A candidatura a vereador pelo PTB do ex-cantor Rafael Ilha, ex-vocalista do Grupo Polegar, nas eleições de 2008 em São Paulo foi cassada nesta quinta-feira, de acordo com a assessoria do partido. O presidente da Executiva Estadual do PTB, o deputado Campos Machado, determinou a cassação da candidatura de Rafael devido à “gravidade dos fatos ocorridos”.
Campos Machado disse, em nota, que “fatos como este nos levam a tomar medidas necessárias na defesa do partido”. Rafael Ilha, segundo a polícia, tentou, junto com outras duas pessoas, colocar à força em um carro a esteticista Karina Costa, de 28 anos. O ex-cantor informou à polícia que o ex-marido da vítima tinha entrado em contato e pedido para que a mulher fosse internada na clínica de reabilitação contra dependentes químicos dele. Testemunhas disseram ainda que o ex-Polegar se identificou como policial.
Informado pelo G1 da decisão do PTB, o advogado José Vanderlei Santos, que defende Rafael Ilha, criticou o
partido.
- "Partidos
políticos, que são os legítimos representantes do povo, deveriam permitir que a pessoa apresente a sua versão. Remover a candidatura sem dar nenhuma condição de a outra parte se expressar, não é a forma mais democrática se portar nesta situação - disse.
Segundo o advogado, "tão logo haja a formalização" do partido sobre a retirada da candidatura do ex-cantor, ele vai se pronunciar.
- Acredito que toda decisão comporta recurso.
Ontem, o advogado entrou com o pedido de liberdade provisória do ex-cantor do grupo Polegar e de outras duas pessoas presas com ele.
Histórico
O Grupo Polegar estourou em 1989, com a música "Dá Para Mim", e chegou a vender um milhão de discos. Rafael Ilha deixou o grupo em 1991. Depois disso, o ex-vocalista acumulou passagens pela polícia. Ele foi preso pela primeira vez em setembro de 1998, quando tentava assaltar pessoas num cruzamento para comprar drogas. Ele
roubou um vale-transporte e uma nota de R$ 1 de uma balconista na Zona
Sul de São Paulo.
No ano seguinte, ele foi detido por dirigir uma moto na contramão. Depois, foram duas outras prisões por porte de cocaína. Em 2000, o ex-integrante do grupo Polegar passou mal depois de engolir uma caneta, três isqueiros e uma pilha, durante uma crise de abstinência. Meses depois, ele ingeriu outras duas pilhas e precisou ser submetido a uma cirurgia, em um hospital de São Paulo, para a retirada dos objetos.
Em 2005, foi detido em Itapecerica da Serra, em frente à clínica dele, com uma arma calibre 380, com numeração raspada. Ele acabou autuado em flagrante por porte ilegal de arma. Em setembro de 2007, o ex-Polegar voltou à delegacia, mas como vítima. Rafael se dirigiu à residência de um jovem de 30 anos com intuito de convencê-lo a se internar. De acordo com a polícia, quando o homem percebeu a chegada do ex-vocalista, acabou fugindo em seu carro. Rafael passou a persegui-lo e, após um tempo, o jovem parou o carro e teria agredido o ex-cantor.
As informações
são do site G1.
Só com que ele já fez no passado,não era nem pra deixar se escrever em partido algum.Já basta os politicos que já temos.ABSURDO,onde esse pais vai parar.Oremos.
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