O candidato à reeleição e atual prefeito de Blumenau, João Paulo Kleinübing (DEM), deve ficar com quase metade dos 30 minutos da propaganda eleitoral gratuita, com início dia 19 de agosto no rádio e na televisão. Em uma estimativa feita pelo Santa com base nos parâmetros de divisão do tempo de propaganda estabelecidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kleinübing teria 14 minutos e 10 segundos em cada programa destinado aos candidatos a prefeito. Para Décio Lima (PT), seriam 8 minutos e 5 segundos, enquanto Ivan Naatz (PV) ficaria com 3 minutos e 26 segundos e José Ouriques (PTC) teria 2 minutos e 12 segundos. O menor tempo seria de Dari Diehl (PSOL), com 2 minutos e 7 segundos.
Para determinar o tempo de cada candidato, o TSE adota a divisão de dois terços dos 30 minutos de acordo com o número de deputados federais eleitos em 2006 pelo partido ou coligação do candidato. Os 10 minutos restantes são distribuídos igualmente entre eles. O cálculo oficial deve ser divulgado na primeira quinzena de agosto, quando o juiz da 88ª Zona Eleitoral, Osmar Mohr, convocar os representantes dos partidos para apresentar o plano de mídia. A ordem de veiculação de cada candidato será sorteada pelo juiz até o dia 12 de agosto.
Os programas para prefeito e vice serão transmitidos às segundas, quartas e sextas-feiras, em dois blocos de 30 minutos. No rádio, das 7h às 7h30min e das 12h às 12h30min; na televisão das 13h às 13h30min e das 20h30min às 21h. Os candidatos a vereador terão espaço às terças, quintas-feiras e sábados, nos mesmos horários reservados aos prefeitos.
Propaganda obrigatória ajuda na hora da escolha do candidato
O tempo de cada vereador é definido pelos próprios partidos ou coligações. No primeiro turno, não haverá propaganda eleitoral gratuita aos domingos.
O cientista político e professor de Legislação e Processo Eleitoral da Univali, Fernando Fernandez, recomenda atenção aos programas dos candidatos. Para o cientista, a velha impressão de que propaganda eleitoral é desinteressante, transforma-se em uma armadilha para o eleitor no ano seguinte à eleição.
– Quando o eleitor vira as costas para a propaganda política e deixa de escolher o candidato com uma visão crítica, dá chance para os aventureiros que só querem defender os planos pessoais – alerta Fernandez.
JSC
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