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16 de junho de 2026
 

Municípios do RS | 12/07/2008 | 11h10min

O papel dos atores principais no cenário eleitoral de Caxias do Sul

Alianças formadas de olho no tempo de propaganda no rádio e na TV

Os atores do processo histórico pelo qual passa Caxias neste ano destacaram-se em papéis importantes. A ida do PSB para o governo foi mérito de Sartori, que intensificou o assédio ainda no ano passado, tratando com lideranças socialistas, como o ex-presidente municipal da sigla, Paulo Dahmer, e o dirigente estadual Caleb de Oliveira. Com a saída de secretários para concorrer a vereador, Sartori levou Dahmer para o governo. Ele assumiu a Secretaria de Desenvolvimento Econômico.


– O prefeito deixava recados para uma proximidade. Cada vez que um deputado vinha a Caxias, convidávamos o prefeito e ele se fazia presente e renovava o convite – atesta o presidente do PSB, Adriano Boff.


Tanto Pepe quanto Sartori atraíram partidos de pouca expressão, de olho no tempo da propaganda em rádio e TV. Com o apoio do recém-fundado PSL à chapa encabeçada por Pepe, haverá um acréscimo de um a dois minutos na propaganda. No caso do PSDC, que aderiu a Sartori, a participação é encarada como prestígio.


– Se conseguimos 14 partidos é porque devemos ser melhor do que o outro lado. Na nossa coligação, temos aliados que já estiveram com o adversário, como o PV e o PSB – analisa o presidente do PMDB, Guerino Pisoni.


Para manter os 12 partidos unidos no segundo turno de 2004, Sartori teve um "núcleo duro" no governo para apagar incêndios. O PSDB ameaçava romper por perder a pasta da Cultura, recebida no início do governo junto com a do Turismo. O "núcleo duro" era formado pelo secretário da Fazenda, Carlos Búrigo (PMDB), da Cultura, Antonio Feldmann (PMDB), e pelo chefe de Gabinete, Edson Néspolo (PDT).


O pedetista é considerado o grande maestro dessa orquestra política. Acostumado a lecionar para adultos, o professor de cursinho Néspolo promovia encontros, normalmente uma vez por semestre e aos sábados, com toda a equipe de governo para repassar as diretrizes antes de passar a palavra para Sartori. Néspolo admite ser difícil administrar vaidades na política, mas diz ter sempre se pautado em cima de um projeto.

 

PIONEIRO

 

Luiz Chaves/Banco de Dados, 01/04/2008  / 

Com a saída dos secretários para concorrer a vereador, Sartori levou Dahmer para o governo

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