo essa mudança, e o Evandro se colocou à disposição e mostrou competência como vereador para assumir esse papel juntamente com Rosa Fontana — ressalta Quisini, destacando que ainda não tem data definida para a convenção.

Apesar da sintonia do PT com o bloco de oposição, a participação do partido em uma coligação que tenha o PSDB depende da aprovação das instâncias superiores da sigla. Os petistas já ingressaram com recurso administrativo no PT estadual, mas o pedido ainda não foi votado. Para acelerar o processo, o PT de São Marcos recorreu à Executiva nacional, que igualmente ainda não emitiu parecer sobre essa possibilidade. Do lado do PSDB, a composição com petistas é bem vista.

— Estamos fechados com o grupo de oposição, mas acredito que a decisão do partido sobre coligar ou não em bloco onde esteja o PSDB só deve sair depois do dia 23 deste mês — acrescenta o líder dos petistas, Enio Ferraresi.

O presidente do PDT, Edejaime Cioatto, acrescenta que para compor com todos os partidos de oposição, os pedetistas abriram mão do posto de vice-prefeito para permitir o ingresso do PSDB no grupo.

— A idéia é buscar a união de forças para fazer frente à atual administração. Nessa composição, acertamos ainda que teremos 18 candidatos a vereador entre todos os partidos.

PP

Nos bastidores do PP de São Marcos, especula-se que o fato de o prefeito Demétrio Lazzaretti não concorrer à reeleição, abrindo mão da candidatura para o ex-prefeito Adair Casarotto, teria provocado descontentamento em setores do partido.

Um dos indícios do possível racha na legenda é o fato de os quatro vereadores progressistas, considerados potenciais puxadores de voto, já terem decidido não concorrer neste ano. O argumento usado é semelhante ao de Lazzaretti. Todos justificam que vão dar um tempo na política para cuidar dos negócios ou da carreira profissional.

Hoje, o PP está representado na Câmara de Vereadores com os seguintes parlamentares: Neusa Soldatelli Rizzon, Volmir Rech, Eri Zanella e Robson Castilhos. Esse último foi substituído na atual legislatura pelo empresário Mauro Fassina, que foi vereador por cinco mandatos intercalados. Castilhos irá compor chapa com Casarotto e o seu suplente também não deve concorrer.

— Os motivos são todos de ordem pessoal, não existe essa possibilidade de racha interno. A Neusa é diretora de escola, eu tenho meu trabalho na Emater (Instituto de Assistência Técnica e Extensão Rural), o Volmir está abrindo uma empresa e o Fassina também está envolvido com sua empresa. Isso até é bom para a renovação do partido na Câmara. Não existe essa tese de descontentamento no PP — atesta Zanella.

Cauteloso, Lazaretti também descarta que os motivos seriam descontentamento:

— Tem alguns que não admitem eu não ir à reeleição, mas a decisão de não concorrer à Câmara não é por esse motivo. É por questões pessoais mesmo. Quero cuidar mais da vida pessoal e me dedicar à família.

 

PIONEIRO

 

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