eleições 2008

 

 
19 de janeiro de 2022
 

Eleições 2008 | 03/06/2008 | 12h08min

Conheça algumas coligações esdrúxulas no RS

Levantamento foi feito na região Nordeste do Rio Grande do Sul

Vania Espeiorin | vania.espeiorin@jornalpioneiro.com.br

Alianças que estão se alinhavando na região e que chamam atenção por envolverem partidos com ideologias distintas ou que em âmbito estadual ou nacional são tradicionais adversários:

1. Antônio Prado (PT com PP, PT com PMDB ou ainda PT com PSDB)
Uma aliança entre PP, PTB e PT em torno do virtual candidato à prefeito Clóvis Zulian (PP) chegou a ser cogitada no final de 2007. Hoje, no entanto, a chance de o PT unir-se ao PP tornou-se remota na medida em que os progressistas pretendem lançar Clóvis Zulian à prefeitura e o PT apresenta resistências ao nome do ex-prefeito. Por outro lado, o PT também está mantendo conversas com PMDB, que hoje se encontra no poder com o prefeito Marcos Scopel. Segundo o presidente municipal do PT, Volmir Forlin, há ainda a alternativa de uma terceira via, composta por PT, PTB, PDT e PSDB

2. Bom Jesus (PP com PT)
A aproximação do PT com o PP é bem provável em Bom Jesus. O PDT também poderá se juntar a essa dupla. A intenção dos progressistas é lançar um candidato em oposição ao atual prefeito José Paulo de Almeida (PMDB), que deverá ir à reeleição. O ex-prefeito Geraldo Spinelli Grazziotin (PP) é cogitado. De acordo com o presidente municipal do PP, Paulo Cesar Kramer Macedo, a aproximação está quase selada como PT. A presidente municipal do PT, Selma da Motta Pereira, informa que a legenda já apresentou as diretrizes do partido para o PP avaliar

3. Cambará do Sul (PMDB com PT)
A oposição tenta amarrar um grupo incluindo PMDB, PT e PDT para concorrer contra a atual administração, que é liderada pelo prefeito Aurelio Alves de Lima (PP). Um dos nomes de destaque no meio oposicionista é do ex-prefeito Luiz Carlos Alves Fogaça (PMDB). Na presidência do PT de Cambará, Francisco Ferreira diz que ainda não há definição oficial em termos de aliança. Segundo ele, os partidos estão procurando o PT para conversar.

4. Carlos Barbosa (PMDB com PT)
A oposição praticamente já sacramentou uma aliança entre PMDB, PDT, PT, PSB e PC do B contra a atual administração, que tem hoje no comando Irani Chies (PP), pré-candidato à reeleição. De acordo com o presidente local do PMDB, José Reni Andrioli, só falta a ofi cialização por meio das convenções. Na sua opinião, o fato de no Estado e em Caxias, por exemplo, PT e PMDB serem fortes adversários não interferirá na coligação barbosense

5. Caxias do Sul (PT com PP)
O PT está tentando se coligar com o PP em Caxias. As conversas entre os dirigentes estão ocorrendo em meio a interjeições de surpresa dos fi liados de ambas as legendas. Conforme o presidente do PP caxiense, Ricardo Golin, a aliança com o PT já conta com a aprovação da Executiva progressista e só depende agora do aval do diretório do PP. Para Golin, o fato de as siglas terem ideologias diferentes pode trazer benefícios. — A sensação que tenho é que será fantástica essa coligação. Um partido aprenderá com o outro, porque ninguém sabe tudo — avalia o progressista. Na liderança do PT municipal, Ansélio Brustolin ressalta que a aproximação do PT com o PP está amparada em orientação do diretório nacional, que é de poder se coligar com siglas aliadas ao governo Lula. O petista explica que tudo gira em torno de uma proposta pontual de administração e que a militância petista é favorável à união PP-PT

6. Farroupilha (PT e DEM)
Os petistas estão tentando uma aliança de oposição que envolve ainda PDT, PSB, PCdoB, PTB e DEM. O nome que surge para representar esse grupo numa chapa majoritária é do ex-prefeito Paulo Dalsochio (PDT). A idéia é tirar o governo municipal do controle do PMDB, que concorrerá com o peemedebista Ademir Baretta. Para o presidente do PT farroupilhense, Roger Centa, não haverá problemas ou impeditivos de parte das direções petistas estadual e nacional.
— A diretriz do PT é não coligar com o DEM, mas, para toda regra, há exceção. E essa exceção deve ser analisada — afi rma Centa. Representante municipal do DEM, Jerônimo Portolan não vê empecilhos para a aliança com petistas: — Aqui em Farroupilha o PT não tem restrições a nós, pois o objetivo é viabilizar melhorias para a cidade. Se for discutir ideologias, aí a briga é longa, mas, para o bem de Farroupilha, isso passa longe

7. Garibaldi (PP e PT)
Petistas e progressistas estão de namoro em torno da formatação de uma chapa oposicionista. Ainda não há candidato defi nido. Também em Garibaldi, a idéia da oposição é tirar o domínio do município das mãos do PMDB. Conforme o presidente municipal do PT, Fábio Casagrande, o martelo não foi batido em relação a uma aproximação com o PP, porém, há boas chances. — A tendência é boa, pois não temos preconceitos com partido algum. Na Câmara já estamos coligados com o PTB e o PP vota junto com a gente em oposição ao atual governo,

8. Gramado (PT e PMDB)
Para tirar a liderança municipal dos progressistas, a base de oposição articulou uma aliança entre PDT, PT, PMDB, PSB e PRB. Líder do PT gramadense, Alexandre Dallarosa explica que essa aliança está fechada e só falta ser oficializada pelas convenções. O nome para disputar a prefeitura representando o grupo é o do advogado João Alfredo Bertoluci (PDT), já o do candidato a vice está para ser definido. Quanto à atitude de PT e PMDB estarem no mesmo barco, Dallarosa não enxerga obstáculos, assim como o líder municipal peemedebista, Deoclécio Araújo Moreira

9. Nova Prata (PT e PP)
No município há cogitações de a oposição se unir, envolvendo PP, PTB, PT e PV. Essa frente também busca a adesão do PMDB. O líder do PT pratense, André Hamerski, explica que esse grupo de oposição já vem se reunindo e só falta ratifi cara aliança nas convenções. Na sua avaliação, aproximidade com o PP pode causar estranheza, mas é uma alternativa em prol da cidade. Líder municipal do PP, Mario Minozzo diz que a união entre as quatro siglas está formada e ele vê a junção de PP e PT como uma realidade do momento. — São opostos que se aproximam — define. O PMDB recebeu convite dos dois lados e a tendência é de lançar o vice numa dobradinha com o atual prefeito, Vitor Pletsch (PSB)

10. Nova Petrópolis (PT e PSDB)
Os tucanos hoje governam a cidade com o prefeito Luiz Irineu Schenkel. Em 2004, ele recebeu apoio do PMDB, PTB, PT e do antigo PL (hoje PR). Neste ano, o PSDB pretende buscar a reeleição, mas há dúvidas se conseguirá manter o mesmo grupo de apoio. Em relação ao PT especifi camente, os tucanos torcem para que prossiga na base do governo. No entanto, em função de determinação nacional da legenda, essa possibilidade balança. — Do ponto de vista ideológico e macro, fi ca esquisito PT e PSDB juntos, mas em municípios pequenos, ideologia é o que menos conta — informa o secretário municipal do PSDB, Walter Seibt. No eixo petista, porém, não há nada sacramentado, garante o presidente local da sigla, Daniel Loesch

11. São Marcos (PT, PSDB e PMDB)
A oposição, liderada por PMDB, PDT, PT e PSDB tentará uma união para tentar tirar o PP da prefeitura. Um dos nomes cotados para ser candidato a prefeito pela ala oposicionista é o do peemedebista Evandro Ballardin. Na presidência do PT sãomarquense, Enio Ferraresi diz que as tratativas entre as siglas estão avançadas. No entanto, ele ressalta que talvez a sigla terá de entrar com recurso nas instâncias estadual e nacional para tentar coligar com os tucanos. Num sentido geral, Ferraresi não vê entraves em aliar-se com o PSDB. Na mesma linha segue a opinião da presidente municipal do PSDB, Rosa Mari Nicoletti Fontana. A tucana avalia que nos âmbitos nacional e estadual pode parecer estranho uma aliança entre PT e PSDB, mas, na esfera municipal, a sensação é diferente

12. Vacaria (PMDB e PT)
A tendência é a situação repetir a coligação que venceu o pleito municipal de 2004 e envolveu PMDB, PT, PTB, PSB e PC do B. Tudo indica que o atual prefeito José Aquiles Susin (PMDB) vai à reeleição apoiado pelo grupo e contra o ex-prefeito Ângelo Pegoraro (PP). Sobre a união com o PT, que no Estado é tradicional adversário dos peemedebistas, o líder municipal do PMDB, Dante Paganella, destaca que a realidade em Vacaria é distinta.

— O nosso adversário no Estado é o PT, mas, nos municípios, não é o PT e sim o PP. Por isso nossa aliança com o PT, em Vacaria, não interfere, pelo contrário — considera o líder peemedebista

13. Veranópolis (PMDB e PT)
O atual prefeito Waldemar De Carli (PMDB) deverá disputar a reeleição, repetindo a base que o apoiou em 2004, com PMDB, PT, PSB e PC do B. Conforme o presidente municipal do PMDB, Jonas Antônio Soares, no início a aproximação com o PT causou estranheza na militância, mas hoje o relacionamento com petistas está muito bom. De parte do PT, o desejo também é de permanência na coligação, garante o líder local do partido, Olívio Barcelos de Menezes

 

Pioneiro

 

Zambi  / 

As ideologias distintas e os conflitos no Estado não influenciam a aproximação nos municípios

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