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15 de junho de 2026
 

Eleições 2008 | 19/06/2008 | 22h17min

Mais um vereador é cassado em Iomerê, no Meio-Oeste de SC

Falta de suplentes pode deixar Câmara com cinco parlamentares até o final do ano

A cidade de Iomerê, no Meio-Oeste de Santa Catarina, deve mudar novamente de presidente da Câmara de Vereadores em breve. Itacir Balbinot (DEM), que assumiu na terça-feira, também foi cassado por infidelidade partidária, assim como seu antecessor, Valcir Afonso Serighelli (DEM), e o vereador Lírio Barrichello (DEM).

Também estão na fila da cassação do Tribunal Regional Eleitoral (TRE) Olga Volpato e Olmes Guzzi. Eles e outros 98 filiados deixaram o PSDB e foram para o DEM em setembro de 2007.

Balbinot aguarda a notificação para deixar a vaga de vereador. Na última terça-feira, ele, como presidente da Casa, deu posse a dois suplentes que assumiram no lugar de Serighelli e Barrichello. Walter Hetz (PSDB) deve continuar no cargo, Paulino Mensen, porém, também é tucano dissidente e estará sujeito à cassação pelo mesmo motivo, a infidelidade partidária.

A primeira secretária da mesa diretora da Câmara é Olga Volpato. É ela quem deve assumir os trabalhos para convocar nova eleição da mesa, assim que vencer o prazo de dez dias após a notificação de Balbinot.

O julgamento de Olga no TRE ainda não está marcado, mas a denúncia também foi feita pelo Ministério Público (MP). Diante da situação, a Câmara de Iomerê não sabe que atitude tomar.

O diretor de expediente da Casa, Itacyr Bridi, relata que a cada dia a Câmara vive uma novidade e que, por enquanto, nenhum órgão eleitoral soube explicar que atitude se deve tomar.

Segundo o Código Eleitoral, assim que sai um vereador, um suplente do mesmo partido deve assumir, pois o entendimento é de que o mandato é da agremiação política.

No município eram cinco suplentes do PSDB. Como um titular morreu, um suplente assumiu. Dos quatro que restaram, dois também passaram ao DEM e um mudou de cidade e não tem interesse em assumir o cargo. Apenas um suplente continuou no PSDB.

Nessa situação, o Código Eleitoral prevê eleições suplementares. Mas as eleições só podem ocorrer se faltarem mais de nove meses para acabar o mandato. Como faltam apenas seis, o artigo 113 proíbe a eleição suplementar. Assim, Iomerê corre o risco de ficar com apenas cinco vereadores até o fim do ano.

 

DIÁRIO CATARINENSE

 

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