A eleição deste ano terá ares de um plebiscito, com o voto do eleitor em quem gosta, mas muito mais de reprovação à forma de administrar de um candidato ou do outro. Essa é avaliação do sociólogo e cientista política João Ignácio Pires Lucas. Ele não vê, no entanto, prejuízos por ser uma eleição em turno único.
– Em princípio, não significa nem vantagem, nem prejuízo. Ter dois candidatos em turno único não é mais ou menos democrático, tudo vai depender do nível da campanha, se terá baixaria ou denúncias de compra de voto. É uma eleição plebiscitária, porque o voto será visto como pró ou contra a forma de administrar – analisa Pires Lucas.
Por outro lado, acrescenta o cientista, será mais fácil de o eleitor fixar na memória os candidatos.
– Essa discussão que de que sem segundo turno reduziria o tempo para o debate de propostas e idéias é meio lendária. No campo ideológico, já não temos muito mais do que essas duas referências na cidade, o PT e o PMDB. Serão 30 dias a menos da mesma coisa. Mesmo se tivéssemos mais candidatos, teríamos os dois maiores partidos polarizando a disputa – reforça Pires Lucas.
O professor de Ciência Política da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs), Eduardo Corsetti, tem posicionamento semelhante.
– O processo eleitoral é sempre seletivo, nunca expressa o interesse da totalidade da população. Democracia e eleição são convergentes, mas uma coisa não é a outra. O processo eleitoral é apenas parte da democracia – ressalta Corsetti, embora faço coro à divisão de tempo igual nos programas de rádio e TV, como reivindica a Frente Popular na Justiça:
– Não sei se o princípio legal para a propaganda gratuita seria suficientemente justo em um único turno de eleição, já que se busca informar o eleitor. É um tratamento muito desigual. O bom senso mandaria dividir o tempo de forma igual.
PIONEIRO
| As estratégias |
Frente Popular |
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| Na Frente Popular, a meta é intensificar a campanha e lançar todas as fichas a partir do começo da propaganda eleitoral gratuita em rádio e TV, em 19 de agosto. A Frente pretende pôr a militância petista e comunista nas ruas para mostrar o projeto de governo, com o slogan Pepe e Abgail é o melhor para Caxias |
| A campanha já começou há muitos meses. Estamos elaborando o plano de governo deste março, discutindo política com a sociedade. E vamos colocar na rua a nossa combativa, aguerrida e numerosa militância para palmilhar a cidade e o interior, passar e repassar os quatros cantos antecipa o coordenador-geral da Frente Popular, o petista Ansélio Brustolin |
Caxias para Todos |
| Do lado da coligação Caxias para Todos, a intenção é comparar de saída os oito anos de Pepe Vargas (PT) com os três anos e meio do prefeito José Ivo Sartori (PMDB), mostrando as obras e os planos lançados ainda em 2004 para Caxias |
| Política a gente faz todos dias. Quando termina a eleição, no dia seguinte já estamos fazendo política, respeitando os partidos e suas opiniões, por mais que possamos ter divergências. O Sartori tem muito para mostrar e muito para fazer por Caxias adianta o coordenador-geral e político, Guerino Pisoni (PMDB) |
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