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9 de junho de 2026
 

Florianópolis | 13/07/2008 | 12h57min

Candidatos a prefeito de Florianópolis vão gastar R$ 12,7 milhões

Valor é mais que o dobro do limite gasto nas últimas eleições municipais

Renê Müller | rene.muller@diario.com.br

Os candidatos a prefeito de Florianópolis prevêem gastar R$ 12,7 milhões durante a campanha eleitoral. O valor é referente à soma das estimativas encaminhadas no registro de candidatura à Justiça Eleitoral, e que são obrigatórias pela legislação. E é mais do que o dobro do limite de gastos total da última eleição na Capital, que ficou em R$ 6,1 milhões. No pleito passado, a possibilidade de gastos era muito mais ampla, pois a lei eleitoral ainda permitia showmícios, outdoors e distribuição de brindes.


O candidato que mais deve gastar é o da coligação DEM/PSDB/PPS, Cesar Souza Júnior, que prevê limite de R$ 5 milhões. Através da assessoria, a coligação destacou que o valor deve ser considerado como um limite máximo de gastos, e a estimativa é que os custos da campanha sejam reduzidos.


Já a campanha de Esperidião Amin (PP) apresentou como limite a metade do valor, R$ 2,5 milhões. Em seguida, vem a campanha da vereadora Angela Albino (PC do B), com R$ 2 milhões. O prefeito Dário Berger (PMDB) e o candidato do PT, Nildomar Freire, prevêem gastos de R$ 1,5 milhão.


O ex-deputado Afrânio Boppré (PSOL) prevê gastos de R$ 70 mil, enquanto que Joaninha de Oliveira (PSTU) prevê R$ 30 mil.


Em Blumenau, o valor total que os candidatos a prefeito pretendem gastar é de R$ 4,2 milhões. As campanhas mais caras deverão ser a do deputado federal Décio Lima (PT) – R$ 2 milhões – e do prefeito João Paulo Kleinübing (DEM) – R$ 1,5 milhão. Com a formação dos comitês financeiros, os cinco candidatos já deram início, definitivamente, às campanhas em busca de votos. Desde sexta-feira, as visitas se tornaram mais freqüentes (veja quadro na página ao lado).


Prestação de contas será em três momentos


A estimativa de gastos é obrigatória pela legislação eleitoral, tanto para os candidatos a prefeito como para que disputam a Câmara. A maior parte do dinheiro utilizado nas campanhas vem de doações particulares ou dos próprios candidatos. Os gastos podem ser ampliados no segundo turno.


Na eleição, os candidatos serão obrigados a repassar à Justiça Eleitoral três prestações de contas, duas parciais em 6 de agosto e 6 de setembro, e uma geral, no final da campanha. Quem não seguir o procedimento corre o risco de não ser diplomado. A organização dos gastos dos candidatos ficam a cargo do comitê financeiro.


Para os vereadores, o limite de gastos também varia. Os 32 candidatos da coligação DEM/PSDB deve gastar cerca R$ 300 mil cada. Os 27 candidatos da coligação Amo Florianópolis (PP/PTB) têm como limite R$ 250 mil. Os 30 nomes da coligação PMDB/PRTB tem como limite R$ 300 mil.


Os candidatos a vereador da coligação PC do B/PDT - 30 ao todo - tem limites diferentes: R$ 200 mil para os comunistas e R$ 400 mil para os pedetistas. A nominata do PSOL, de 17 nomes, tem como limite R$ 20 mil para cada um.

 

DC

 

Felipe Rosa / clicRBS

No pleito passado, candidatos a prefeitura de Florianópolis gastaram 6,1 milhões

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