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20 de junho de 2026
 

| 29/05/2008 | 09h58min

FAO alerta que benefícios dos biocombustíveis são modestos

Órgão diz que políticas no setor poderiam ser melhor elaboradas

Os benefícios dos biocombustíveis para a segurança energética, para o meio ambiente e para a economia são apenas modestos, afirmou nesta quinta-feira em um relatório a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês). Políticas governamentais impulsionando a demanda no setor poderiam ser melhor elaboradas para atender aos resultados benéficos desejados do uso dos biocombustíveis, de acordo com o relatório.

— Abordagens alternativas podem ser consideradas, que ofereçam benefícios potencialmente melhores e com menos impactos indesejados no mercado, como políticas que encorajem uma demanda reduzida por energia e menos emissões de gases causadores do efeito estufa, que proporcionem uma comercialização mais livre de biocombustíveis e acelerem a introdução de tecnologias de produção de segunda geração, que não utilizam matérias-primas que poderiam ser usadas na alimentação — informou a FAO.

A demanda por biocombustíveis derivados de matérias-primas, como milho e oleaginosas, também está pressionando para cima os preços das commodities. A União Européia planeja introduzir a exigência de mistura de 10% de biocombustível nos combustíveis utilizados em transportes até 2020.

O Reino Unido impôs recentemente uma exigência de mistura de 2,5% de biocombustíveis nos combustíveis, para atender a meta do bloco europeu. No entanto, a produção comercial de biocombustíveis de segunda geração não é provável até 2017. Entre 2000 e 2007, a produção de etanol triplicou, e a produção de biodiesel cresceu de menos de 1 bilhão para 11 bilhões de litros, Mas os preços elevados das matérias-primas têm prejudicado a viabilidade econômica dos biocombustíveis.

A produção mundial de etanol deve alcançar 125 bilhões de litros até 2017, e a de biodiesel deve chegar a 24 bilhões de litros no mesmo período, com o crescimento impulsionado por exigências de mistura nos combustíveis, de acordo com o relatório. A esperada queda gradual nos preços das commodities até 2017, assim como os preços elevados do petróleo podem melhorar a perspectiva para a indústria, segundo a FAO. As informações são da Dow Jones.

 

AE

 

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