Permitida desde domingo, a campanha eleitoral ainda está morna nas ruas de Joinville. Impossibilitados de distribuir material de campanha por ainda não terem registro no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ), os candidatos à Prefeitura ocupam os primeiros dias com reuniões internas, visitas aos bairros e participando de eventos. A expectativa é de que a campanha decole no começo de agosto.
Com o comitê eleitoral já instalado, o candidato Darci de Matos (DEM) espera apenas pelas questões burocráticas para tornar a campanha mais ostensiva
– A gente ainda não pode fazer nada sem ter o CNPJ – explica Carlos Caetano, coordenador da campanha.
O número do registro precisa ser incluído em todo material que será distribuído e só será possível obtê-lo após a homologação da candidatura pela Justiça Eleitoral. Os números dos candidatos devem ser definidos a partir do final do processo de registros, previsto para a
próxima segunda-feira
A demora para a campanha
engrenar é vista como normal pela maioria dos candidatos.
– Ainda estamos dentro dos procedimentos burucráticos. As candidaturas não estão homologadas, não temos comitês financeiros, CNPJ – afirma Kennedy Nunes, candidato pelo PP. A situação provoca protestos do candidato Rodrigo Bornholdt (PDT).
– A campanha está liberada desde o dia 5, mas a gente não pode ter um panfleto na rua porque precisa de CPNJ. Que peçam antes! Isso só prejudica as candidaturas novas – reclama o pedetista
Há também quem tenha planejado atrasar ainda mais o início da campanha. O petista Carlito Merss só colocará o bloco na rua no dia 2 de agosto, quando inaugura seu comitê.
Como não vai se licenciar do cargo de deputado federal, Carlito conta com a redução do ritmo de votações na Câmara após a aprovação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), no final do mês, para poder estar mais presente em Joinville. Até
lá, passa parte da semana em Brasília.
Capital
Em Florianópolis, a situação é semelhante. Nas ruas ainda não são encontradas bandeiras, carros de som ou outro material que indique uma campanha eleitoral. Até mesmo adesivos com o número de candidatos são pouco vistos. Assim como em Joinville, a falta de CNPJ é apontada como uma dos principais empecilhos.
Coordenador da campanha do ex-governador Esperidião Amin (PP) a prefeito, Francisco Assis Filho afirma que a visibilidade só vai acontecer quando for encerrada a parte burocrática. Enquanto isso, Amin faz caminhadas pela Capital, para sentir o "clima" da cidade
O candidato do PSOL à prefeitura, Afrânio Boppré, também está focado na parte administrativa da campanha. Entre os assuntos que precisam ser resolvidos, estão a abertura de conta e a aprovação da logomarca.
– Sem o CNPJ não há como começar o trabalho – destaca o candidato a prefeito Nildão (PT).
Essa também foi a explicação do coordenador da equipe de Dário Berger (PMDB), Mário
Cavallazzi, para a ausência de material de campanha nas ruas.
A NOTÍCIA
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