clicRBS
Nova busca - outros
 

eleições 2008

 

 
16 de junho de 2026
 

Municípios do RS | 12/07/2008 | 11h00min

Em Caxias, cargos condicionados à votação

Com apenas dois candidatos, município terá turno único

A divisão de cargos para a próxima gestão, independente de quem seja o vitorioso, é um tema indigesto para a maioria dos presidentes de 17 dos 19 partidos constituídos ouvidos pelo Pioneiro. A exceção nesse universo é o PSOL, que não apresentou candidatura à prefeitura, somente para a Câmara, e decidiu manter a posição de independência. São raros os que admitem negociações de cargos para a próxima administração, mas todos esperam a compensação nos projetos nos quais estão inseridos. Entre os que admitem acertos nesse sentido estão aliados do prefeito José Ivo Sartori (PMDB), que teria passado as orientações.


O presidente do PTB, Osvaldo Lacerda, considera o preenchimento de cargos uma compensação lógica.


– Não existe nada acertado, mas já foi discutido que as secretarias e outros postos de confiança serão ocupados de acordo com poder de fogo de cada partido ou da coligação proporcional. O critério estabelecido, com a participação do prefeito e do vice Alceu Barbosa Velho, é o seguinte: se a Frente Trabalhista (PDT/PTB), por exemplo, eleger cinco vereadores, terá direito a cinco secretarias. Será uma unidade por vereador eleito – revela Lacerda.


O PSDB do deputado federal Ruy Pauletti consolidou esse cenário de turno único ao confirmar, depois de muita briga interna, o apoio a Sartori em uma pré-convenção partidária no final de junho. Era o desfecho esperado para os aliados do prefeito. Os tucanos eram os únicos em condições de levar a eleição para o segundo turno. O dirigente Moacyr Bressan sustenta que o partido trabalhou em cima do nome de Pauletti, que não quis concorrer, e não teve tempo de preparar outra candidatura. Bressan nega ofertas do PMDB, como a de 10 mil santinhos, para cada candidato a vereador e a ocupação de cargos no governo.


– Participamos dessa administração e vamos continuar administrando juntos. O plano de governo está montado com a participação de todos os partidos. Com certeza, o PSDB vai ter o seu espaço, mas não podemos negociar nada agora porque não sabemos o futuro – sustenta Bressan.


Já o presidente do PP, Ricardo Golin, diz que não houve garantias devido às circunstâncias:


– Não tínhamos candidato para fazer frente às duas candidaturas postas e levar a eleição para o segundo turno. Com a recusa de aliança com o PT, caímos no colo do Sartori e do vice Alceu. Nos pegaram como quiseram, sem qualquer garantia e compromisso entre as partes – atesta Golin.


Os integrantes da Frente Popular mantêm o discurso unificado. Todos os dirigentes entrevistados sustentam que estão coligados para defender um projeto liderado por Pepe Vargas e não para acertar cargos antes de ter resultado, embora a indicação da vice Abgail Pereira tenha sido uma imposição do PC do B para se manter na coligação.

 

PIONEIRO

 

Análises

Os pontos de vista são distintos sobre vantagens e desvantagens nas duas candidaturas no turno único

 
O coordenador-geral da Frente Popular, Ansélio Brustolin, vê mais prejuízos:
– A única vantagem é que o custo será menor, mas isso é muito pequeno perante os projetos para governar a coisa pública, com outros partidos mostrando as suas posições ideológicas. Por isso, defendemos o financiamento público de campanha, porque os recursos seriam menores, mas mais legendas teriam condições de participar do pleito
A opinião do coordenador-geral e político da Caxias para Todos é sucinta:
– A única vantagem é que é a financeira, porque o custo será menor. Já a desvantagem é que ganha ou perde, não tem a possibilidade de tentar recuperar o resultado em outro turno

Comente esta matéria

Notícias Relacionadas

Confira no eleicoes2008.com.br outras notícias relacionadas com esta matéria

Grupo RBS

Dúvidas Freqüentes | Fale conosco | Anuncie - © 2000-2008 RBS Internet e Inovação - Todos os direitos reservados.