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20 de junho de 2026
 

Eleições 2008 | 06/07/2008 | 19h29min

Os parlamentares-candidatos em Santa Catarina

Como está o trabalho dos seis deputados federais que tentam se eleger prefeitos

Robson Bonin | robson.bonin@gruporbs.com.br

Eles alimentam o sonho de trocar a cadeira na Câmara dos Deputados por um mandato de prefeito. A três meses das eleições municipais, é hora de conferir o levantamento da atuação dos seis parlamentares da bancada federal que serão candidatos em outubro.


Os números revelam o desempenho dos deputados Carlito Merss (PT), Mauro Mariani (PMDB), Fernando Coruja (PPS), Décio Lima (PT), Acélio Casagrande (PMDB) e Djalma Berger (PSB) nos primeiros seis meses de 2008. Poucos projetos, baixa participação em plenário e gastos que chegam a 82% da verba indenizatória chamam a atenção entre os parlamentares catarinenses.


Juntos, até o dia 27 de junho, eles apresentaram seis projetos de lei e já consumiram R$ 321 mil com despesas de gabinete. As faturas de combustível e locomoção (R$ 145 mil), e consultoria (R$ 114 mil) foram os maiores gastos do grupo. O dispêndio com publicidade ficou em R$ 19 mil. Individualmente, Lima foi o que mais gastou: R$ 87 mil. Acélio, que assumiu o lugar de Berger - licenciado para concorrer em São José - no último dia 24, não teve despesas registradas.


Eleitos para interceder pelos catarinenses em Brasília, os deputados utilizaram a tribuna da Câmara por 128 vezes. Coruja, com 57 discursos, e Lima, com 48, foram os que mais fizeram pronunciamentos, seguidos de Merss, com 15 intervenções. É importante lembrar que Mariani - que discurou uma vez - foi empossado no início de junho. Acélio, que chegou depois de Mariani, não teve tempo para usar a tribuna.


Com quatro matérias, Lima acumulou o maior número de projetos, enquanto Coruja e Merss protocolaram um proposta cada. Analisando a quantidade de emendas, instrumento pelo qual o deputado interfere nas votações, Coruja, com 38 propostas, foi o campeão. Lima elaborou quatro modificações e Merss, uma. Acélio, Berger e Mariani não fizeram proposições.


Faltas decisivas


Dos 57 dias de sessões deliberativas entre 11 de fevereiro e 25 de junho, os parlamentares somaram 30 ausências, média de uma falta a cada dois dias de votação.


 

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