A visibilidade conseguida em cargos de deputado estadual e secretário do Executivo estadual reflete-se em pré-candidaturas. A prova das urnas ocorrerá em outubro, quando ex-secretários e deputados devem disputar as prefeituras de Santa Catarina.
Já chega a 14 o número de secretários que se exoneraram em função da eleição. Na Assembléia Legislativa, sete parlamentares se licenciaram pelo mesmo motivo.
No Centro Administrativo de SC, são dois os secretários do Executivo que se afastaram para uma futura candidatura a prefeito. Dado Cherem (PSDB) se licenciou da Assembléia para assumir a secretaria Estadual de Saúde. Porém, a cerca de 10 dias pediu exoneração também do Executivo, pois é pré-candidato à prefeitura de Balneário Camboriú.
O deputado federal Mauro Mariani deixou a secretaria Estadual de Infra-estrutura, por ser o nome do PMDB que deve estar na disputa à prefeitura de Joinville. A mesma secretaria perdeu mais um gestor: o conselheiro Luiz Carlos Tamanini saiu da diretoria do Departamento de Transportes e Terminais (Deter) para concorrer em Corupá.
As secretarias regionais foram as maiores propulsoras de candidaturas, uma vez que 12 secretários das 36 unidades espalhadas pelo Estado pediram exoneração e devem concorrer à majoritária (prefeitura). A secretária regional de Jaraguá do Sul, Niura de Marchi, optou pela candidatura a vice-prefeita do município onde atuava.
Metade dos parlamentares afastados vai concorrer
Já a Assembléia Legislativa, por outro lado, passa por um rodízio de deputados. Metade dos 14 parlamentares que pediram afastamento vai concorrer em outubro. A diferença entre os postos dos poderes Executivo e Legislativo nas eleições para a majoritária é que o deputado não precisa se afastar do cargo para concorrer às eleições.
Ainda assim, a maioria dos parlamentares fez um acordo em deixar o cargo para evitar ser acusado de usar dos benefícios do Legislativo em nome de suas candidaturas. Uma das grandes vantagens dos parlamentares é ter sua imagem veiculada pela TVAL, transmitida por TV a cabo em todo Estado.
Já os secretários - que atuam dentro do Executivo - , ao disputar a prefeitura são obrigados a deixar o cargo para se candidatarem à disputa eleitoral. Se não forem eleitos, tanto deputados quanto secretários podem voltar ao posto que ocupavam. Mas, no caso dos secretários, o retorno vai depender do que ficou acertado com o governo do Estado.
Assembléia dá visibilidade a concorrentes
A suplência dos deputados estaduais tem servido de impulso para os pré-candidatos a prefeito nas eleições municipais.
O Partido Progressista, por exemplo, acertou em dezembro passado que haveria um rodízio de 60 dias entre os oito suplentes, com preferência para quem é pré-candidato. O troca-troca começou em março deste ano e três substitutos deste partido já passaram pela Assembléia Legislativa (AL). Dentre eles, Altair Silva, suplente de Reno Caramori, deve se candidatar à prefeitura de Chapecó e Ivan Naatz, que substitui Kennedy Nunes (PP), é o nome do PV à prefeitura de Blumenau.
O PMDB também adotou o rodízio e os suplentes Valdir Cobalchini, Adherbal Cabral, o Deba, e Carlos Chiodini chegaram ao parlamento no início deste mês. E Cobalchini, ex-secretário da regional de Caçador, é o pré-candidato do partido à prefeitura do mesmo município.
Dentre os outros cinco suplentes da AL, mais três são pré-candidatos. Elizeu Mattos (PMDB), Sérgio Grando (PPS) e Serafim Venzon (PSDB) não estão licenciados, mas têm seus nomes cotados para candidaturas às prefeitura de Lages, Florianópolis e Brusque, respectivamente.
José Natal Pereira ainda não decidiu se é pré-candidato do PSDB em São José. Ele depende da situação do atual prefeito, Fernando Elias. Se Elias for o candidato do partido na convenção, que deve ocorrer no final deste mês, Natal
desistirá do posto, caso contrário, estará na disputa.(RM)
DIÁRIO CATARINENSE
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