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eleições 2008

 

 
4 de dezembro de 2021
 

Eleições 2008 | 07/07/2008 | 04h30min

Mais da metade dos prefeitos no Estado concorrerá à reeleição

Dos 496 administradores, pelo menos 272 devem disputar o pleito

O anseio de perdurar no mandato seduziu a maioria dos prefeitos gaúchos. Levantamento da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs) e de Zero Hora aponta que pelo menos 272 prefeitos, o equivalente a 54,8% dos chefes de Executivo dos 496 municípios gaúchos, correm atrás do segundo mandato consecutivo nas eleições de outubro.

Em 2004, lista da Confederação Nacional de Municípios (CNM) apontava que 249 prefeitos tentariam o segundo mandato nas eleições municipais de outubro.

Em 2004, 155 prefeitos foram eleitos para mais quatro anos à frente do Executivo. Uma parcela - 19 gestores - deixou o cargo por morte, problemas de saúde, pendências com a Justiça Eleitoral e para concorrer em outros municípios.

É o caso do advogado Gilmar Mühl. Prefeito reeleito de Tio Hugo, município emancipado há sete anos de Victor Graeff, no Alto Jacuí, renunciou ao cargo em abril de olho na disputa pela prefeitura de Não-me-Toque.

- Sou natural de Não-me-Toque, morava na cidade e acabei me elegendo o primeiro prefeito de Tio Hugo, pelo vínculo com a cidade. Tenho a convicção de que ter sido prefeito e renunciado ao mandato é um ponto positivo para a minha candidatura em Não-me-Toque.

Para o presidente da Famurs, Elir Girardi (PTB), a reeleição é fundamental para a complementação de projetos.

- Quatro anos de mandato é um bom tempo. Mas para a execução de qualquer projeto, quatro anos é um tempo curto para iniciar e concluir. Dependendo da administração, do conhecimento que se tem da área pública, leva-se dois anos até o prefeito se inteirar do processo. O julgamento do prefeito na sua reeleição é o trabalho que ele fez no segundo mandato - declarou Girardi, que está final do segundo mandato.

O prefeito de Pelotas, Adolfo Fetter Júnior (PP), protagoniza uma situação singular: concorre ao segundo mandato, sem ter sido eleito prefeito para o primeiro. Em 2004, Fetter era o vice de Bernardo de Souza (PPS), que pouco mais de um ano após eleito renunciou por problemas de saúde.

- É um momento novo, uma situação completamente diferente. Afinal, estarei me reelegendo ou sendo eleito? - diverte-se.

A escolha do vereador José Sizenando (PPS) para compor a chapa aparece como um ingrediente a mais da condição curiosa. Por ter sido presidente da Câmara durante um ano com Fetter Júnior já governando, Sizenando desempenhou várias vezes o papel de vice-prefeito e também assumiu a cadeira de prefeito na ausência de Fetter.

- Sizenando também já foi vice sem ter sido eleito para tanto - comenta.

Mesmo que reeleito, o atual prefeito de Sapiranga, Nelson Spolaor (PT), não ficará oito anos na prefeitura do município do Vale do Sinos. Na eleição de 2004, ele ficou em segundo lugar, com 15.583 votos - 6.604 votos a menos que o principal adversário, Joaquim Portal dos Santos (PP). Assumiu a prefeitura de Sapiranga dois anos depois das eleições, em outubro de 2006, após uma longa batalha judicial iniciada pelo Ministério Público, e a conseqüente confirmação, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), da cassação de Portal e de seu vice, Fernando Ferreira da Cunha, também do PP.

Os números

- Dos 496 prefeitos gaúchos, 360 estão aptos a concorrer ao segundo mandato
- Pelo menos 272 prefeitos devem disputar a reeleição
- Pelo menos 88 chefes de Executivo não são candidatos
- Dos 155 prefeitos que se reelegeram em 2004, 19 deixaram o governo durante o mandato.
- Um total de 136 prefeitos estão em segundo mandato

 

 

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