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20 de junho de 2026
 

| 17/04/2008 | 12h15min

Presidente da Samsung será julgado por evasão fiscal de US$ 114 milhões

Caso que abalou o gigante empresarial responsável por 20% das exportações da Coréia do Sul

O presidente da Samsung, Lee Kun-hee, será julgado por evasão de impostos e prevaricação, segundo decidiu nesta quinta-feira um promotor especial ao término de investigação de três meses por supostas práticas de corrupção na companhia sul-coreana.

Cho Joon-woong acusou formalmente Lee e nove diretores da Samsung por irregularidades e de evadir US$ 114 milhões em impostos, mas não encontrou provas para a acusação de suborno ao estamento judicial e político do país. O caso que abalou o gigante empresarial responsável por 20% das exportações da Coréia do Sul terminou de forma propícia para a companhia, pois seu presidente não será detido, em razão das "repercussões negativas" que teria para a economia do país.

O caso foi aberto após as denúncias de Kim Yong-chul, um ex-assessor da companhia, que assegurou que o conglomerado sul-coreano tinha um fundo multimilionário sob contas falsas para facilitar a transferência do controle da empresa ao filho do presidente, Lee Jae-yong. O promotor independente concluiu hoje que a empresa incorreu em "problemas estruturais", como a "transferência ilícita do controle da direção".

— Os executivos utilizaram 1.199 contas com nomes emprestados para conseguir lucros na venda de ações das filiais da Samsung, e evadiram 112,8 bilhões de wons (US$ 114 milhões) livres de impostos — apontou a equipe de fiscais.

O grupo Samsung emitiu um comunicado no qual pediu desculpas pela preocupação causada entre os cidadãos e assinalou que na próxima semana anunciará um plano de renovação da empresa.

 

EFE

 

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